sábado, 2 de fevereiro de 2019

Joana Dolores Rodrigues, minha avó - 90 anos de vida

Minha Avó Joana Dolores Rodrigues, a Dona Joana, completa hoje 90 anos de vida. E sua vida, como a de muitas mulheres de sua época, foi bastante difícil. Entre nossa família é grande um exemplo de trabalho e dedicação, muito presente em tudo, por sua simplicidade, sua palavra sempre carinhosa e seu senso de responsabilidade com tudo o que o nos envolve.

Foto 1: Vovó Joana em seus 90 anos.

Joana Dolores de Aviz foi a primeira filha de João Bernardo de Aviz e de Maria de Nazaré Monteiro de Jesus (a Dona Valina), nascida em 02 de fevereiro de 1929. Casou-se uma única vez, no dia 30 de maio de 1950, com Manoel Paes Rodrigues (o Sr. Manoel Baxeira, in memoriam), que já tinha seis filhos: Benedita (in memoriam), Ana Leopoldina (in memoriam), Benedito Lázaro, Zelina, José Raimundo e João Nazaré. De seu matrimônio, teve oito filhos: Maria do Socorro (minha mãe), Raimundo Mariano (in memoriam), Raimundo Nonato, Paulo Roberto, Maria Alice (in memoriam), Pedro Aurélio, Domingos Sávio (in memoriam) e Antônio Zacarias. Seu esposo Manoel faleceu em 07 de abril de 1998, em Belém, deixando-a viúva, condição em que permaneceu desde então.

Foto 2: Vovó Joana entre sua família nas Bodas de Ouro de meus bisavós maternos, Raimundo e Ana (Dona Nicota).

Foto 3: Vovó Joana com seu esposo Manoel, em 1975, no casamento de meus pais Jocelino e Socorro.

De seus filhos, têm os seguintes netos: de Socorro (Danilo Augusto, Dário Benedito e Jocelino Filho), de Nonato (Márcio Nonato), de Paulo Roberto (Giselda, Tatiana, Paulo Roberto Júnior e João Paulo), de Maria Alice (Fábio, Cássio e Alice Rafaela), de Zacarias (Alexandre, Dielly e Enzo). De seus netos, têm os seguintes bisnetos: de Danilo Augusto (Beatriz), de Giselda (Letícia e Miguel), de Tatiana (Maria Luiza, Maria Victória e Maria Paula), de Jocelino Filho (João Mateus), de Fábio (Lucas e Ana Letícia), de Cássio (Cássio Filho, Renato e Sara). De seus bisnetos, já tem tataranetos: de Beatriz (Elena Maria) e de Maria Luiza (Benjamin).

Foto 4: Vovó Joana, seu esposo Manoel e sua enteada Zelina, em um batizado, sem data conhecida.

Foto 5: Vovó Joana com sua mãe Dona Valina, seu esposo Manoel, suas filhas Maria do Socorro e Maria Alice, e a Capitoa da Marujada, num arraial de São Benedito, em 1974.

De seus enteados, têm os seguintes netos: de Benedita (Raimundo, Socorro, Tereza e Patrícia), de Ana Leopoldina (Francisco Carlos, Sílvia Regina, Fabrício César e Érica Simone), de Benedito Lázaro (Ana Cristina), de Zelina (Marcelo, Márcio e Marcus), de José Raimundo (Júnior, Adriano, Alexandre e Ana Felícia) e de João (João Filho e Caroline). De seus netos, têm os seguintes bisnetos: De Francisco Carlos (Enzo, Giordano e Paola), de Sílvia (Gabriel e Lucas), de Ana Cristina (Pedro Arthur), de Márcio (Gabriel e Márcio Filho), de Marcus (Leonardo, Lucas e Luigi), de Adriano (Jhonatas e William), de Alexandre (Maria Clara) e de Caroline (Kauanny, Kevin e Kariny).

Somando tudo – porque se trata de família e isso é o que mais importa – têm: 14 filhos (8 seus e 6 enteados), 32 netos, 29 bisnetos e 2 tataranetos.

Foto 6: Vovó Joana no dia da sua primeira comunhão de seu filho caçula Antônio Zacarias.

Foto 7: Nossa família em uma festa no Montenegro, em Bragança.

Hoje, celebramos com muita alegria a sua vida, quando renovamos publicamente toda a nossa gratidão, carinho, homenagem e amor ao que Joana Dolores Rodrigues representa em nossas vidas, de ter sido corajosa, dedicada e muito humilde: um dos seus maiores exemplos de vida.

