sábado, 24 de agosto de 2019

Curso regular de História da UFPA Campus de Bragança: 10 anos (2009–2019)

Hoje recordo com muito orgulho dos 10 anos de funcionamento regular do Curso de História do Campus Universitário de Bragança.

Sua implantação se deve ao Programa REUNI – Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais, criado pelo Decreto Presidencial n.º 6.096, de 24 de abril de 2007, que integrou a plataforma de ações do Governo Federal, através do Ministério da Educação, com o objetivo de dar condições às instituições federais para a expansão e acesso à Educação Superior.


Com a ampliação do acesso da população às universidades, houve melhor aproveitamento da estrutura física e construção de novos espaços, aumento do contingente de servidores (docentes e técnicos) além da preocupação com a garantia de permanência da demanda discente nos cursos de graduação.

As instituições federais que aderiram ao programa receberam recursos do Ministério da Educação para cumprirem seus planos de reestruturação e expansão. Só no primeiro ano foram investidos 415 milhões de reais, para a construção de prédios, melhoria da infraestrutura física, aquisição de bens e para despesas de custeio e pessoal que constavam nos planos de cada instituição.

Com a aprovação do curso regular de História, através do Projeto REUNI, foram liberadas 10 vagas para a contratação de docentes efetivos e início efetivo da oferta do curso, visando sua consolidação e expansão.

Em Bragança, a UFPA já havia ofertado o curso de graduação em História nos anos de 1987, 1990, 1997 e 2004, em regime intensivo, flexibilizado a partir de Belém. Só em 2009 a demanda do regime extensivo e a primeira turma regular reuniu, além da demanda social, diversos discentes que já atuavam na Educação Pública das redes municipal e estadual de Bragança, Augusto Corrêa, Tracuateua e de outros municípios. As aulas iniciaram exatamente no dia 24 de agosto de 2009, uma segunda-fera, no Campus de Bragança.


A primeira turma regular do curso de História de 2009 era formada por 40 aprovados no Processo Seletivo Especial 2009-2 da UFPA. Dos aprovados, 36 discentes cursaram disciplinas e frequentaram as aulas. E destes 36 discentes, 27 concluíram o curso, 07 evadiram ou mudaram de campus e 02 discentes faleceram. Foram esses os alunos pioneiros do Curso de História regular:
Alessandra Brito Alves
Alessandra Patrícia Silva de Oliveira
Alex da Costa Ribeiro
Ana Clara do Rosário Ramos Favacho
Ana Lúcia Brito Costa Oliveira
Brenda Patrícia Palheta Ferreira
Bruno Rafael Andrade dos Reis (in memoriam)
Carlos Fernando Gonçalves
Célio Oliveira Garcia
Edilene Sousa da Conceição
Elielma Aviz da Luz
Elton Augusto Silva de Araújo
Emerson Luiz Tavares França
Ewerton Munis Barbosa
Francisco Dênis Souza Gomes
Gerfisom Sena da Silva
Gleyson Carlos Santiago Moraes
Jadailson Fernandes Monteiro
Johny Sales da Silva
Jorge Cleiton Santiago Tavares
José Claudemir Lima de Moura
Josiel da Luz Silva
Juliana de Kássia de Oliveira Angelim
Júlio di Paula Matos de Sousa
Klewersom Lima da Silva
Leiliane Tavares dos Santos
Lidenilson Sousa da Silva
Maíla do Socorro Ramos de Mescouto
Marcelle Barros Matos
Márcio Sousa da Silva
Maria Cláudia Sousa Araújo
Maria do Socorro Santana Ferreira
Mariano Rocha de Oliveira Neto
Raimunda Auxiliadora Santiago da Costa
Robson Ferreira Monteiro
Rosana Brito da Cruz
Tereza Cristina Evangelista Santos
Vera Lúcia Lobo da Costa
Wellington Araújo Oliveira (in memoriam)
Wladimir Macêdo Rodrigues



Os primeiros docentes do curso foram o Prof. Dário Benedito Rodrigues (egresso da turma de 1997), a Prof.ª Roseane Pinto e o Prof. Thiago Porto. A primeira disciplina do Curso de História foi História da Arte, com a Prof.ª Alessandra Conde (da Faculdade de Letras, da UFPA Bragança). As disciplinas foram distribuídas em dois períodos no 4º semestre letivo do ano de 2009, noturno. A primeira parte ficou de 24 de agosto a 03 de outubro e a segunda parte de 03 de novembro a 30 de dezembro de 2009.


As primeiras disciplinas, pela ordem de oferta foram História da Arte (optativa), Antropologia Cultural, Seminários de História e Educação (na primeira parte) e História Antiga e Teoria da História I (na segunda parte).


No início de 2010, foram contratados os docentes Prof. Adilson Brito (hoje em Ananindeua), Prof.ª Eliane Soares, Prof. Ipojucan Campos (hoje em Belém), Prof.ª Roberta Silva (hoje na Faculdade de Educação) e Prof. Luiz Cláudio Machado. Com os que ficaram, atualmente, o corpo docente é formado também pela Prof.ª Magda Costa, Prof.ª Vanderlúcia Ponte, Prof. Érico Muniz e Prof. Augusto Leal.

