quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

MEC dá parecer favorável à criação do curso de Medicina em Bragança (do site da UFPA)


O Ministério da Educação emitiu, esta semana, uma nota técnica com parecer favorável ao pedido, feito pela Universidade Federal do Pará, de implantação do curso de Medicina no Campus de Bragança. A nota técnica informa, ainda, que a implantação efetiva aguarda a liberação de recursos e a aprovação de vagas para cargos de docentes e técnicos. No entanto, o documento não cria o curso, e sim dá parecer favorável à implantação do mesmo. A criação, de fato, depende de dotação orçamentária e da disponibilização das vagas de professores, o que demanda tempo.
O parecer foi apresentado nesta quarta-feira, dia 24, durante uma reunião entre o reitor da UFPA, professor Carlos Maneschy, coordenação acadêmica do Campus de Bragança e deputados e senadores da bancada do Pará. Na ocasião, foi solicitado aos parlamentares o apoio na aprovação de projeto de lei complementar que está no Senado, o qual cria cargos necessários ao funcionamento do curso. A reunião, realizada em Brasília, foi conduzida pelo senador Paulo Rocha e deputado federal Lúcio Vale.

Condições - “O que devemos comemorar neste momento é a avaliação do governo federal que, conforme indicávamos desde 2014, a Universidade, o município e a rede de atendimento de saúde têm as condições de ofertar um curso público de Medicina para o Nordeste do Pará”, afirmou o coordenador do Campus de Bragança, Sebastião Rodrigues.
Para a vice-coordenadora, Janice Cunha, “a apreciação do Ministério da Educação é uma conquista, fruto de trabalho nosso enquanto servidores públicos e pelas parcerias estabelecidas com outras instituições e pessoas. Um trabalho que fazemos com satisfação, certos dos desafios que representam. Temos, ainda, muito trabalho e seguimos, pois acreditamos que, com apoio da gestão atual da UFPA, com a força da bancada do Pará reunida, o governo dará provimento orçamentário para o programa de expansão do ensino médico.”
A expansão do ensino médico nas instituições federais de ensino superior foi motivo de reunião recente da liderança da bancada do Pará no senado. No dia 17 de fevereiro, o Ministro da Educação, Aloízio Mercadante, recebeu o Senador Paulo Rocha que enfatizou a necessidade de implantação de cursos no interior do estado do Pará. A bancada de parlamentares do Pará entende que esta é uma pauta de consenso do estado e do Brasil.


Construção do projeto - Em 2014, o Campus Universitário de Bragança constituiu comissão para preparar a Minuta do Projeto Pedagógico do Curso de Medicina. O documento foi encaminhado ao Conselho Deliberativo do Campus Universitário de Bragança/UFPA e obteve a aprovação dos conselheiros. Em seguida, passou pela aprovação do Conselho Municipal de Saúde de Bragança e pelo Conselho Regional de Saúde Rio Caetés, que representa 16 municípios da região Nordeste do Pará.
Em 2015, a Minuta do Projeto Pedagógico passou por uma revisão e foi apresentada durante uma reunião entre dirigentes da Reitoria da UFPA, do Campus de Bragança, do Município, do Hospital de Referência (HSAMZ), e do Núcleo de Medicina Tropical.
A iniciativa de implantação do curso de medicina recebeu, ainda, o apoio da Fundação Amazônia Paraense de Apoio à Pesquisa e da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Técnica e Tecnológica. Também recebeu apoio institucional da Prefeitura Municipal de Bragança, por meio das Secretarias Municipais de Saúde e de Educação; Câmara Municipal de Vereadores de Bragança; Hospital Santo Antônio Maria Zaccaria (HSAMZ); Hospital Geral de Bragança; e Hospital de Clínicas do município.
Além da implantação do curso de Medicina, o Campus de Bragança apresentou à Secretaria de Educação Superior (SESU/MEC), a proposta de oferta de curso de Mestrado Profissional na área de Saúde Coletiva.
Segundo o coordenador e vice do Campus, Sebastião Rodrigues e Janice Cunha, respectivamente, a concepção e construção do projeto do curso de Medicina para a região surgiu a partir de diálogos com profissionais que atuam no cuidado e atenção à saúde, dentre eles, médicos, enfermeiros, biomédicos, fisioterapeutas, psicólogos, residentes, estudantes, antropólogos e filósofos. Também foram ouvidas pessoas doentes, convalescentes, grávidas, idosos, entre outros que demandam cuidados com a saúde na zona rural e na cidade. “Estes contatos garantem um tipo especial de aproximação com a realidade e com as pessoas, fundamental para que o curso de Medicina seja baseado em abordagem humanizada”, dizem os coordenadores.