Foto 8: Vovó Joana de maruja de São Benedito. Meu avô chorou quando a viu vestida de maruja.

Foto 9: Vovó Joana, com filhos e netos quando foi eleita Rainha da Melhor Idade, desfilando no Lions Clube de Bragança. 

Além disso tudo, nunca deixou faltar o carinho e a atenção, com todas as suas limitações, pois mesmo analfabeta (devido às circunstâncias de sua época e decisão de uma de suas madrinhas), nossa querida Joana é um ensinamento experimentado na vida, a todo momento e cada dia.

 Tenho nela o espelho de uma mãe zelosa e de lições silenciosas, muitas vezes baseadas no olhar, no respeito disciplinado pela bênção nas chegadas e despedidas, na sua postura diante da vida. E disso eu preciso me orgulhar e só rendo graças à Vida por ter me dado o privilégio de ter viva ainda a minha Avó Joana e de com ela conviver por todos esses anos, lembrando sempre do que ela significa e respeitando os mesmos laços que ela simboliza para nossa família.

Foto 10: Vovó Joana, sua filha Maria do Socorro e sua primeira bisneta Beatriz.

Foto 11: Vovó Joana, filhos, nora e Simone Morgado em 2007.

Foto 12: Vovó Joana entre familiares, em 2014.

No alto de seus 90 anos, mesmo limitada pela idade e saúde, ela mantém ainda o caráter patriarcal e matriarcal de nossa família, o que só nos auxilia a compreender a vida, mantendo entre nós muito viva a sua fé e sua personalidade tão amável. É difícil falar de uma pessoa como a Dona Joana, de sorriso largo, olhar sereno, de uma força imensurável e também de dores enormes como a das perdas que sofreu pela morte de seus filhos e enteadas.

Foto 13: Vovó Joana e minha Mãe, Maria do Socorro, comemorando o Ano Novo.

Foto 14: Vovó Joana com netos em seus 80 anos, em 2009.

Foto 15: Vovó Joana fazendo a entrega da imagem de Nossa Senhora da Conceição, a pedido de seu filho já falecido, Raimundo Mariano, na comunidade do Camutá.

Foto 16: Vovó Joana com sua filha e suas enteadas Ana Leopoldina e Zelina.

E por tudo o que essa pequena mulher de grande alma representa, registro com orgulho esse momento abençoado de sua vida, na passagem de seus 90 anos. E assim será, para sempre em nossa trajetória e na nossa memória.

Foto 17: Vovó Joana com seu neto Cássio, esposa Aline e seus bisnetos Cássio Filho, Renato e Sara.

Foto 18: Vovó Joana e seus netos Francisco, Fabrício e Jocelino Filho.

Foto 19: Vovó Joana, seu filhos Benedito e Pedro e sua neta Sílvia Regina.

Foto 20: Vovó Joana, sua filha Socorro, sua bisneta Beatriz e sua primeira tataraneta Elena Maria.

Foto 21: Vovó Joana comigo em casa.

Foto 22: Vovó Joana e familiares na missa de seus 90 anos, em 01.02.2019, na Catedral de Nossa Senhora do Rosário.

Te amo Vovó Joana, hoje e sempre!

Teu neto, Dário Benedito Rodrigues

domingo, 30 de dezembro de 2018

Minha imagem de 2018 - As ruínas do Palacete Augusto Corrêa em Bragança

Foto: Pedro de Almeida Tobias, para O Liberal (2018).

