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quarta-feira, 31 de agosto de 2022

LEO Clube de Bragança (PA): 25 anos (1997-2022)

O LEO Clube de Bragança já havia sido organizado na cidade em duas versões anteriores, sob a coordenação do Lions Clube de Bragança, mas se extinguiram com pouco tempo. Muitos dos associados daquela época se tornaram pessoas conhecidas e líderes nos trabalhos que exercem até hoje, dentre tantos que já faleceram.

 

Foto 01: LEO Clube na década de 1970, em publicação da Revista Região, de Bragança. Fonte: Acervo pessoal.


Em 1997, um grupo de 11 jovens convidados por Jorge Furtado Figueiró e Gláucia Nazaré Lima da Silva se reuniu no dia 09 de fevereiro, às 09 horas da manhã, na Casa do Leão, com o objetivo de fundar mais uma vez o LEO Clube em Bragança. O grupo cresceu e aos poucos foi se consolidando, amadurecendo propósitos e começando a organizar pequenas ações, atuando junto ao Lions e tendo o apoio do LEO Clube de Capitão Poço (PA) através da formação recebido e o trabalho do então CLEO Antônio Edson Xavier Ângelo, que era associado e presidente daquele clube.

 

Foto 02: Reunião de formação, com a participação de associados de Capitão Poço (PA). Fonte: Acervo pessoal.

 

O pedido de certificação do LEO Clube de Bragança foi enviado via fax no dia 11 de agosto, da residência do CL Constâncio Figueiró, às 16 horas e foi aceito. O Certificado de Organização foi emitido no dia posterior pela Associação Internacional de Lions Clubes junto com as pastas e pins (broches) de lapela dos fundadores. A data de 12 de agosto de 1997 é considerada como a data oficial de criação do LEO Clube de Bragança.

Porém, a solenidade de fundação ocorreu somente em 30 de agosto de 1997 quando o CL Manuel Leite Carneiro, à época Governador do então Distrito L-26, visitou oficialmente o Lions Clube de Bragança. Dezenas de associados Leão, autoridades e convidados de Bragança e de outras cidades e Lions Clubes prestigiaram aquela solenidade e comemoraram a fundação desse clube.

 

Foto 03: Associados fundadores do LEO Clube de Bragança. Fonte: Acervo pessoal.

 

Os Associados fundadores do LEO Clube de Bragança foram:

Alcides Rufino de Oliveira Neto

Alessandro da Luz Alfonso

Aline Silva Fontinele

Dário Benedito Rodrigues Nonato da Silva

Denner William do Socorro de Macêdo Ribeiro

Eraclides Antônio Cordeiro da Silva

Flávio Furtado Figueiró

Gláucia Nazaré Lima da Silva

Jorge Furtado Figueiró

Kátia Cirley Mendes dos Santos

Kelly Cynthia Mendes dos Santos

Kennya Fernanda Teixeira da Silva

Kleyton Davy Mendes dos Santos

Marcus Fabrício Bezerra Lopes

Mariano Rocha de Oliveira Neto

Rosiane Mabilias da Costa Massias

Ruth Helena Couto Câmara

Silvana da Conceição Souza Ferreira e

Thaise Cristina Santos Wanderley.

 

Foto 05: Primeira Diretoria do LEO Clube de Bragança sendo empossada. Fonte: Acervo pessoal.

 

O primeiro presidente foi o CLEO Dário Benedito Rodrigues Nonato da Silva, junto a 18 associados que passaram a se dedicar ao serviço voluntário, à defesa de direitos socioassistenciais e da juventude bragantina. A primeira Diretoria foi composta por:

Presidente: CLEO Dário Benedito Rodrigues Nonato da Silva

1º Vice-presidente: CLEO Alcides Rufino de Oliveira Neto

2º Vice-presidente: CLEO Flávio Furtado Figueiró

1ª Secretária: CLEO Gláucia Nazaré Lima da Silva

2ª Secretária: CLEO Alessandro da Luz Alfonso           

1ª Tesoureira: CLEO Aline Silva Fontinele

1ª Teosureira: CLEO Rosiane Mabilias Costa Massias

Diretora Social: CLEO Silvana da Conceição Souza Ferreira

Diretor Animador: CLEO Denner William do Socorro de Macêdo Ribeiro

Diretor de Patrimônio: CLEO Marcus Fabrício Bezerra Lopes

1º Vogal: CLEO Kátia Cirley Mendes dos Santos

2º Vogal: CLEO Ruth Helena Couto Câmara

3º Vogal: CLEO Mariano Rocha de Oliveira Neto

Conselheiro LEO: CL Waltenir Corrêa dos Santos

 