Texto e foto: Coordenação do Campus de Bragança
Link: https://www.portal.ufpa.br/imprensa/noticia.php?cod=11340

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Formatura do Curso de História do Campus de Bragança e do PARFOR, em 05.02.2016


O Auditório do Instituto Santa Teresinha, em Bragança, ficou completamente lotado no último dia 05 de fevereiro, para a Solenidade de Outorga de Grau Superior de graduandos do Curso de História, da Faculdade de História e do PARFOR (Plano Nacional de Formação Docente) de História, da Faculdade de História de Belém, com a presença de uma assembleia de cerca de 350 pessoas.




Na oportunidade, receberam a outorga de Grau Superior de Licenciatura em História 54 graduandos de diversas turmas do curso. Estiveram presentes na solenidade o Prof. Sebastião Rodrigues (Coordenador do Campus Universitário de Bragança), Prof. Dário Benedito Rodrigues (Diretor da Faculdade de História de Bragança), Prof. Willian Gaia (Diretor da Faculdade de História de Belém e representante da Coordenação Geral do PARFOR da UFPA), Prof.ª Roseane Pinto Lima (Vice-diretora da Faculdade de História), que compuseram a mesa diretiva da solenidade.


Estiveram presentes os Professores Adilson Brito, Eliane Charlet, Helder Lima, Klayton Campelo, Ipojucan Campos, Sheila Evangelista e Cleodir Moraes, além de Técnicos da UFPA, amigos e familiares dos graduandos e professores. Marcaram presença o casal Claiton e Nazaré Freitas, a Prof.ª Helena Cordeiro e as técnicas Celina Raiol e Layd Sodré.




A Mestre de Cerimônia foi a comunicadora Ronara Suelen e contou com o apoio de Alcides Neto, na sonorização e de Bruno Silveira, Secretário da Faculdade de História de Bragança e Admarino Matos, bolsista do PARFOR de História.
O graduando Johny Sales da Silva foi o Orador da turma e em seu discurso destacou os desafios do Ensino Superior e a trajetória acadêmica no Curso de História, mencionando diversos momentos. Em seguida, a graduanda Ariane Santana Mota prestou o Juramento profissional, juntamente com todos os graduandos.
Logo após, o Prof. Sebastião Rodrigues, Coordenador do Campus da UFPA Bragança, representando o Magnífico Reitor da UFPA, Prof. Carlos Maneschy, concedeu a Outorga de Grau Superior a todos, seguindo-se a aposição dos capelos, anéis pelos paraninfos de cada graduando e o recebimento das documentações oficiais.



Foram homenageados pela Turma de História 2010/1, do PARFOR, os Professores Dário Benedito Rodrigues, Roseane Pinto Lima, Cleodir Moraes e Sheila Evangelista. E pela Turma de História 2010/2, do PARFOR, os Professores Adilson Brito e Ipojucan Campos.



Depois desse momento, usou da palavra a Prof.ª Roseane Pinto Lima prestou uma homenagem aos formandos, incentivando-os a seguirem o caminho da pós-graduação e do bom desempenho nas funções de professores e de pesquisadores da área de História.
O Prof. Dário Benedito Rodrigues usou da palavra para homenagear todos os formandos, nesta que foi sua última cerimônia pública como Diretor da Faculdade de História, após quatro anos de gestão, fazendo um apanhado da missão do historiador e das responsabilidades de cada um na construção de uma sociedade mais justa e que valorize cada vez mais a História e o Patrimônio Cultural.


O Prof. Willian Gaia, representando a Coordenação Geral do PARFOR e a Faculdade de História de Belém, fez um balanço da atuação do Plano Nacional Docente (PARFOR) e agradeceu a todas as esferas de governo e instituições públicas que colaboraram com a consecução dos objetivos da Educação que colaboraram com o PARFOR nestes anos, destacando os órgãos de Educação municipal e estadual.