Certamente o dia 21 de maio de 2018 entrou para a história de Bragança, por todos os motivos que fatos se eternizam na vida de uma cidade e na memória de seu povo. Recordo exatamente de onde estava, como a notícia me chegou e o que vi, perplexo. A muitas pessoas de meu convívio eu disse: “Meus olhos estão vendo isso, minha mente registra tudo, mas meu coração não aceita”.
E assim, às 21h19 daquela fatídica segunda-feira, a parte da frente e do telhado do Palacete Augusto Corrêa veio abaixo, deixando uma pequena parte do piso superior colado ao restante do que restou da estrutura. Eram por volta de 9 metros e meio de altura e 22 metros de frente, em alvenaria.
Naquela parte do prédio funcionava a sala da Secretaria de Planejamento da Prefeitura de Bragança, onde trabalhei por cerca de três anos. E às 1h20, já na terça-feira, dia 22, esta pequena parte de uma sala ruiu por completo. E eu assisti isso tudo de frente. E testemunhei certa apreensão quando parte da energia elétrica da parte urbana de Bragança se perdeu com a derrubada dos cabos de transmissão em frente ao prédio.
Pelo restante da noite e madrugada, entre 21 e 22 de maio, muita aglomeração de pessoas atônitas, espantadas, com medo e com a sensação de perda inestimável. Muitas delas sem acreditar – assim como eu – no que se via e esperançosos que as chuvas de maio não tivessem feito estragos tão grandes na estrutura do prédio, que na manhã daquela segunda-feira já apresentava sinais e ruídos de que poderia vir abaixo.
Daí, órgãos da imprensa de todos os cantos estiveram por aqui, registrando o episódio. De veículos de comunicação de grande circulação até blogs e redes sociais reverberaram a queda de parte do palacete. Essa foto, escolhida para marcar o que vivi em 2018 foi feita pelo fotógrafo Pedro de Almeida Tobias após a reportagem feita comigo pelo jornalista Filipe Sanches, para o jornal O Liberal.
Na imagem, feita na Rua Dr. Justo Chermont na manhã de 22 de maio, eu estava sem dormir e com um cansaço que não era menor que a perplexidade e o espanto. Ao fundo, escombros do Palacete Augusto Corrêa. E tivemos, todos nós bragantinos, que conviver até o momento presente com esta ausência e tentar compreender – se é que se pode usar o verbo – o tamanho do descaso para com o Patrimônio Cultural de Bragança, algo que vem se tornando corriqueiro quando se vê a cidade atualmente.
Esperança é a única palavra do sentimento que esta imagem me traz, para que tenhamos em breve a reconstrução da fachada do Palacete Augusto Corrêa e a construção de uma Política Cultural séria bem como uma Educação Patrimonial em todas as escolas, que possa ser consolidada com os esforços e as energias da comunidade como um todo, de representantes políticos e governantes, de técnicos e de interessados na História e Cultura de Bragança.
Até 2019.

sábado, 15 de dezembro de 2018

Liceu de Música e Teatro serão inaugurados em Bragança

O prédio histórico onde funcionou a antiga Escola Estadual Monsenhor Mâncio Ribeiro até 2007, totalmente restaurado e readequado será inaugurado hoje dando lugar ao primeiro Liceu de Música do Estado do Pará.

O Liceu contará com infraestrutura para a formação de músicos da região Nordeste do Pará e de todos os cantos, valorizando assim este importante segmento e que tem em Bragança grandes referências musicais. Além disso, o Liceu contará com um teatro novo, totalmente equipado e com capacidade para 270 lugares.

Vídeo 1: Divulgação da inauguração do Liceu de Música e Teatro do Liceu, em Bragança.
Fonte: Governo do Estado do Pará (2018).

Recordo aqui da audiência proposta pela então Deputada Estadual Simone Morgado onde estivemos junto ao Secretário de Estado de Cultura, Paulo Chaves, no dia 19 de setembro de 2011 na SECULT/PA, para propor a restauração do prédio da Escola Estadual Monsenhor Mâncio Ribeiro, que à época já estava praticamente degradado.

Naquela oportunidade, tratamos também do apoio do Governo do Estado às comemorações do período de 400 anos de Bragança (que foram realizadas em 2013). Paulo Chaves recebeu de nós um dossiê detalhando questões relacionadas à história do prédio, seu estado de depredação e manifestações que solicitavam sua reforma e readequação.

Imagem 1: Com a Deputada Simone Morgado após a audiência com Paulo Chaves, na SECULT/PA, em 19.09.2011. Fonte: Acervo pessoal.

Ao receber o convite do Governo do Estado para estar presente à cerimônia de inauguração que acontecerá hoje, fico extremamente feliz por ter feito parte deste processo de luta pelo Patrimônio Cultural de Bragança, apesar de todo o tempo que durou  o início e a finalização da obra, que é realmente um grande projeto.

Diversas publicações apelavam pela reforma da escola, como a publicação feita até na Revista de História da Biblioteca Nacional, em julho de 2010, na Seção Patrimônio em Perigo. De lá para cá diversas notícias foram veiculadas e algumas perspectivas divulgadas. O projeto inicial de 2010 era para que no prédio funcionasse um Centro de Memória da Educação. Em 2012, foi anunciada pelo Governo do Estado a restauração do prédio (e de mais 14 escolas) pelo Programa Mais Saber. Em 08.12.2012, outra notícia dava conta do projeto que se concretizou: o da criação do Liceu de Música e da construção de um teatro na quadra da antiga escola. Segundo a notícia, no final de fevereiro de 2013, o projeto da obra estaria concluído para licitação. E até que enfim foi concluída.

Imagem 2: Divulgação da situação do prédio na Revista de História da Biblioteca Nacional, em 2010. Fonte: Acervo pessoal, RHBN (julho, 2010).