Como docentes substitutos já passaram pelo curso Prof. Bernard Arthur Silva, Prof. Klayton Campelo (egresso da turma de 1997), Prof. Helder Lima e Prof. Neles Maia (egresso da turma de 2011). Hoje, o curso conta com os docentes substitutos Prof. Filipe Soares, Prof.ª Marciléia Wanzeler e Prof. João Victor Furtado (egresso da turma de 2013), além de tantos outros docentes externos e docentes colaboradores das demais faculdades do Campus de Bragança.

A secretaria do curso é exercida pelo Técnico-Admistrativo Bruno Silveira. No decorrer desse tempo, atuaram no curso a Técnica-Administrativa Layd Sodré e a servidora municipal Prof.ª Ana Maria Costa, além de alguns bolsistas como Klewerson Lima e Benedito Emílio Ribeiro. Alguns servidores lotados em outros cursos colaboraram de forma direta com os trabalhos do curso e da faculdade, sendo Prof. Rubenilson Brito (da Faculdade de Educação) e Prof. Paulo Oeiras (que atuou desde o início, sendo à época da Faculdade de Letras).

Exerceram a gestão do curso em 2009 os três primeiros docentes, Prof.ª Roseane Pinto, Prof. Dário Benedito Rodrigues e Prof. Thiago Porto. E desde quando foi criada a Faculdade em 2010 os seguintes professores exerceram a sua gestão, sendo Prof.ª Roberta Silva (em 2010), Prof. Thiago Porto (2011), Prof. Dário Benedito Rodrigues (2012-2015) e Prof.ª Roseane Pinto (2016-2019).

Nesses 10 anos, a Faculdade de História de Bragança ofertou turmas de graduação em História nos anos de 2010 (vespertino), 2011 (noturno), 2012 (intensivo) em Bragança e Capanema, 2013 (noturno), 2014 (vespertino), 2015 (noturno), 2017 em Bragança (vespertino) e em Capanema (intensivo), 2018 (noturno) e 2019 (vespertino).






Devo agradecer e homenagear a todos os discentes, pais de alunos, cônjuges, filhos e filhas, familiares, colegas de trabalhos, coordenadores e vice-coordenadores do Campus de Bragança e reitores da UFPA pela colaboração efetiva com a trajetória deste curso que é motivo de orgulho para tantos.

E apelo para que lutemos todos juntos pela Educação Pública, em todos os níveis e de todos os nossos lugares. Todos os sonhos são possíveis! E nosso curso é testemunha disso, por todo o impacto positivo na Educação proporcionado pela formação de professores e de pesquisadores, por tantos trabalhos já apresentados que ajudaram a reler e construir histórias de tantos lugares, sujeitos e fatos, pelas boas parcerias com várias instituições, pela contribuição a Bragança e pela luta constante na/pela/com a História.

Comemoro e compartilho esta postagem com todos os meus queridos amigos e amigas, para celebrar esta conquista pública de nossa Universidade e da nossa Faculdade e para marcar mais de 1 milhão de acessos ao meu blog.

Obrigado a todos que fazem parte desta História! Um grande abraço!

Prof. Dário Benedito Rodrigues
Fotos: Acervo da Turma de 2009 e Acervo pessoal.

sábado, 13 de julho de 2019

Continua a votação para a escolha da imagem de São Benedito do mirante do Camutá


Continua em aberto a escolha da imagem que deverá ser construída em escala monumental no Mirante de São Benedito no Camutá, em Bragança (PA). A votação está sendo realizada no Teatro Museu da Marujada de Bragança, com o uso de urnas eletrônicas com um processo muito semelhante ao de votações eleitorais gerais.

O lançamento da votação eletrônica foi no dia 06 de julho, no Teatro Museu da Marujada, contando com a presença de Úrsula Vidal, Secretária de Estado de Cultura do Pará, do Prefeito Raimundo Oliveira, do Vigário da Catedral Pe. Elias Sousa, do Presidente da Marujada João Batista Pinheiro além de outras autoridades e da imprensa local.

O edital do Prêmio São Benedito de Arte Popular, lançado pela Secretaria de Estado de Cultura (SECULT) busca selecionar a escultura religiosa da imagem de São Benedito a ser adotada como modelo para a construção do monumento no Mirante do Camutá, em Bragança. Foram selecionados 15 (quinze) imagens de artistas de 9 (nove) municípios. O resultado final será anunciado no dia 24 de julho e o artista vencedor receberá o prêmio no valor de R$ 8 mil. A reconstrução da imagem no Mirante será realizada pela Secretaria de Estado de Obras Públicas (SEDOP).



A votação será feita até o dia 21 de julho, de segunda a sexta, de 9h às 16h, no Teatro Museu da Marujada. Para votar é necessário apresentar documento oficial com foto. Crianças também podem participar, a partir de 5 (cinco) anos, acompanhadas pelos seus responsáveis.