Encerrando a solenidade, o Prof. Sebastião Rodrigues falou em nome do Campus de Bragança demonstrando grande satisfação em poder acompanhar esse momento de êxito na trajetória acadêmica de tantos formandos, destacando a missão da Universidade Federal do Pará na interiorização do Ensino Superior. Em seguida, ele encerrou a solenidade.
Os formandos ofereceram aos seus convidados, paraninfos e familiares um coquetel servido pelo buffet de Antônio e Elineuza Garcia. Todos brindaram a conquista do Grau Superior em História em uma comemoração emocionante e numa solenidade muito organizada, com a decoração da equipe de Michele Decorações e com os trabalhos da empresa Power Sonorização e Iluminação, além do apoio da Stillu’s Formaturas.





Algumas imagens: Acervo pessoal e outros colaboradores (2016)

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Palmeiras viraram postes? Até quando?

Um dos cartões postais simbólicos de Bragança a chamar a atenção de todos os que molduram a cidade em postagens e na memória recorrente certamente é a frente do rio Caeté, a orla da cidade, um cenário bucólico para alguns, um lugar especial.
Porém, há muito tempo, as palmeiras plantadas neste lugar passaram a servir como postes de distribuição elétrica e iluminação, e desde então nunca mais estiveram “livres” das fiações elétricas, pregos e iluminação que prejudicam a vida das plantas, não bastasse a ação do tempo, o desgaste natural, a aplicação de cal em suas bases, a elevação da calcada ocorrida em 2005 e o péssimo estado de conservação por que passam esses exemplares da famosa barrigudeira.
Parece brincadeira, bobagem ou coisa sem importância, mas talvez não seja exagero perguntar: até quando palmeiras serão postes? Veja as fotos e tire suas próprias conclusões.

Imagens: Acervo pessoal (Janeiro, 2016)













sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Parabéns, Dom Luís Ferrando, por 75 anos de vida

Homenagens a Dom Luís Ferrando marcaram o dia em Bragança no seio católico e por toda a Diocese. Ele completa hoje 75 anos de vida, em quase 20 anos de episcopado.
Luigi Ferrando nasceu em Agazzano, na região da Emilia-Romagna, província de Piacenza Bobbio, na Itália, em 22 de janeiro de 1941. Estudou o 1º e o 2º Graus no Seminário de Piacenza, onde também cursou Filosofia e Teologia. Especializou-se em  Licença de Teologia Pastoral na Universidade Lateranense de Roma, na Itália.
Foi ordenado padre na Diocese de Piacenza, em 1º de maio 1965, pelo então bispo auxiliar de Piacenza Dom Paolo Ghizzoni. Foi coadjutor de duas paróquias desta diocese por 4 anos. Serviu como formador no Seminário Diocesano de Piacenza entre 1969 e 1977. Chegou ao Brasil como missionário Fidei Donum da Diocese de Piacenza, colaboradora da Diocese de Bragança e foi trabalhar como pároco em Paragominas, entre 1977 e 1979, juntamente com o também padre italiano Luis Carrá, já falecido.

Imagem: Com Dom Luís Ferrando.
Fonte: Acervo pessoal.

Anos mais tarde assumiu a reitoria do Seminário Menor Diocesano Santo Alexandre de Sauli, em Bragança, por 15 anos. Na Diocese de Bragança também exerceu a função de Coordenador de Pastoral e de Vigário Geral diocesano.
Em 1991 assumiu a reitoria do Seminário Maior Diocesano Paulo VI, em Belém, cargo que ocupou até o fim de 1995. Após acordo com a Diocese de Piacenza, ele retornou à Itália, onde em meados de 1996 assumiu a Paróquia de Cortemaggiore. Ficou nessa função apenas 22 dias, quando foi nomeado como bispo em 10 de abril de 1996, pelo Papa São João Paulo II.

Imagem: Dom Luís, em visita Ad Limina Apostolorum, ao então Papa Bento XVI.
Fonte: Diocese de Bragança.

Recebeu a ordenação episcopal na mesma paróquia em que estava, em Cortemaggiore, em 5 de maio de 1996, pelas mãos do cardeal Dom Ersilio Tonini, Arcebispo Emérito de Ravenna, na Itália, tendo como co-consagrantes Dom Antonio Mazza, bispo de Piacenza e Dom Luciano Monari, atual bispo da Diocese de Brescia. Fato marcante foi a presença de sua mãe nesta cerimônia.

Imagem: Dom Luís com o Ostensório do Congresso Eucarístico Diocesano, de 2003.
Fonte: Acervo pessoal.