Na época, eram dirigentes Leonísticos e LEOísticos:

Presidente do Lions Clube de Bragança: CL Constâncio Nery Figueiró,

Governador do Distrito L-26: CL Manoel Leite Carneiro

Assessora Distrital de LEO Clubes: CaL Maria Tereza Klautau Guimarães

Presidente Distrito LEO L-26: CLEO Cledemilton Araújo Silva

Presidente do Distrito Múltiplo L LEO Brasil: CLEO Fabiano Mehmeri Gusmão Santos

 

Foto 06: Primeiro aniversário do LEO Clube de Bragança. Fonte: Acervo pessoal.

 

O LEO Clube participou e organizou inúmeros eventos, sempre contribuindo de forma séria e responsável em todos eles, com a colaboração de parceiros e instituições. Foi através dos trabalhos voluntários do LEO Clube de Bragança que o município teve seu primeiro Programa de Educação e Melhoria da Qualidade de Vida no Trânsito, em junho de 2006, diminuindo o índice de acidentes, por meio de campanhas de educação, o que incentivou outros entes públicos a realizarem trabalho semelhante.

Além das campanhas, ficou marcado na vida do LEO Clube de Bragança a organização das primeiras festas de Halloween na cidade, na Sede Casa do Leão, por nove anos consecutivos. E também a organização de seu Desfile Cívico na Semana da Pátria, sempre com a participação do Lions Clube, que sempre ocorreu de maneira regular nestes anos.

 

Foto 07: Uma das festas do Halloween (2001), em Bragança. Fonte: Acervo pessoal.

 

Pelo LEO Clube de Bragança, diversos associados foram membros de diversos colegiados, como o Conselho Municipal das Cidades, Conselho Municipal de Assistência Social, Conselho Municipal do Programa Municipal de Erradicação do Trabalho Infantil, Conselho Estadual da Juventude e Conselho Municipal do Meio Ambiente.

Além de ser reconhecido pelo Poder Público como Entidade de Utilidade Pública Municipal, pela Lei Municipal n.º 3.859, de 31 de maio de 2006, com requerimento de autoria da então vereadora Simone Maria Morgado Ferreira, o LEO Clube de Bragança também mereceu ser reconhecido pela Lei Municipal .º 4.599, de 02 de abril de 2018, que criou o Dia Municipal do LEO Clube em Bragança, a ser celebrado anualmente no dia 30 de agosto, como parte do calendário municipal de eventos.

 

Foto 08: LEO Clube de Bragança recebeu três vezes o CL Paulo Lima, Fundador dos LEO Clubes do Brasil. Fonte: Acervo pessoal.

 

O LEO Clube de Bragança foi agraciado com títulos importantes, em eventos e outras ações, com destaque para a construção de todo o Plano Diretor Municipal Participativo de Bragança (2006 e anos seguintes), de diversas conferências no Município de Bragança, outras em nível regional e nacional, como a 1ª Conferência de Políticas Públicas para a Juventude (2008), quando várias de suas propostas foram defendidas e aprovadas em Brasília.

 

Foto 09: LEO Clube de Bragança na entrega do Obelisco Lions e LEO, em 2006. Fonte: Acervo pessoal.

 

Nos eventos do segmento LEOístico, o LEO Clube já organizou reuniões de Região LEOística, de Conselho Distrital, cinco Conferências Distritais (em 2002, 2008, 2012, 2017 e 2022) e duas Conferência de Distrito Múltiplo LEO (em 2006 e 2022). Do LEO Clube foram eleitos três presidentes do Distrito LEO LA-6 sendo o CLEO Dário Benedito Rodrigues Nonato da Silva (AL. 2004-2005), CLEO Madison Vinícius Sousa Borges (AL. 2005-2006), CLEO Gerson Alves Guimarães Júnior (AL. 2011-2012 e AL. 2012-2013), primeiro Presidente Distrital reeleito na história do Distrito LEO desde 1983, CLEO Pedro Paulo dos Reis Costa (AL. 2015-2016), CLEO Diego Vieira Costa (2016-2017) e CLEO Arthur dos Santos da Silva (AL. 2020-2021 e 2021-2022).