Os artistas selecionados, em ordem alfabética, são:
- Arlles Marques do Socorro Silva Sousa (Bragança)
- Carlos Alberto Ribeiro Júnior (Igarapé-Açu)
- Clara Pereira Amorim (Belém)
- Davison Queiroz (Bragança)
- Fernando Luiz Souza Pessoa (Belém)
- Gilvandro Farias Alves (São Caetano de Odivelas)
- José Miguel Lira de Alencar (Bragança)
- José Tadeu Ferreira de Araújo (Breves)
- Leonan Tavares de Miranda (Ananindeua)
- Madson da Silva Conceição (Soure)
- Maurileno dos Santos Sanches (Belém)
- Raimundo de Oliveira Cordeiro (Santa Maria do Pará)
- Teresinha de Jesus Raiol Silveira (Belém)
- Valdeci dos Santos (Bragança)
- Wallace Renato Almeida da Silva (Bragança)

Eis as imagens candidatas:
















Participe!

Fonte: Secretaria de Estado de Cultura (SECULT/PA)



sábado, 11 de maio de 2019

Meu cão rottweiler Adam Smith faleceu em 11 de maio de 2019, às 20h49



Adam Smith – meu filho e meu melhor amigo de patas e pelos - fez parte de momentos importantes da minha vida em várias oportunidades e as pessoas de meu convívio podem testemunhar nosso carinho, conexão, companheirismo e amor.



Adam nasceu em Belém (PA) no dia 04 de outubro de 2011, no Dia de São Francisco de Assis e Dia Mundial dos Animais. Este cão foi um presente de meu irmão Jocelino Filho, que o trouxe para casa no dia 17 de janeiro de 2012. O nome Adam já havia sido dado e eu complementei com Smith, em homenagem ao famoso filósofo e economista escocês (Adam Smith, 1723-1790). Quando chegou, percebi algumas ranhuras de maus tratos, superados pela atenção e pelo amor incondicional que passei a dar a ele durante esse tempo todo.



Adam sempre viveu em casa, sempre dócil, muito amado e cuidado de maneira exemplar. Nunca fugiu, nunca agrediu nenhuma pessoa, nunca demonstrou sentimento de raiva por nada, só não gostava de barulho e manobras de skate. Não deixou nenhum descendente. Marcou a vida recente de minha casa e de meu convívio social, sempre com o seu carinho e com a sua presença. Seu latido não era somente um som grave e rouco, mas era a certeza da alegria, da proteção e do seu amor.




Tinha um senso de domínio sobre o seu território que me impressionava sempre e a todos ao meu redor, devido à proteção que deu durante os sete anos que viveu conosco. Ele era o dono do quintal, literalmente. Em algumas situações, é de se esperar que o cuidado e o carinho que se tem pelos animais recebam sérias e duras críticas, porém, ao cuidarmos de um cão, também estamos colaborando com a mãe Natureza, obra de Deus. Cães não amam com preconceitos, orgulho ou interesse, apenas amam, não calculam consequências para estarem com seus donos com lealdade e carinho.




Adam Smith fará parte dessa parte boa da minha história e da memória que guardarei para sempre.

O que houve?
Adam adoeceu algumas vezes, sendo muito bem tratado pela médica veterinária Marcielly Reis, que o amava também. Na manhã de hoje, 11 de maio, ele realizou um procedimento de retirada e cauterização de um hemogioma na região do olho esquerdo, retirada e cauterização de uns pólipos nos dois ouvidos e uma carne crescida na gengiva de um dente do lado esquerdo da boca, para evitar danos e doenças futuras.
Os hemagiomas são angiomas, tumores vasculares benignos causados pelo crescimento anormal de vasos sanguíneos. E nós realizamos de maneira responsável e cuidadosa todos os detalhes do procedimento, exames laboratoriais, pesagem, aplicação correta de todos os medicamentos e com bastante responsabilidade, atenção e cuidado da veterinária.


Eu acompanhei todo o procedimento, com meu amigo e compadre Alef Brito. Em seguida, Adam Smith foi acordando normalmente, mesmo tonto da sedação e anestesia que recebeu e que foi em dose bem abaixo do seu peso e do seu tamanho. Não demonstrou nenhuma agonia ou espasmos. Tudo estava muito tranquilo. Mas, por volta de 20h30 ele começou a ter uma súbita queda de pressão, e sua respiração ficou bastante ofegante. Depois ele pareceu desfalecer. E às 20h49, de forma muito serena, seu coração parou junto com a sua respiração. Tentamos reanimá-lo, mas sem sucesso. Estava ao lado dele o tempo todo e sua veterinária também.
Agradeço imensamente o trabalho da médica veterinária Marcielly Reis, além dos amigos meus e do Adam, em especial à minha mãe Socorro Rodrigues, meus amigos Neto Pereira, Rosalinda, Keyla Alessandra, Ryan Afonso, Alef Brito, Thiago Oliveira, Ítalo Costa, Higo Tadeu e Rafael, que de alguma forma se envolveram com todo esse processo prestando seu valoroso apoio e pesar durante esses anos todos. Agradeço também aos proprietários de pet shops que sempre cuidaram do meu cão, banhando-o, consultando-o e lhe dando todo carinho com responsabilidade e muita presteza.