Tomou posse na Diocese de Bragança, numa efusiva festa no dia 9 de junho de 1996, data do início de seu episcopado na Diocese de Bragança do Pará, da qual é o segundo bispo diocesano, sucedendo Dom Miguel Maria Giambelli (1980-1996), falecido em 26 de dezembro de 2010.

Imagem: Dom Luís no lançamento do Ano Mariano.
Fonte: Diocese de Bragança.

Seu lema episcopal é “Fiat mihi secundum verbum tuum”, ou seja, “Faça-se em mim segundo a tua palavra”, frase usada por Maria ao ser abordada no momento da anunciação do Anjo, segundo a tradição bíblica constante em Lucas 1,38.

Imagem: Brasão de Dom Luís Ferrando.
Fonte: Wikipedia (2015).

Completou em 2015 cinquenta anos de sacerdócio e para encerrar seu episcopado programou o tríduo em preparação ao Ano Mariano entre 2013 e 2015, finalizado com uma grande festa católica em Bragança. Já foi condecorado com a honraria do Antonino de Ouro, da Cidade de Piacenza.





Imagem: Dom Luís celebrando o dia de São Francisco, padroeiro da Itália, em Piacenza, na Itália, em 2014. E recebendo uma lâmpada de azeite do prefeito Paolo Doses.
Fonte: Site piacenzasera.it

Segundo a costumeira regra, Dom Luís Ferrando apresentou há 9 meses ao Vaticano a sua carta de renúncia ao cargo de Bispo Diocesano de Bragança, aguardando a nomeação do seu sucessor para se tornar em breve Bispo Emérito de Bragança.


Imagens: Dom Luís Ferrando na coroação de Nossa Senhora, coordenada pela Escola Mons. Mâncio Ribeiro, em 31.05.2013.
Fonte: Bragança News.

sábado, 16 de janeiro de 2016

Prefeito de Bragança João Nelson Magalhães anuncia desfiliação do PT

Numa estratégia política raríssima na história recente dos governos municipais em Bragança, o atual prefeito João Nelson Magalhães anunciou às 20h30 desta sexta-feira, dia 15 de janeiro, sua intenção de sair do Partido dos Trabalhadores, sigla partidária que lhe rendeu a eleição ao Executivo Municipal, numa coligação com outros partidos, usando o slogan “Fé na Mudança”.

Carta ao PT de Bragança e desfiliação – A mídia ligada à Prefeitura de Bragança divulgou em redes sociais na manhã deste sábado, dia 16 de janeiro, a intenção de Nelson Magalhães, numa carta não assinada, destinada ao Sr. José Carlos Borges, presidente do Diretório Municipal do PT e com a data errada de 2015 (sic!), onde o gestor municipal alega sua saída do PT como fruto da conjuntura nacional e do desgaste da sigla diante da opinião pública bragantina.
João Nelson Magalhães filiou-se ao Partido dos Trabalhadores em 2006 (data errada na carta, pois ele se filiou em 17 de abril de 2007) e concorreu ao Executivo Municipal em 2012, obtendo vitória diante de outros candidatos, momentos que segundo a carta “jamais sairão da memória”. A carta foi tornada pública em redes sociais hoje pela manhã, após o comunicado de ontem do presidente do PT em Bragança ter sido amplamente divulgado.

Motivos – Dentre os motivos para sua desfiliação, Nelson Magalhães alega que o cenário político nacional e municipal são desfavoráveis, o que causou segundo ele o descrédito do partido diante das notícias diariamente veiculadas e que causaram a dilapidação do PT e de seu projeto de poder, maculando a imagem do partido na sociedade bragantina. Segundo o documento, o gestor municipal, oriundo do PT e formado em diretrizes próprias da sigla e de seus aliados, reconheceu que a opinião pública mudou suas posições políticas.

Eleições 2016 – Na carta, o prefeito se reporta a especulações de nomes para a próxima campanha eleitoral que se avizinha, reconhecendo que os problemas da sua administração são fruto da gestão anterior e que sua motivação de sair do PT se dá para evitar o “risco de ver a Gestão Municipal cair em mãos erradas”.
Ao final do texto, de duas laudas, o gestor alega que foi “impelido a pensar estratégias que dissuadissem a oposição, com base na opinião do povo” e que continuará em outra via a lutar pela população bragantina.
Pelo que se leu nas mídias sociais, o Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores (PT), não divulgou nota, resposta ou manifestação acerca da decisão do prefeito municipal.