Imagem 3: Divulgação da reforma do prédio pelo Governo do Estado, em 2011. Fonte: Acervo pessoal, Jornal Liberal (03.03.2012).

Imagem 4: Projeto apresentado em 2012 para reforma do prédio e construção do teatro. Fonte: Governo do Estado (divulgação G1.com, 10.12.2012).

Parabenizo o Secretário Paulo Chaves e sua equipe pelo belo trabalho, um presente merecido para Bragança e região. Da mesma forma, é preciso reconhecer a luta de tantas pessoas e instituições para que essa obra se tornasse realidade, como Simone Morgado, que sempre se empenhou nesse sentido, pois esta luta tem a marca de muita gente, mesmo com as críticas às vezes ácidas e contundentes de que a obra nunca seria concluída. O tempo respondeu, ainda bem. Bragança mereceu!

Vídeo 2: Vídeo de Divulgação do Liceu de Música e Teatro do Liceu, em Bragança.
Fonte: Governo do Estado do Pará (2018).

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Programação da Festividade do Glorioso São Benedito, Bragança - 2018


220ª Festividade do Glorioso São Benedito de Bragança
Bragança (PA), de 18 a 26 de dezembro de 2018

Tema: “A exemplo de São Benedito, sejamos verdadeiros cristãos”

Programação

06.12.2018 (Quinta-feira) – Lançamento do cartaz da Festividade 2018
19h – Missa na Igreja de São Benedito, com a apresentação do cartaz da Festividade 2018.

08.12.2018 (Sábado) – Solenidade da Imaculada Conceição de Maria. Travessia da Comitiva de São Benedito da Praia
Conforme o horário da maré, travessia da Comitiva de São Benedito da Praia saindo da Comunidade do Camutá para o cais de Bragança, com acolhida e pregação. Logo após, a imagem será conduzida até a residência do Sr. Antônio Ronaldo do Nascimento.

12.12.2018 (Quarta-feira)
20h – Ensaio para marujas e marujos, no Barracão da Marujada (Largo de São Benedito) com roupa estampada.

16.12.2018 (Domingo)
08h – Saída da Imagem de São Benedito dos Campos da residência da Sra. Rosa de Fátima Silva Chagas, no Taíra, com entrada solene na Igreja de São Benedito.

16h – Saída da Imagem de São Benedito das Colônias da residência da Sra. Maria Raimunda Lima Barbosa, no Riozinho, com entrada solene na Igreja de São Benedito.

17.12.2018 (Segunda-feira)
08h – Saída da Imagem de São Benedito das Praias da residência da Sra. Flávia Araújo Cavaleiro de Macêdo, no Centro, com entrada solene na Igreja de São Benedito.

18.12.2018 (Terça-feira) – Abertura da Festividade de 2018
04h30 – Concentração no Teatro Museu da Marujada, com marujas e marujos vestidos com traje em azul e branco, para conduzir e hastear o mastro no largo de São Benedito.

05h – Alvorada festiva, com dança da Marujada no entorno da Igreja.

Logo após, será servido um café da manhã para marujos e marujas, pelo devoto Antônio José de Vasconcelos Pereira e família.

19h30 – Missa de abertura da Festividade e novena a São Benedito (1º dia).

20h30 – Após a missa, ensaio para marujos e marujas, no Barracão da Marujada (Largo de São Benedito), com roupa estampada.

19.12.2018 (Quarta-feira)
19h30 – Missa e novena a São Benedito (2º dia).

21h – Programação Cultural, com Grupo de Jovens da Renovação Carismática.

20.12.2018 (Quinta-feira)
19h30 – Missa e novena a São Benedito (3º dia).

20h30 – Após a missa, ensaio para marujos e marujas, no Barracão da Marujada (Largo de São Benedito), com roupa estampada.

21.12.2018 (Sexta-feira)
19h30 – Missa e novena a São Benedito (4º dia).

21h30 – Programação Cultural, pela Secretaria Municipal de Cultura, Desportos e Turismo.

22.12.2018 (Sábado)
19h30 – Missa e novena a São Benedito (5º dia).

20h30 – Após a missa, ensaio para marujos e marujas, no Barracão da Marujada (Largo de São Benedito), com roupa estampada.

23.12.2018 (Domingo)
19h30 – Missa e novena a São Benedito (6º dia).

20h30 – Apresentação de corais na Igreja de São Benedito.

21h30 – Programação Cultural, pela Secretaria Municipal de Cultura, Desportos e Turismo.