A tristeza que fica se deve à saudade que sentirei e à memória que guardarei a partir de hoje, por isso faço esse agradecimento a quem ajudou meu Adam. Seu corpo foi enterrado às 22h49 quintal, em local marcado. Fica em meu coração essa enorme saudade, junto à mensagem do escritor mineiro Guimarães Rosa para reflexão: "Se todo animal inspira ternura, o que houve, então, com os homens?"
Assim, agradeço a todos que amaram Adam Smith durante essa vida. Muito obrigado e que Deus sempre os favoreça.

Origem da raça

Sabe-se que a raça origina-se da Roma antiga onde desempenhava a função de boiadeiro de tribos indígenas. Os cães foram usados para conduzir o gado, que serviria de alimento aos soldados, durante a expedição de conquista do exército romano a um local chamado “Araé Flaviae”, que corresponde a uma região do sul da Alemanha, aproximadamente em 74 d.C.
Nesta ocasião também se teria descoberto as qualidades de guarda, pois a eles era acumulada a tarefa de vigiar os suprimentos durante a noite. Cerca de 260 d.C., os swabianos desalojaram os romanos da cidade, tomando conhecimento da raça e mantendo a utilização dos cães boiadeiros. Descobriu-se também, antecessores do rottweiler nos séculos III e IV como companheiro e protetor do homem. Em torno de 700 d.C. o duque local construiu uma igreja cristã no local de uma antiga instância termal romana. Em escavações recentes foram encontradas telhas, em terracota vermelha, típicas das antigas vilas Romanas. Para diferenciar de outras cidades, os arqueólogos denominaram o local de “Das Rote Wil” (A Telha Vermelha), denominação essa que é conhecida como sendo a origem da atual rottweil.
A cidade de Rottweil, no estado de Wurttemberg, ao sul da Alemanha, era o local onde Metzgerhund (cão de açougueiro), como era conhecido, aparecia com maior frequência. A hegemonia de Rottweil como um centro de cultura e comércio consolidou-se em meados do século XII. Os descendentes dos cães pastores romanos trabalharam no auxílio do comércio de gado até meados do século XIX, quando a utilização de cães para conduzir gado tornou-se fora da lei. Nessa época, as tarefas do Metzgerhund mudaram para cão de tração, tendo sido utilizado como tal até ser substituído pelo jumento quando surgiram as rodovias.
Era conhecido, então, como cão de açougueiro de Rottweil, mais tarde, abreviando, foi chamado “o cão de Rottweil” como é conhecido até hoje. Em alemão: rottweiler. Esses cães pertenciam a classes trabalhadoras que tinham grande dificuldades para alimentá-los. Como sua função havia sido severamente reduzida e ele era grande demais para ser usado como cão de companhia, a raça começou a passar por grandes dificuldades. O número de rottweilers declinou tão radicalmente que em 1892 a exposição de Heilbronn, na Alemanha, registrou somente um pobre exemplar da criação presente. Os anais da Cinologia não fazem referência da criação até 1901 quando foi formado o Leonberger Klub que teve vida curta, porém notável, pois pela primeira vez foi descrito o rottweiler em forma de padrão de raça. Nessa época foram iniciados os primeiros movimentos para sua utilização no serviço policial.
Graças a sua prodigiosa inteligência, caráter firme, temperamento forte e coragem frente ao perigo, além das qualidades físicas, se tornou um dos cães ideais para tal serviço. Em 14 de agosto de 1921 foi fundado o Algemelner Deutscher Rottweiler Klub e.V. (ADRK). Finalmente, em 1924, o ADRK publicou o primeiro Zuchtbuch (Stud Book) da raça.

Informações adicionais: por Daniella Freire, do canil Berg Donner. http://www.saudeanimal.com.br/artigo85.htm

domingo, 7 de abril de 2019

Escola Luiz Paulino Mártires: 50 anos de Educação em Bragança (1969-2019)

Por Dário Benedito Rodrigues*, especialmente para o blog**.

A Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Luiz Paulino Mártires comemora hoje 50 anos de sua fundação, desde 1969, numa trajetória de trabalho na Educação que se confunde com a historia de Bragança, com a expansão do Ensino Público e com construção de conhecimento na região Bragantina na segunda metade do século XX.

Imagem 01: Logotipo da Escola Luiz Paulino Mártires.
 Fonte: Acervo da Escola (2007).

ANTECEDENTES

Em Sinopse da História de Bragança (Imprensa Oficial, de 1963), Benedito César Pereira, ex-Prefeito de Bragança e ilustre memorialista, registrou ao final do seu livro o projeto de construção da então Escola Agro Artezanal do Taíra, que veio a se tornar anos mais tarde a Escola Estadual Luiz Paulino Mártires.
As várias informações dessas páginas nos dão conta do processo de construção do prédio da escola, do seu atraso por problemas administrativos dos governos (incluindo a gestão de JK) e da liberação de verbas da antiga SPVEA (Superintendência de Valorização Econômica da Amazônia, depois SUDAM).
Além disso, Zito César registrou a intenção de doação da biblioteca de mais de 3 mil obras de Arthur César Ferreira Reis para a escola, fato não confirmado pelos antigos professores, diretoras e funcionários. A ideia era homenagear o escritor como o patrono do estabelecimento de ensino.