Reflexões – A decisão também histórica de um gestor municipal de Bragança no exercício do mandato em sair do partido que o elegeu repercutiu em diversos meios de comunicação (especialmente nas redes sociais), gerando polêmicas e acusações diversas direcionadas a João Nelson Magalhães.

Ficam no ar muitas dúvidas em relação à administração pública de Bragança daqui para frente. A maior delas é a de se o PT sairá do governo e entregará as pastas e os cargos comissionados que ocupa na Prefeitura de Bragança, o que seria plausível em se tratando do fato de que o gestor não mais pertencerá à sigla.

Outra questão é a de se o PT apoiará seu ex-filiado nas próximas eleições, mesmo estando em outra sigla numa composição que soaria piada eleitoral. Nesse cenário, não se sabe quem seriam – ou se teriam – os nomes do partido para concorrer ao Executivo Municipal.

A decisão de Nelson Magalhães interferirá ou não no que a sua gestão tem negociado política e administrativamente com o governo federal (do PT) e com o governo estadual (do PSDB), somando-se os fatos que Bragança está prestes a alcançar alguns projetos junto a instâncias das duas esferas de governo? As Executivas Estaduais e Nacionais do PT e dos mandatários dos governos, assim como de outras legendas, ainda não comentaram a decisão de Nelson nem se posicionaram sobre o assunto.

É de se estranhar o fato de que mesmo sob uma enxurrada de críticas e denúncias de todos os níveis ao Partido dos Trabalhadores os seus mandatários nos âmbitos estadual e nacional não terem deixado a sigla. Recorde-se o governo do Estado, quando Ana Júlia Carepa, mesmo com a quebra de apoio político de sua base aliada e ao desgaste, não deixou o partido e concluiu seu mandato. Na esfera federal, Lula da Silva em pleno escândalo do “mensalão” não deixou o partido, foi reeleito e concluiu seus dois mandatos. Dilma Rousseff, atravessando uma enorme crise institucional do Estado brasileiro também não deixou o partido e já está em seu segundo mandato.

Se é que grupos de elite comandam as mídias, a comunicação e a informação no País e nos Estados, o PT não deixou de estar no comando dos mandatos democraticamente conferidos aos seus gestores eleitos, mesmo tendo que enfrentar o desgaste, a opinião pública (em diversos meios) e as crises internas do partido.

Mesmo assim, Nelson Magalhães alega que o motivo principal de sua saída do partido se deve ao movimento de “rapidez e o fluxo frenético de informações e, por consequência, de transformações da opinião pública – momente insuflada pela mídia”.

Pelo que o prefeito afirma e pela trajetória política pessoal citada na carta, é de estranhar que o gestor tenha se deixado levar pela repercussão negativa do cenário nacional e municipal, até porque a maioria dos principais grupos de comunicação em Bragança (televisão, rádios e jornais) são aliados dele, parceiros políticos, coligados ou estão muito próximos ao seu governo.

Soma-se a isto o fato de que fontes ligadas ao Executivo Municipal consideram boataria os comentários e as críticas destinadas ao governo de Nelson Magalhães nas redes sociais, o que concorre para a fragilidade da motivação do prefeito, agora ex-petista.

Alguns assessores de Nelson Magalhães informam que o ex-petista deverá anunciar nova filiação partidária ainda neste mês e que mesmo está analisando propostas de outros partidos como o PPS, PROS e PSB.



Imagens: Tribuna do Salgado (Facebook, 16.01.2016)

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

In Memoriam (2015). Saudades.


Entre tantos, muitos conhecidos e amigos falecidos em 2015, suas famílias e os bragantinos sentirão muitas saudades de todos. Aqui, alguns pelos quais sentiremos saudades...