 

Foto 10: LEO Clube de Bragança presidindo Distrito LEO LA-6, em evento em Teresina (2012). Fonte: Acervo pessoal.

 

Além de exercer a função de Presidente Distrital, o CLEO Dário Benedito Rodrigues Nonato da Silva foi eleito à função de Presidente do Distrito Múltiplo LEO LA (AL. 2006-2007) e de Coordenador Nacional do Comitê de Integração LEOística Brasileiro, eleito na cidade de Mariana (Minas Gerais), no ano de 2006, durante o Fórum LEOístico Brasileiro. Um de seus grandes trabalhos foi a ideia e coordenação da publicação da Cartilha de LEO Clubes do Brasil, escrita pela CLEO Mallú Mendonça, do Distrito LEO LB-4, um excelente manual de conhecimento do Programa de LEO Clubes no LEO Clubes no Brasil.

Para além das expectativas, o CLEO Dário Benedito Rodrigues Nonato da Silva foi agraciado com a maior honraria de Lions Clubes Internacional, sendo o Associado LEO do Ano 2005-2006, único em toda a Região Norte do Brasil e na Amazônia, um dos poucos no Distrito Múltiplo LEO LA e motivo de grande orgulho para o LEO Clube de Bragança.

 

Foto 11: Prêmio LEO do Ano entregue ao CLEO Dário Benedito Rodrigues pelo Presidente Internacional CL Jimmy Ross, em João Pessoa/PB, em 2007. Fonte: Acervo pessoal.

 

No ano de 2022, o LEO Clube de Bragança celebrou seus 25 anos com a realização exitosa da XIX Conferência do Distrito LEO LA-6 e XXII Distrito Múltiplo LEO LA concomitantemente, trazendo para Bragança de maneira inédita uma das maiores autoridades de Lions Clubes em nível nacional e internacional, o CL Francisco Fabrício de Oliveira Neto, 2º Vice-Presidente Internacional de Lions Clubes, que foi o Orador Oficial do evento, que ocorreu no Liceu da Música de Bragança (UEPA), um dos maiores eventos já organizados por esse clube. Fabrício Oliveira entregou ao clube a sua última grande premiação: o Prêmio de Excelência LEO Internacional do Ano LEOístico 2020-2021, o que se soma aos outros cinco já conquistados (AL. 2004-2005 anunciado pelo DM LEO LA e nunca recebido, AL. 2011-2012, AL. 2012-2013, AL. 2015-2016, AL. 2016-2017 e 2017-2018).

 

Foto 12: Realização das Conferências do Distrito LEO LA-6 e Distrito Múltiplo LEO LA em 2022. Fonte: Acervo pessoal.

 

Observação importante: O uso desse material sem a prévia consulta ao autor não está autorizada e se constitui em crime sujeito às penalidades da legislação brasileira.


sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Meu tio Benedito Lázaro Rodrigues partiu (*02.03.1944, +08.01.2021)


Meu tio Benedito Lázaro Rodrigues sempre foi e sempre será uma referência em todos os sentidos, para além do laço familiar. Sempre meu amigo, meu confidente, um homem de fé, um cristão exemplar, um esposo, pai e avô devotado e um profissional respeitado em tudo o que fez.

Em seus 76 anos de vida entre nós, sempre vivenciou uma personalidade firme, austera, de palavras certas nas horas certas, de cuidado e de carinho, de zelo e de fé. Suas lições ficam para a vida toda.


Minha admiração e ligação filial com ele vem de muito, por muito e em tudo. Por exemplo, foi meu tio quem me disse que meu pai Jocelino havia partido naquele doloroso dia 26 de setembro de 1984, de manhã, em casa. E desde lá, em grande medida, ele tornou-se a minha referência de pai. 