Imagem 02: Foto da construção do prédio da então Escola Agro Artezanal do Taíra.
 Fonte: Sinopse da História de Bragança (1963)

E nas páginas 276, 277 e 278 de Sinopse, assim está escrito:

CONCLUSÃO
Com êste último clichê que representa o comêço da construção da ESCOLA AGRO ARTEZANAL DO TAÍRA, damos por encerrado êste opúsculo, onde, nosso intuito, principal, foi defender a tese de que Bragança do Pará foi a primeira terra paraense descoberta por ariânos cultos e em porção regular, como era a expedição francêsa, chefiada por Daniel de La Touche, Senhor de Ravardiére, em 1613, porque Belém do Pará, só o fôra, em 1616, por Caldeira Castelo Branco, donatário dessa Capitania.
A contestação a respeito, pode haver, com a afirmativa de que o Brasil já estava descoberto, mesmo por acaso, em 1500, por Pedro Álvares Cabral, muito embora a história afirme, que antes dêle, fôra Ianez Pison o descobridor de nosso País, antes de 1500, também, a Amazônia e [o] fôra Orelana. Mas, a glória dessa descoberta teria de ser de Portugal! A Espanha, nêsse caso, era uma intrusa, de acôrdo com o tratado de Tordezilhas.
Até, o sempre pranteado estadista Dr. Getúlio Vargas, - o único governante do Brasil que volveu suas vistas para a Amazônia, nêstes 74 anos de República, tentando soerguê-la – afirmou, no seu discurso do Vale amazônico e, portanto, corrobora cnsc [conosco]:

“Quando Orelana, descobridor da Amazônia, chegou numa clareira do vale, avistou ao longe, centenas de índias guerreiras montadas em alígeros corcéis, tendo à dextra o tacape e empunhando as flexas e, ao avistarem Orelana com a sua tropa avançaram contra êles, aos gritos guerreiros. Orelana para não ser trucidado mandou que seus guerreiros detonassem para o ar, os arcabuzes. Novo Caramurú ouvira-se nas selvas bravias e as amazonas desapareceram”...

Volvamos, agora, nossas vistas para a "Escola Agro Artezanal do Taíra".
Naquêle Educandário, se a passada administração bragantina conseguisse receber da "Valorização da Amazônia" (S.P.V.E.A.) as verbas de 1958, 1959, 1960 e 1961, que caíram em "exercícios findos" porque não fôram pagas, apesar dos esforços dispendidos para recebê-las, já estariam em franco funcionamento as várias seções dêsse Artezanato, na proteção intelectual de mais de um milhar de jovens conterrâneos, cuja primira [primeira] turma, em 1962, receberia o diploma de conclusão de cursos!
Naquêle Artezanato teríamos hoje, e em cada ano, o preparo de competências intelectuais em vários ramos de atividades, para o amanhã bragantino.
Duzentos e cinquenta alunos internos que seriam jovens interioranos do município; 250 semi-internos, dos subúrbios mais afastados da cidade, que às 6,30 horas da manhã chegariam ao Artezanato para a primeira refeição material, conjuntamente com os 250 internos e só sairiam para as suas residências, às 18,30 horas, após o jantar; e mais 250 alunos, externos, que seriam os do centro e laterais suburbanas da cidade.
Multiplique-se 750 estudantes por êsse número de anos que passaram, ao léo, verifique-se o horror criminoso de prejuízo intelectual que o nosso município sofreu, porque não foi continuada a construção dêsse modelar Estabelecimento de ensino, em virtude da S.P.V.E.A. não mais ter pago as verbas que a Câmara dos Deputados, anualmente, votava!
Depois, vimos a saber que ditas verbas, não só as de Bragança, mas as de totalidade dos municípios da Amazônia, tinham ordens severas do presidente J.K. (Juscelino Kubitschek) para serem desviadas de suas finalidades, para a conclusão de Brasília, a Novacap [Nova Capital]!
Mas, “Jesus que é paraense, bragantino, pois não nasceu em Belém e sim em Bragança”, salve nossa terra e faça com que o Dr. Jorge Ramos, novel Prefeito, consiga receber a verba de 1962, que Brasília não precisará mais dela, para o soerguimento dêsse Artezanato, que Artur César Ferreira Reis, doou à Bragança, como aquela Biblioteca de mais de 3.000 volumes, a fim de que, quando deixar a Prefeitura, em 31 de janeiro de 1967, possa receber à glorificação dos alunos do “Artezanato do Taíra”, que deverá ter o nome de “Artur Reis” e do pôvo de sua terra, e também dizer bem alto:
“Cumpri com o meu dever”!
AMEN!