Ortiz do Rosário Falcão, +02.01.2015
Maria de Nazaré Pinheiro Pimenta, +03.01.2015
Raimundo Manoel de Souza, +05.01.2015
Neuma Maria Soares de Sousa, +06.01.2015
Lívia Maria Alves da Silva, +19.01.2015
Antônia Ribeiro de Freitas, +19.01.2015
Maria da Conceição de Castro, +20.01.2015
Leandro Ribeiro da Silva, +28.01.2015

Robson do Nascimento Gomes, +28.01.2015

Elena Braga de Paiva, +03.02.2015

Maria de Nazaré da Silva Martins, +08.02.2015

Benedito Torres Cavaleiro de Macêdo, +08.02.2015

Hilda Saraiva de Quadros, +10.02.2015

Aurimar Monteiro de Araújo, +12.02.2015

Célia Coelho Bassalo, +18.02.2015

Nazareno Felipe Furtado, +18.02.2015

Socorro de Jesus Miranda Rodrigues, +21.02.2015.
Francisco Paulo de Lima, +28.02.2015
Pe. Expedito Lima Freire, +01.03.2015
Raimundo Ferreira do Nascimento, +01.03.2015

Vilma Melo Milhomem, +01.03.2015

Raimundo Moreira de Araújo, +09.03.2015
Rodrigo José Castro da Silva, +09.03.2015
Antônio André Lisboa de Sousa, -10.03.2015
Júlia do Socorro Reis Alencar, +12.03.2015

Camilo José Santos Blanco, +13.03.2015

Osmarina Maria da Conceição, +18.03.2015

Benedita da Silva Belém, +26.03.2015

José Wilson Pimentel Tavares, +26.03.2015

Maria de Nazaré Fernandes Luz, +26.03.2015

José Ananias da Rosa, +27.03.2015

João Batista da Silva Costa, +04.04.2015

Maria de Fátima Alencar dos Santos, +19.04.2015

Deyvison Santana Alves, +23.04.2015

Miguel Santa Brígida, +26.04.2015

Antônio Protásio de Assunção, +11.05.2015

Francinaldo Ramos da Silva, +11.05.2015

Aspázia Borges de Almeida, +11.05.2015

Márcia Regina Medeiros Smith, +22.05.2015

Elson Otávio da Silva Lima, +26.05.2015

Cláudia Maria Risuenho Abdon da Cunha, +31.05.2015

Flávia Cilene Alves Silva, +05.06.2015

Maria do Socorro Brito Lima, +17.06.2015

Maria de Jesus Rodrigues Felipe, +22.06.2015

Maria das Graças Brito de Sales, +28.06.2015

Sayure Conde, +29.06.2015

Bernardino Ferreira Barbosa, +05.07.2015

Claudomiro Sousa Guimarães, +12.07.2015

José Antônio Conde da Silva, -17.07.2015

Gabriel Pinheiro, +18.07.2015

Josefa Trindade de Oliveira, +10.08.2015

Maria Antônia Marques, +10.08.2015

Carlos Henrique Marques dos Santos, +11.08.2015

Maria do Socorro Fernandes Menezes, +13.08.2015

Cirene Maria da Silva Guedes, +16.08.2015

Amarilis da Silva Pereira, +04.09.2015

Darcy Eiko Oruma Tsuchya, +05.09.2015

Pedro Furtado de Vasconcelos, +05.09.2015

Francisco Wellington Gomes Alves, +13.09.2015

Alcides da Silveira Castanho, +17.09.2015

Luiza de Oliveira Quadros, +22.09.2015

Angelita Matos da Silva, +23.09.2015

José Matheus Ferreira da Silva, +29.09.2015

Maria Risuenho de Brito, +01.10.2015

Maria das Graças Melo da Cunha, +23.10.2015

Carlos Alberto da Costa Nascimento, +25.10.2015

Normélia Santos Ribeiro, -25.10.2015

Benedito Orlindo da Silva Alves, +09.11.2015

Edson Rubens Costa Reis, +12.11.2015

Leandro Ribeiro da Silva, +12.11.2015

Pedro Zacarias das Chagas, +18.11.2015

Manoel Teodomiro de Sousa, +20.11.2015

Antônia Cunha de Athayde, +26.11.2015

Maria Luiza da Rosa, +26.11.2015

Joana Lisboa Tavares, +29.11.2015

José Carlos de Oliveira, +01.12.2015

Mirian Mendes Barbosa, +02.12.2015

Benedita Antônia Borges, +04.12.2015

Josiane Lúcia Nascimento, +04.12.2015

Luíza Araújo Silva, +06.12.2015

Maria de Lima Gomes, +17.12.2015

Francisco de Assis Maciel Gomes, +21.12.2015

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Minha imagem do ano de 2015. Aylan Kurdi: tragédia, guerra, vida e morte