24.12.2018 (Segunda-feira) – Véspera do Natal
19h30 – Ladainha cantada pelas Comissões de Esmolações de São Benedito e novena a São Benedito (7º dia), sob a responsabilidade da Diretoria da Festividade.

20h30 – Ensaio geral para marujos e marujas, no Barracão da Marujada (Largo de São Benedito), com roupa estampada.

25.12.2018 (Terça-feira) – Natal de Jesus
08h – Ladainha na Igreja de São Benedito, com as Comissões de Esmolações de São Benedito. A Marujada se veste com traje em azul e branco, em homenagem ao Menino Jesus. Durante o dia, apresentação da Marujada.

12h – Almoço oferecido pelo Juiz da Festividade, Mário Ribeiro da Silva Júnior, na Pódium Club.

15h – Cavalhada na área do Campo de Aviação Santos Dumont.

19h30 – Missa e novena a São Benedito (8º dia).

20h30 - Concerto de Natal com Toni Soares e Coral Nossa Senhora do Rosário, na Igreja de São Benedito.

22h – Programação Cultural, pela Secretaria Municipal de Cultura, Desportos e Turismo.

26.12.2018 (Quarta-feira) – Dia de São Benedito em Bragança
07h – Missa Solene da Festividade do Glorioso São Benedito, transmitida pelo rádio e televisão, presidida por Dom Jesus Maria Cizaurre Berdonces, Bispo Diocesano de Bragança do Pará, no Largo de São Benedito, com novena a São Benedito (9º dia), sob a responsabilidade da Equipe de Liturgia da Festividade. A Marujada se veste com traje em vermelho e branco, em homenagem a São Benedito.

9h - Lançamento do livro "Festividade de São Benedito e Marujada de Bragança", pelo IPHAN e Imprensa Oficial do Pará, no Teatro Museu da Marujada.


9h – Leilão da Festividade no Salão Beneditino, sob a responsabilidade da Diretoria da Festividade.

10h – Arrumação e decoração da Imagem do Glorioso São Benedito do Andor, pela Comissão responsável.

Obs.: Os donativos para o Leilão deverão ser entregues na Secretaria Paroquial ou na Sacristia da Igreja de São Benedito. Os contatos com a Comissão para receber os víveres e reses (bovinos, suínos, caprinos, equinos, etc.) deverão ser feitos com antecedência, para as providências necessárias de transporte.

12h – Almoço oferecido pela Juíza da Festividade, Marina Lima Gardunho, na Pódium Club.

15h30 – Louvação a São Benedito, na Igreja de São Benedito, com as Comissões de Esmolações.

16h – Procissão solene com a Imagem do Glorioso São Benedito do Andor, percorrendo o itinerário do Largo de São Benedito, Avenida Visconde do Rio Branco, Travessa Senador José Pinheiro, Avenida Visconde de Sousa Franco, Praça da República, Alameda Leandro Ribeiro, Travessa Coronel Antônio Pedro, Praça da Bandeira, Avenida Nazeazeno Ferreira, Travessa Dom Pedro I e Rua Pinheiro Júnior retornando ao Largo de São Benedito, onde haverá Missa Campal, sob a responsabilidade da Equipe de Liturgia da Festividade.


Após a Missa, haverá a apresentação da Marujada, no Teatro Museu da Marujada.

0h – Encerramento da Festividade com dança da Marujada no entorno da Igreja de São Benedito.

31.12.2018 (Segunda-feira) – Apresentação da Marujada
À noite, a Marujada se apresentará no Barracão, com marujos e marujas com traje em azul e branco.

01.01.2019 (Terça-feira) – Dia da Paz e da Solenidade de Maria, Mãe de Deus
08h – Missa Solene em honra a Maria, Mãe de Deus, na Igreja de São Benedito, sob a responsabilidade da Diretoria e Equipe de Liturgia da Festividade. Ao final da celebração, os Juízes da Festividade 2018 passarão os bastões de Juiz e Juíza aos novos Juízes de 2019.

Após a missa, será oferecido um café da manhã para marujas e marujos com traje em vermelho e branco, pelos Juízes da Festividade 2019. Durante todo o dia, apresentação da dança da Marujada.

0h – Despedida festiva da Marujada, no entorno da Igreja de São Benedito.

Realização:
Diocese de Bragança do Pará
Paróquia de Nossa Senhora do Rosário
Irmandade da Marujada de São Benedito de Bragança

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Instituto Santa Teresinha: 80 anos construindo histórias e educando para a vida

Por Dário Benedito Rodrigues*, em 23 de novembro de 2018**.