Imagem 03: Localização da Escola Luiz Paulino Mártires no bairro do Taíra.
 Fonte: Acervo pessoal (2008).

HISTÓRIA DA ESCOLA

A criação do Ginásio Luiz Paulino Mártires foi um dos empreendimentos que marcaram passos decisivos na Educação em Bragança, em virtude dos anseios da população por desenvolvimento cultural e em vista do crescimento populacional estudantil, o que apontava a necessidade da criação de uma escola estadual, na época com curso ginasial.
A inauguração do Ginásio Estadual Luiz Paulino Mártires foi uma iniciativa do prefeito de Bragança à época, Emilio Dias Ramos, e do Governador do Estado de Pará, Cel. Alacid da Silva Nunes. O processo de construção da Escola Agro Artesanal do Taíra estava em construção e quase concluído, quando em 1967 a então FEP – Fundação Educacional do Estado do Pará (criada em 1º de agosto de 1967, através do Decreto de n.º 47).

Imagem 04: Foto do prédio do então Ginásio Luiz Paulino Mártires.

Fonte: Relatório do Governo Alacid Nunes (1971).

 Imagem 05: Foto da placa de inauguração o prédio do então Ginásio Luiz Paulino Mártires.
 Fonte: Relatório do Governo Alacid Nunes (1971).

A área para instalação da Escola Agro Artesanal do Bairro do Taíra, isto é, de um Estabelecimento de Ensino ficou sob a responsabilidade da Fundação, que trabalharia para a sua conclusão. A parte do prédio mais antigo já estava praticamente terminada, como nos informa Benedito César Pereira em Sinopse da História de Bragança.
Por ações do governo Alacid Nunes, o prédio foi inaugurado, recebendo o nome do ilustre bragantino e ex-prefeito Luiz Paulino dos Santos Mártyres, um entusiasta da Educação em seu tempo.
Em 07 de abril de 1969 foi inaugurada o Ginásio, passando a funcionar somente em 18 de maio de 1970 com a primeira Turma da 1ª série do Curso Ginasial nos termos da Lei de n.º 4024. A Escola foi mantida pela FEP durante cinco anos e a partir de janeiro de 1976, pelos efeitos da Portaria de n.º 701/55, foi transferido o Estabelecimento de Ensino para a Secretaria de Estado de Educação (SEDUC).

Imagem 06: Foto da inauguração do então Ginásio Luiz Paulino Mártires.
 Fonte: Acervo da escola (1969).
  
Imagem 07: Foto da Turma Pioneira do Ginásio Luiz Paulino Mártires.
 Fonte: Acervo da escola (1970).

A implantação do Ensino de 1º Grau se deu de acordo com a Lei de n.º 5691/71, iniciando uma progressiva substituição das séries do Curso Ginasial pelas do 1º Grau, autorizada a funcionar em caráter definitivo através do Parecer de n.º 154/75 do Conselho Estadual de Educação.
De acordo com a Resolução de n.º 050, de 11 de abril de 1983, a Escola Estadual Luiz Paulino Mártires ficou autorizada a funcionar em caráter definitivo na modalidade de Ensino de 1º grau, da 5ª a 8ª série. Em 1990, foi implantado o Ensino de 2º Grau de Magistério pela Portaria de n.º 0235/90 e em 1991 o Curso de Contabilidade, autorizado pela Portaria de n.º 792/92.
Os dois Cursos passaram a funcionar com a autorização de n.º 395 de 21 de outubro de 1994. Já em 1998 o Curso de Ciências Humanas e em 1999 o Curso de Ensino Médio em Educação Geral, que foi substituindo gradativamente os cursos existentes. Em 2002 foi extinto por decreto federal os Cursos de Magistério e de Contabilidade ficando apenas o Curso de Ensino Médio para todas as escolas.
Como parte da sociedade bragantina, os Discentes são oriundos de uma população étnica e economicamente heterogênea, da Zona Urbana e Rural, sendo uma minoria da classe média e boa parte mais carente, sendo seus Pais ou Responsáveis em maioria pertencentes da população economicamente ativa em trabalhos informais, com ganhos mensais de cerca do único salário mínimo ou quase, ou por trabalhadores liberais mais abastecidos.

Imagem 08: Prédio da Escola Luiz Paulino Mártires antes da reforma e ampliação.
 Fonte: Acervo da Escola (1999).

Imagem 09: Notícia da inauguração da reforma da Escola Luiz Paulino Mártires.
Fonte: Jornal O Imparcial (setembro, 1998).

A Escola possui uma área total de 7.802,80 m², com 3.127,27 m² de área construída. O prédio é todo em alvenaria mantido pelo Governo do Estado do Pará sob a administração da Secretaria de Estado de Educação (SEDUC), o qual se encontra em condições favoráveis para o atendimento da clientela estudantil.
A Escola já foi contemplada com diversos programas estaduais de melhoria da qualidade da Educação pública, visando o exercício da cidadania da comunidade escolar e desenvolve atividades de educação, lazer, cultura, esporte, saúde, meio ambiente, cidadania digital, direitos humanos e diversidade, com destaque para os eventos escolares e para seus bons indicadores federais da Educação.