Era o terceiro filho de uma família extensa e o primeiro filho homem de meu avô Manoel Paes Rodrigues e de sua primeira esposa Felícia de Oliveira Rodrigues e recebeu o nome de Benedito Lázaro Rodrigues, nascido em Bragança, no dia 02 de março de 1944. Teve cinco irmãos desse matrimônio, Benedita de Oliveira Rodrigues (in memoriam), Ana Leopoldina da Costa Rodrigues (in memoriam), Zelina Deoclécia Rodrigues Moraes, José Raimundo de Oliveira Rodrigues e João Nazaré de Oliveira Rodrigues. Sua mãe faleceu em 1949.


Meu avô casou pela segunda vez com minha avó Joana Dolores Rodrigues, tendo com ela outros oito filhos, sendo minha Mãe, Antônia Maria do Socorro Rodrigues Ramos, Raimundo Mariano de Aviz Rodrigues (in memoriam), Raimundo Nonato de Aviz Rodrigues, Paulo Roberto de Aviz Rodrigues, Maria Alice Rodrigues de Azevedo (in memoriam), Domingos Sávio Paes (in memoriam), Pedro Aurélio de Aviz Rodrigues e Antônio Zacarias Paes.


Benedito Lázaro, como todos os seus irmãos, recebeu formação religiosa católica, muito apegado à Igreja e por muito tempo ajudou como coroinha os padres da então Paróquia de Bragança, a Igreja Matriz, hoje Catedral de Nossa Senhora do Rosário. Tinha um orgulho muito grande em dizer que recebeu a Sagrada Comunhão das mãos de Dom Eliseu Maria Coroli.



Ele apresentou desde jovem o desejo de se tornar sacerdote. Isso o levou a se integrar à Sociedade de São Francisco de Sales, fundada por São João Bosco em 1859, os chamados Padres Salesianos. Morou em diversos seminários como o de Porto Velho, em Rondônia. Morou na Itália e cursou os anos iniciais da vida sacerdotal. Dessa caminhada herdou duas devoções particulares, de Nossa Senhora Auxiliadora, de São João Bosco, além de São Domingos Sávio. Uma das frases de Dom Bosco tornou-se o lema de sua vida: “O Senhor nos colocou neste mundo para os outros”.



Por sua escolha pessoal deixou o seminário para residir novamente em Bragança, na década de 1970. Atuou em diversos movimentos da Igreja, como Treinamento de Lideranças Cristãs (TLC), além das funções de catequista. Trabalhou no Sistema Educativo Radiofônico de Bragança e foi secretário pessoal de Dom Miguel Maria Giambelli (primeiro bispo diocesano de Bragança).



Casou-se em 1º de outubro de 1983 com minha tia Maria Evanilde de Quadros Rodrigues, na primeira Capela do Instituto Santa Teresinha, sob as bênçãos do então Padre Luís Ferrando (hoje Dom Luís Ferrando, segundo bispo diocesano de Bragança). Eu participei do seu matrimônio como pajem e recordo todos os detalhes daquele dia, especialmente de ir à frente de minha tia e seu irmão Gildo na capela do Colégio. Com tia Evanilde teve sua única filha, Ana Cristina de Quadros Rodrigues, Professora de Letras, atualmente Psicóloga e Mestre em Teologia. Casada com José Levítico Silva Santos, tem com ele o seu filho Pedro Arthur Rodrigues Santos, e Marcos José, que está no céu.


Foi nomeado para ser funcionário do SENAI – Centro de Educação Profissional de Bragança em 1986, na função de Caixa (Tesoureiro) e depois Diretor, função que ocupou por mais de duas décadas. No SENAI, tornou-se um exemplo de gestor e formador, tendo recebido vários prêmios pela unidade de Bragança e marcando gerações inteiras de jovens que pelo SENAI receberam além da formação profissional, a formação moral e cristã. Neste ponto, foi criticado por algumas pessoas, já que a escola tinha e tem um regime laico. Mesmo assim, continuou seu trabalho e por ele recebia constantes elogios de seus superiores pela condução desta escola. Ficou marcado em sua gestão os seus diários “bom dia” e “boa tarde” com a gravata, quando ele conversava com os alunos e os orientava, além dos tapetes de Corpus Christi e dos belos desfiles de 7 de setembro. Meu tio chegou a ser homenageado publicamente pelo garbo e pela elegância que o SENAI apresentava na avenida.