A história do Instituto Santa Teresinha e a da educação nas regiões de Bragança e do Guamá se confundem desde que a organização eclesiástica da então Prelazia de Nossa Senhora do Rosário do Guamá foi confiada à administração dos padres Barnabitas, tendo à frente o padre Eliseu Coroli, que percebeu o enorme déficit educacional por que passava essa região nas primeiras décadas do século XX.

Imagem 1: Santa Teresinha, patrona do Instituto Santa Teresinha.
 Fonte: Acervo pessoal

Para o padre Eliseu Coroli a educação e a saúde foram questões preocupantes. Nascido na Itália, em 09 de fevereiro de 1900, em Castelnuevo (Piacenza), alimentou desde tenra idade o desejo de se tornar missionário. Aos 11 anos, ingressou na Escola Apostólica dos Padres Barnabitas, em Gênova, cumprindo as escalas normais de formação, chegando logo em 1917 a professar, em caráter perpétuo, seus votos.

Imagem 2: Dom Eliseu Coroli, fundador do Instituto Santa Teresinha.
 Fonte: Acervo IST

Daí, até se tornar sacerdote, faltava pouco. Foi ordenado presbítero em 15 de março de 1924, acoplando o nome “Maria” ao seu, como regra barnabítica. No mesmo ano, em dezembro, vem ao Brasil em missão, ficando no Rio de Janeiro até 1929, como Vice-reitor da Escola Apostólica dos Barnabitas naquela cidade, até ser destinado em 1930 como missionário para a Amazônia, na cidade de Ourém, no Pará. Em 1934, a sede da Prelazia é transferida para Bragança, sendo o Padre Eliseu nomeado seu Administrador Apostólico. Finalmente, chega a Bragança em 05 de agosto de 1938. Dois anos depois, é sagrado Bispo, em 13 de outubro.
Ainda no início, somente com o talento de professores das primeiras letras, Dom Eliseu, sentindo a necessidade de irmãos religiosos que o ajudassem em tão árdua tarefa, mobiliza forças e muita persuasão no alcance das Irmãs do Preciosíssimo Sangue, que começam a trabalhar no mesmo ano.

Imagem 3: Chegada das Irmãs Preciosinas em Bragança.
 Fonte: Acervo IST

A ideia da fundação de uma escola de formação de professoras, em Bragança, surgiu com a falta de pessoas que servissem de catequistas na região da Prelazia do Guamá. Seu primeiro passo de administrador apostólico concretizou a ideia de arranjar auxiliares que preparassem as novas professoras e catequistas. As irmãs Preciosinas, sem dúvida, foram de muita importância neste precioso trabalho.
Até que uma visita inesperada do Prefeito Augusto Corrêa, do Juiz Dr. Duarte Montenegro e do Sr. Lobão da Silveira, suscitou no Padre Eliseu a árdua missão. Logicamente, prometeram-lhe todo o apoio necessário a essa investida. Viagens e visitas foram agenciadas. Dirigiu-se ao Interventor do Pará na época, Sr. José da Gama Malcher, requerendo a equiparação dos cursos Normal e Primário para a sua escola. Com a presença do Padre Afonso de Giorgio, Vigário da Basílica e do Sr. Miguel Pernambuco Filho, Diretor de Educação, ficaram acertados detalhes de praxe a serem cumpridos, e o despacho favorável do então interventor foi publicado no dia 23 de novembro de 1938, data oficial de fundação do Instituto Santa Teresinha, então confiado à Administração Apostólica do Guamá.
Solicitando apoio à sua obra educacional, Pe. Eliseu enviou uma carta a várias famílias noticiando a equiparação da escola e contou com a colaboração das primeiras professoras do colégio - Prof.ª Theodomira Lima e Prof.ª Isabel Ribeiro - que já eram bastante conceituadas em Bragança e que trabalharam de forma voluntária naqueles primeiros passos do Instituto Santa Teresinha.

Imagem 4: A Catedral de Nossa Senhora do Rosário, tendo ao fundo o atual e ao lado direito o primeiro prédio onde funcionou o Colégio Santa Teresinha.
 Fonte: Acervo IST

A partir daí, a tarefa de Padre Eliseu se tornou mais difícil. A manutenção da 3ª Escola Normal do Pará deveria ser uma cruz muito mais pesada. A constituição da primeira turma, a filosofia cristã, a formação cívica, respeitando a época e os costumes, o teor religioso do ensino e a obrigação em obter respostas favoráveis desses primeiros alunos, tudo se constituía num sonho que irá se tornar realidade quando da primeira turma de Normalistas sai também a primeira Missionária de Santa Teresinha, a recém-formada Prof. Edith Almeida de Sousa, também co-fundadora da Congregação.