Imagem 10: Livro dos 30 anos da Escola Luiz Paulino Mártires. LUPAMA: 30 anos de lutas e glórias.
 Fonte: Waldo Guimarães (1999).

DIRETORES – GESTORES

Constam como diretores e gestores da Escola Estadual Luiz Paulino Mártires, desde sua fundação o seguinte: 

Diretora: Prof.ª Maria de Fátima Santos Ramos – a 07.04.1969 a 1971
  
Diretora: Prof.ª Ana Sousa de Oliveira – 1971 a 1976
  
Diretora: Prof.ª Yolete Maria Garcia de Lima – 1976 a 1990
  
Diretora: Prof.ª Maria das Neves Lopes de Sousa Silva – 1990 a 1995
  
Diretora: Prof.ª Maria José Corrêa Reis – 1995 a 1998
  
Diretora: Prof.ª Maria Angélica Corrêa dos Santos – 02.02.1999 a 18.08.2004
  
Diretora: Prof.ª Natalina de Oliveira Brito – 18.08.2004 a 24.10.2006
  
Diretor: Prof. Dário Benedito Rodrigues Nonato da Silva – 12.06.2007 a 22.12.2009
  
Diretora: Prof.ª Valdelice Ferreira Canindé da Silva – 22.12.2009 a 28.06.2013

Diretora: Prof.ª Roseane de Nazaré Luz Guimarães – 17.07.2013 aos dias atuais

Imagens de 11 a 20: Diretores da Escola Luiz Paulino Mártires. Fonte: Acervo da Escola.

Observação: A Prof.ª Clara Orminda da Silva Matos chegou a ser nomeada Diretora pela SEDUC na metade da década de 1990, porém alguns problemas de entendimento com a comunidade escolar, grêmio Estudantil e outras razões a mesma não assumiu a gestão e declinou da nomeação, tornando-se anos mais tarde Diretora da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Prof. Bolívar Bordallo da Silva.

Imagem 21: Posse do Prof. Dário Benedito Rodrigues, como Diretor da Escola Luiz Paulino Mártires, no dia 14 de junho de 2009.
 Fonte: Acervo pessoal (2009).

BANDA FANFARRA – PATRIMÔNIO DA ESCOLA

A Banda Fanfarra da Escola Luiz Paulino Mártires – ou Banda Fanfarra LUPAMA – foi criada em 1981, pelo Prof. Jacques Lafaiete Braun Sarmento e compõe uma parte significativa do patrimônio cultural da Escola, única instituição escolar a participar de todos os desfiles na Semana da Pátria desde que foi fundada em 1969, com o nome Ginásio Estadual Luiz Paulino Mártires.

Imagem 22: Mascote símbolo da Banda Fanfarra LUPAMA.
 Fonte: Acervo da escola.

Inúmeros títulos intermunicipais e regionais fazem parte da história dessa agremiação musical escolar desde então. Diversos alunos, professores, músicos, instrumentistas e instrutores de Bragança já passaram pela história da banda e que fazem parte de outras agremiações. O mascote símbolo da Banda Fanfarra LUPAMA é um tubarão.

PATRONO DA ESCOLA

Luiz Paulino dos Santos Mártyres nasceu no dia 25 de agosto de 1883, em Bragança, filho de José Paulino dos Santos Mártyres, vindo de Ourém/PA no final do século XIX, e de Rosa Martins Mártyres, de Bragança.
Nesse casamento, tiveram outros 10 filhos. Dona Rosa faleceu em 1887, quando Luiz Paulino tinha quatro anos. No segundo matrimônio, com Feliciana Alves Garcia, teve ainda quatro filhos. O pai de Luiz Paulino também exerceu a função de professor, sendo conhecido por seu espírito alegre e jovial. Faleceu em Bragança, aos 88 anos de idade, em 25 de outubro de 1930.
Luiz Paulino era muito amigo de outro ilustre bragantino, o Prof. Bolívar Bordallo da Silva, e juntamente com ele e seu irmão, o Dr. Armando Bordallo da Silva, fundaram em Belém, no dia 19 de março de 1933, o Grêmio Bragantino, uma espécie de associação representativa dos bragantinos na capital do Estado.

Imagem 23: Foto de Luiz Paulino dos Santos Mártyres, patrono da Escola.
 Fonte: Acervo pessoal (2009).