Mesmo com todos os seus afazeres profissionais, ele continuou catequista, para a área de Crisma de jovens e adultos e de Batismo para adultos. Ele foi ainda Vice-Coordenador e Coordenador da Festividade de Nossa Senhora de Nazaré (Círio de Bragança) e da Festividade do Glorioso São Benedito, onde atuou desde 1988 até os anos 2000. Tinha um apreço muito grande pela Semana Santa, onde ele e minha tia por muitos anos prepararam a Imagem de Nossa Senhora das Dores que sai na Procissão do Encontro de Sexta-Feira Santa e permanece na Catedral no Ofício de Nossa Senhora das Dores, no Sábado Santo.


Tio Benedito foi padrinho de casamento de meus pais Jocelino e Socorro em 1975, e de João Paes e minha mãe Socorro em 1995. Também foi padrinho de batismo de muitos dos seus sobrinhos, de sua sobrinha-neta Beatriz e de centenas de afilhados e afilhadas de Crisma, que têm por ele enorme admiração e respeito. É uma tarefa difícil tentar precisar o número desses afilhados.


Meu tio se aposentou do SENAI em 2008 ovacionado e passou a cuidar de seus afazeres mais domésticos, de parte de estruturar o Museu de Arte Sacra Nossa Senhora do Rosário, sob a administração do então Pároco Padre Gerenaldo Messias, e dedicou-se ainda mais à Igreja. Manifestou e recebeu da Diocese de Bragança do Pará a autorização para cursar as fases de formação do Diaconato Permanente, onde foi ordenado em 30 de dezembro de 2017, por Dom Jesus Maria Cizaurre Berdonces. Testemunhei com ele e sua família este dia, um dos dias mais felizes de sua vida.


Após se casarem, Ana Cristina e José Levítico tiveram Pedro Arthur, seu grande carinho e o chamego do vovô. Faleceu o seu segundo neto, Marcos José, em 25 de setembro de 2020, um dia triste para toda a nossa família. Com o seu neto, tio Benedito vivenciou uma outra vida, uma enorme alegria, sempre sorridente, feliz e satisfeito com esse presente.


Adoeceu com tia Evanilde em meados de dezembro, com COVID-19. Foram internados no Hospital Geral de Bragança, em 22 de dezembro. Ele mesmo comunicou isso a mim. Passou o Natal no hospital e da janela de seu quarto viu passar em carro aberto o Glorioso São Benedito de Bragança, acenando alegremente da janela do quarto, na tarde de 26 de dezembro. Eu vi isso acontecer. Pela piora de seu estado de saúde, meu tio foi transferido para o Hospital Adventista de Belém em 28 de dezembro, onde permaneceu sob os cuidados daquela equipe médica, entre estados de gravidade e de melhoras circunstanciais, mas com a fragilização de sua condição clínica.


Nestes últimos dias, seu estado clínico se agravou bastante. Diante dessa situação, meu tio Benedito faleceu na madrugada de 8 de janeiro de 2021, às 3h30min em seu leito na UTI do hospital.


A nossa família perde uma referência de homem, esposo, pai, cristão e um grande profissional. Eu não perco um tio, somente. Perco o meu maior amigo em minha família, o meu melhor confidente, o ombro mais largo, o mais carinhoso abraço, alguém que tinha um orgulho enorme de mim, para além do laço sanguíneo. Fica comigo tudo e com todos nós tudo o que ele me ensinou e me exemplou em todos os momentos. Suas memórias serão sempre parte de mim, em todos nós da sua maneira, em tudo o que eu fizer e onde for, pois carrego no meu nome parte do seu.


Esta doença ingrata levou meu tio, mas por ele nós ficaremos de pé, sempre serenos e tranquilos mesmo com tanta dor e sofrer. Cremos firmemente na Ressurreição e no reencontro em breve. Com a mesma força que lhe era peculiar, nós nos manteremos firmes e unidos junto ao amor de Deus e sob a proteção de Nossa Senhora, nosso auxílio e do Glorioso São Benedito, nosso intercessor querido.