Imagem 5: Prédio à esquerda, onde por primeiro funcionou o Colégio Santa Teresinha.
Fonte: Acervo IST

Padre Eliseu começa a equipar o educandário com carteiras, móveis e infraestrutura possível naquele tempo, até comprar o prédio da Praça da Matriz em 1939, onde seria a Escola Normal, confiada à proteção de Santa Teresinha, padroeira das Missões, e santa a quem padre Eliseu dedicava expressiva admiração.
A primeira prova da missão realizou-se em 07 de janeiro de 1939, com vinte candidatos. Já no dia 15 de fevereiro começaram as aulas nos cursos Primário e Normal, funcionando em locais diferentes, mas tudo sob os olhares das irmãs Preciosinas e do Padre Eliseu.

Imagem 6: Lançamento da pedra fundamental de construção do prédio do IST em julho de 1940, tendo ao lado direito de Dom Eliseu o então prefeito Augusto Corrêa.
 Fonte: Acervo IST

Dessa forma, começou o primeiro ano letivo, com as matérias de Ditado / Leitura, Composição, Português, Aritmética, Geografia, História, Tabuada e Ciências, que correspondiam ao currículo básico daquele tempo para as séries iniciais. Na segunda, terceira e quarta séries, as matérias eram Linguagem / Redação, Ciências, Ditado, Aritmética, Geografia, História, Geometria, Composição, Leitura, além de Catecismo. Quanto ao Curso Normal, as disciplinas eram Português, Geografia, Religião, Aritmética, Ciências, Prendas do Lar, Francês, Ginástica, Desenho e Canto.
Nesta situação, a Escola Normal passa mais um tempo, até que em 05 de julho de 1940, em meio a uma cerimônia magnânima, é lançada a pedra fundamental do prédio onde funciona o Instituto Santa Teresinha, construído graças a doações e esforços de Padre Eliseu. Com as obras em andamento, a educação é desenvolvida nestes moldes apresentados. Em 1941, já se encontrava preparado o Curso Primário completo, com as suas três séries.

Imagem 7: Prédio do Instituto Santa Teresinha em construção.
 Fonte: Acervo IST

Em meados da 2ª Guerra Mundial, o prédio do Instituto Santa Teresinha é desapropriado para as instalações militares da 8ª Região Militar e do 35º Batalhão de Caçadores. Depois de desapropriado, terminado, vendido e pago, Dom Eliseu entrega o prédio ao Exercito, com muita tristeza, mas confiado na providência de negociações, como a da filha do Presidente Vargas, Ivete Vargas, que desfechariam na devolução do prédio ao já Bispo do Guamá, em 06 de março de 1944. Deste ano em diante, o Instituto Santa Teresinha passou a celebrar ininterruptamente as comemorações do mês de maio.

Imagem 8: Quadro de formatura da primeira Turma do IST de 1943.
 Fonte: Acervo IST

Mas antes disso, em 30 de dezembro de 1943, a primeira turma da Escola Normal recebe o grau de Professor. São eles, pela ordem do convite: Olgarina Vieira, Maria Letícia Sousa, Geralda Almeida, Wilson Sousa, Raimunda Fonseca, Irene Vasconcelos, Maria José Maia, Cirene Vasconcelos, Maria do Rosário Antunes, Arlinda Loureiro, Hilta Sousa, Margarida Pereira, Hilda Gomes, Maria Viganó (religiosa preciosina), Ana Marcy Oliveira, Zarife Sales, Ruth Pereira, Orlandina Lobão e Edith Almeida de Sousa.

Imagem 9: Dom Eliseu, professoras, padres e alunos da primeira Turma do IST.
 
Fonte: Acervo IST

E assim a educação de Dom Eliseu não parou mais. Seus cursos e necessidades de adequação de 1946 foram todos seguidos. Houve a organização do Curso Ginasial, também, em 1946, e a fundação da Congregação das Irmãs Missionárias de Santa Teresinha, em 1948, cujo reconhecimento oficial por Roma ocorreu em 1954. Tudo como resultado do processo formativo da primeira turma. O Colégio é, então, o berço das Missionárias de Santa Teresinha.