Assumiu a Prefeitura Municipal de Bragança em 05 de julho de 1935, nomeado pelo Governador do Estado, José Carneiro da Gama Malcher, exercendo a função até 18 de janeiro de 1936. Organizou o Campo de Aviação Santos Dumont em terreno doado pelo Cel. Aluízio Ferreira, filho do ex-Prefeito Nazeazeno Ferreira. Iniciou os trabalhos de calçamento das ruas, travessas e praças de Bragança.
Foi representante da Cruzada Nacional de Educação e, em 1941, segundo folheto do acervo da família Bordallo da Silva, organizou um Festival Cinematográfico no Cine Popular, vendendo ingressos para manter as Escolas da Cruzada Nacional em Belém, evento patrocinado pelo então Prefeito da capital Sr. Abelardo Conduru.
Nesse mesmo ano, enviou Carta ao Presidente da República Getúlio Vargas para fundar em Bragança uma escola voltada aos filhos de agricultores da região, sendo atendido anos mais tarde, com a criação do “Colégio José Paulino dos Santos Mártires” no Chumucuí.
Entre as atividades do Grêmio Bragantino, uma campanha chama a atenção pela relevância ambiental: uma campanha em defesa do meio ambiente, com a distribuição de panfletos educativos sobre a preservação das áreas de manguezal em Bragança.
Casou-se com Otília Barreto Ferreira Mártires, com quem teve apenas um filho, o Sr. Luiz Trajano Ferreira dos Santos Mártires, que foi morar nos Estados Unidos e lá faleceu em 2001, segundo alguns relatos.
Envolveu-se no processo judicial entre a então Prelazia do Guamá (hoje Diocese de Bragança) e a extinta Irmandade do Glorioso São Benedito, onde contestava o Bispo D. Eliseu Maria Coroli, protestando contra o Vigário Pe. Expedito Maria Machado, em reuniões entre 1953 e 1955. Por causa disso, deixou Bragança e foi nomeado Cônsul do Paraguai na cidade de Manaus, capital do Amazonas.
Luiz Paulino Mártires é lembrado pelos seus familiares como homem de grande humor e exímio contador de anedotas. Morava com os irmãos Santinha, Leonardo, Firmo e suas sobrinhas Alice, Ângela e Iáiá (filhas de sua irmã Clemência), no prédio onde funcionava a sua escola, o “Colégio Pará-Amazonas”, na Avenida 16 de novembro, em Belém, onde faleceu em 1964.

Imagem 24: Detalhe do título de eleitor de Luiz Paulino dos Santos Mártyres.
 Fonte: Acervo pessoal (2009).

Com um grupo de amigos, entre eles seu irmão e historiador Bolívar Bordallo da Silva e Luiz Paulino dos Santos Mártires, que viria a se tornar prefeito em Bragança, fundam o Grêmio Estudantino. Nas diversas atividades que realizaram, uma delas se refere à carta enviada pelo grêmio ao Presidente da República solicitando a implantação de uma escola para filhos de agricultores, o que foi atendido anos mais tarde.
A atuação desse grupo ao qual Armando Bordallo fazia parte rendeu-lhes, inclusive a presidência da Campanha Nacional de Educação em Belém, exercida pelo companheiro Luiz Paulino Mártires.
Em seus trabalhos, um especial chama atenção pela atualidade: uma campanha em defesa do meio ambiente, com a distribuição de panfletos educativos sobre a preservação e conservação das áreas de manguezal em Bragança. Como fundador da Comissão Paraense de Folclore, em 1949, já era possuidor de um vasto conhecimento na área, posto que suas pesquisas foram concretizadas em Bragança, pela riqueza do que podia ser registrado para a posteridade, uma preocupação constante em seus escritos.

A HISTÓRIA CONTINUA

E essa história continua, na vida e no trabalho de inúmeros gestores, coordenadores, professores, alunos e pais de alunos, que honram com muito amor e pertencimento toda a contribuição dada à Educação bragantina por este nobre educandário, que celebra hoje seu Jubileu de Ouro.

Imagem 25: Quadro painel em homenagem ao patrono da Escola e a Luiz Paulino Mártires.
 Fonte: Acervo pessoal (2008).

Imagem 26: Notícia da comemoração dos 40 anos da Escola Luiz Paulino Mártires.
 Fonte: Jornal Tribuna do Caeté (maio, 2009).

Imagens 27, 28 e 29: Entrega de acervo fotográfico da Escola Luiz Paulino Mártires.


Fonte: Acervo da Escola (2018).

Imagem 30: Logotipo de comemoração dos 50 anos da Escola Luiz Paulino Mártires.
 Fonte: Acervo da Escola (2018).

Imagens 31, 32 e 33: Ex-Diretores e atuais Diretores em recente atividade sobre a história da Escola Luiz Paulino Mártires, em 21 de fevereiro de 2019.


Fonte: Acervo da Escola (2019).

Imagem 34 e 35: Convite e programações dos 50 anos da Escola Luiz Paulino Mártires.

Fonte: Acervo da Escola (2019).

Imagem 36: Escola Luiz Paulino Mártires atualmente.
Fonte: Google (2018).

Dário Benedito Rodrigues é bragantino, Ex-Professor e Ex-Diretor da Escola Luiz Paulino Mártires. É Historiador, pesquisador e professor da Faculdade de História na Universidade Federal do Pará (UFPA), Campus de Bragança.

** Observação importante: Qualquer publicação desse material sem a prévia consulta ao autor não está autorizada e se constitui em crime sujeito às penalidades da legislação brasileira. São dados os direitos sobre esta publicação à gestão da Escola Estadual Luiz Paulino Mártires.