Texto de Eduardo Affonso, publicado no Facebook, em 03 de setembro de 2015

No dia em que ia morrer, Aylan Kurdi usava calças azuis e uma camiseta vermelha. A mãe deve tê-lo penteado, ainda que fossem poucos os fios, e tão finos. Agachando-se diante dele, ou segurando-o sobre os joelhos, amarrou-lhe os sapatos e fez, pela última vez, o laço. Aylan caminhou até o porto, com passinhos curtos, ou foi levado no colo? No colo, possivelmente - os braços envolvendo o pescoço da mãe, cabeça reclinada sobre o ombro dela - para não atrasar a marcha rumo à morte.
Até ontem, o mundo não conhecia Aylan, sírio, três anos. Hoje, sua boca colada à areia, as mãozinhas com as palmas para cima, estampam jornais, deslizam nas telas dos computadores, se agarram à nossa retina.
Ao contrário de outras dezenas (milhares?) que foram dar à praia, ou jazem do fundo do mar, de Aylan se sabe o nome, a idade, e que tinha um irmão, que também caminhou com ele (ou foi levado no colo, pelo pai) naquela madrugada, rumo ao porto. E esse nome o humaniza (dar nome a uma coisa é uma forma de amá-la). O corpo anônimo emborcado na praia é um ilegal, uma estatística – Aylan, sírio, três anos, trazido pelas ondas, é a criança que fomos, a que levamos ao pediatra, a que dorme no berço ao lado da nossa cama.
A vida não foi cruel com Aylan. Poupou-o de morrer na guerra, entre poeira, gritos e estilhaços. De ser mutilado, ver a mãe estuprada, o pai degolado. Poupou-o da fome nos campos de refugiados. Poupou-o da longa jornada sobre os trilhos até ser barrado pelos soldados de Montenegro. Poupou-o das cercas de arame farpado da Hungria, dos caminhões frigoríficos da Áustria, das patrulhas da Inglaterra sob o Canal da Mancha - da polícia italiana, dos xenófobos franceses, dos neonazistas alemães.
Em três, quatro minutos, a água salgada invadiu suas narinas, inundou seus pulmões. Nesses infinitos três, quatro minutos, procurou pela mãe, pelo braço do pai, sem entender porque o abandonavam. Então sentiu sonolência - e mar, mãe, medo se tornaram uma coisa só, depois coisa nenhuma.
Aylan não sabia, naquela manhã, que era para a morte que o vestiam de camiseta vermelha e calças azuis. Na foto em que se deu a conhecer ao mundo, o Mediterrâneo, não a mãe, é que penteia seus cabelos.
Não consigo fixar o olhar no seu rosto, nem me demorar nas suas mãos vazias. O que me afoga, junto com ele, com as esperanças de tantos que fogem como ele e ficam pelo caminho, são seus sapatinhos.


Foto: Imagem na internet (2015)

domingo, 20 de dezembro de 2015

3ª Conferência Nacional de Juventude encerra e confirma três prioridades da Juventude brasileira


         A 3ª Conferência Nacional de Juventude cumpriu sua missão neste sábado (19), em Brasília (DF), no Estádio Mané Garrincha, milhares de jovens presentes plenária final elegeram as três propostas de políticas prioritárias para a juventude.

         Os eixos do Estatuto da Juventude que tiveram suas propostas contempladas foram: Segurança; Território; e Participação.

         Confira o texto das três propostas:

         1. Segurança:
         Não à redução da maioridade penal, pelo cumprimento efetivo das medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

         2. Território:
         Ampliar e acelerar o processo de Reforma Agrária e regularização fundiária, bem como reconhecimento e demarcação de terras pertencentes a povos e comunidades tradicionais, em especial das terras indígenas e quilombolas, acabando com as práticas forçadas de remoção de seus territórios. Assim, viabilizando a regularização da documentação de assentamentos já existentes, permitindo que os jovens tenham condições de permanecer ou regressar as suas terras originais, e serem assim contemplados pelos programas, projetos e ações para a juventude rural.

         3. Participação:
         Garantir a implantação do Sistema Nacional de Juventude composto por órgãos gestores, conselhos e fundos de públicas de juventude, nas três esferas administrativas. O fundo nacional de juventude funcionará com repasses fundo a fundo definido percentualmente entres os três entes federados para direcionar as políticas e ações para a juventude em âmbito nacional, estadual e municipal.