Imagem 10: Um dos desfiles cívicos do Instituto Santa Teresinha.
 Fonte: Acervo IST

A trajetória da Escola Estadual Santa Teresinha está vinculada ao Instituto, desde sua fundação. De acordo com documentos oficiais, surgiu a Escola Primária em Regime de Cooperação Santa Teresinha, por um de 04 de fevereiro de 1970, firmado entre a Secretaria de Educação do Pará e a Ir. Edith Almeida de Sousa, representante da escola. As atividades iniciais contaram com a oferta de 06 (seis) turmas, 01 (uma) secretária e 06 (seis) professores para atender gratuitamente 180 (cento e oitenta) alunos.
Depois evoluiu para Escola em Regime de Convênio e em 29 de janeiro de 2014, a SEDUC termina o convênio e pela portaria n.º 06 de 2014 autoriza a mudança do nome da escola para Escola Estadual de Ensino Fundamental Santa Teresinha, passando a integrar a rede pública de ensino na esfera estadual, funcionando no prédio do Instituto Santa Teresinha.

Com todas as suas obras, a ampliação do Instituto Santa Teresinha é iniciada, para atender a demanda que crescia na região. A entrega do quarteirão atrás do colégio e o fechamento autorizado da rua datam de outubro de 1949, após muita discórdia em torno do fechamento da rua e da construção do muro que unificou as duas quadras. A nova ala, construída ao lado do prédio e idealizada pelo Padre Luciano Brambilla, auxiliar de Dom Eliseu, só foi inaugurada, porém, em 1974, com todas as suas especialidades reconhecidas: Magistério, Técnico em Contabilidade, Técnico em Saúde, Curso Ginasial, Primário e Jardim de Infância.

Imagem 11: D. Eliseu Coroli e Ir. Edith Almeida e Sousa no pátio interno do colégio.
Fonte: Acervo IST


Foram 15 diretores, sendo:
- Fundador e 1º Diretor: Dom Eliseu Maria Coroli, de 1938 a 1940 (particular).
- 2º Diretor: Padre Luiz Maria Gonzaga Freire de Almeida, de 1941 a 1944 (particular).
- 3ª Diretora: Irmã Clementina Colnago, em 1945 (particular).
- 4º Diretor: Padre Zelindo Maria Saavedra, de 1946 a 1949 (particular).
- 5ª Diretora: Irmã Zarife Noronha Sales, de 1950 a 1957 (particular).
- 6ª Diretora: Irmã Maria Pereira Bragança, de 1957 a 1958 (particular).
- 7º Diretor: Padre Vitaliano Maria Vari, de 1959 a 1960 (particular).
- 8ª Diretora: Irmã Edith Almeida de Sousa, de 1961 a 1989 (particular e no regime de cooperação com a SEDUC).
- 9ª Diretora: Irmã Oneide Freitas Rotterdam, de 1990 a 1995 (particular) e 1990 a 1991 (no regime de cooperação com a SEDUC).
- 10ª Diretora: Irmã Maria da Ascenção Lemos da Silva, de 1996 a 2002 e desde 2011 a diretora atual (particular).
- 11ª Diretora: Professora Vilma de Araújo Pinheiro, de 2002 a 2011 (particular).
- 12ª Diretora: Irmã Francisca Pantoja da Silva, de 1992 a 2011 (no regime de cooperação com a SEDUC).
- 13ª Diretora: Irmã Benedita Vieira de Sousa, de 2012 a 2014 (no regime de cooperação com a SEDUC).
- 14º Diretor: Professor Luís Fernando Pereira Ribeiro, de 2014 a 2016 (no regime de cooperação com a SEDUC).
- 15ª e atual Diretora: Professora Andreia do Socorro Cruz Costa, em exercício desde 2017 (no regime de Escola Estadual da SEDUC).

O Instituto Santa Teresinha nasceu sob a autoridade da Administração Apostólica do Guamá, logo depois Prelazia do Guamá. Em seguida, no ano de 1951, passa a ser propriedade da Congregação dos Barnabitas. Somente em 1966, o Superior Geral dos Barnabitas, Padre Giovanni Bernasconi, doa o Instituto Santa Teresinha às Irmãs Missionárias, como forma de garantir a sustentação da congregação, e a título de justiça pelos seus relevantes trabalhos neste Colégio, que desde lá vem se esmerando na aplicação fiel da sua filosofia de que “educar não é somente instruir; é preparar para a vida!”, propósitos do próprio Dom Eliseu Maria Coroli, o grande responsável por essa obra magnífica nos rincões da Amazônia.

E essa história vem sendo escrita, contada e homenageada em 75 anos de contribuição à Educação do Instituto Santa Teresinha, um legado a celebrar, uma parte inconteste da História de Bragança.

Dário Benedito Rodrigues é bragantino, ex-aluno e ex-professor do Instituto Santa Teresina. Historiador, pesquisador e docente da Faculdade de História na Universidade Federal do Pará, Campus de Bragança.

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