Que Deus conforte a família do meu tio Benedito, sua esposa e minha Tia Evanilde, sua filha e minha prima Ana Cristina, seu neto Pedro Arthur e seu genro José Levítico. E em nome de todos da minha família, agradeço tantos e lindos testemunhos e demonstrações de afeto, condolências, amizade, carinho e conforto que nós recebemos nesta manhã.


Que o Senhor Deus nos abençoe e à Igreja Católica de Bragança nas mãos de nosso Bispo Diocesano Dom Jesus e de todo o Clero! Descanse em paz, Tio Benedito Lázaro! Guarde consigo o nosso amor para sempre, assim como nós faremos! Até breve!


Teu para sempre, Dário Benedito Rodrigues.

sábado, 11 de maio de 2019

Meu cão rottweiler Adam Smith faleceu em 11 de maio de 2019, às 20h49



Adam Smith – meu filho e meu melhor amigo de patas e pelos - fez parte de momentos importantes da minha vida em várias oportunidades e as pessoas de meu convívio podem testemunhar nosso carinho, conexão, companheirismo e amor.



Adam nasceu em Belém (PA) no dia 04 de outubro de 2011, no Dia de São Francisco de Assis e Dia Mundial dos Animais. Este cão foi um presente de meu irmão Jocelino Filho, que o trouxe para casa no dia 17 de janeiro de 2012. O nome Adam já havia sido dado e eu complementei com Smith, em homenagem ao famoso filósofo e economista escocês (Adam Smith, 1723-1790). Quando chegou, percebi algumas ranhuras de maus tratos, superados pela atenção e pelo amor incondicional que passei a dar a ele durante esse tempo todo.



Adam sempre viveu em casa, sempre dócil, muito amado e cuidado de maneira exemplar. Nunca fugiu, nunca agrediu nenhuma pessoa, nunca demonstrou sentimento de raiva por nada, só não gostava de barulho e manobras de skate. Não deixou nenhum descendente. Marcou a vida recente de minha casa e de meu convívio social, sempre com o seu carinho e com a sua presença. Seu latido não era somente um som grave e rouco, mas era a certeza da alegria, da proteção e do seu amor.




Tinha um senso de domínio sobre o seu território que me impressionava sempre e a todos ao meu redor, devido à proteção que deu durante os sete anos que viveu conosco. Ele era o dono do quintal, literalmente. Em algumas situações, é de se esperar que o cuidado e o carinho que se tem pelos animais recebam sérias e duras críticas, porém, ao cuidarmos de um cão, também estamos colaborando com a mãe Natureza, obra de Deus. Cães não amam com preconceitos, orgulho ou interesse, apenas amam, não calculam consequências para estarem com seus donos com lealdade e carinho.




Adam Smith fará parte dessa parte boa da minha história e da memória que guardarei para sempre.

O que houve?
Adam adoeceu algumas vezes, sendo muito bem tratado pela médica veterinária Marcielly Reis, que o amava também. Na manhã de hoje, 11 de maio, ele realizou um procedimento de retirada e cauterização de um hemogioma na região do olho esquerdo, retirada e cauterização de uns pólipos nos dois ouvidos e uma carne crescida na gengiva de um dente do lado esquerdo da boca, para evitar danos e doenças futuras.
Os hemagiomas são angiomas, tumores vasculares benignos causados pelo crescimento anormal de vasos sanguíneos. E nós realizamos de maneira responsável e cuidadosa todos os detalhes do procedimento, exames laboratoriais, pesagem, aplicação correta de todos os medicamentos e com bastante responsabilidade, atenção e cuidado da veterinária.


Eu acompanhei todo o procedimento, com meu amigo e compadre Alef Brito. Em seguida, Adam Smith foi acordando normalmente, mesmo tonto da sedação e anestesia que recebeu e que foi em dose bem abaixo do seu peso e do seu tamanho. Não demonstrou nenhuma agonia ou espasmos. Tudo estava muito tranquilo. Mas, por volta de 20h30 ele começou a ter uma súbita queda de pressão, e sua respiração ficou bastante ofegante. Depois ele pareceu desfalecer. E às 20h49, de forma muito serena, seu coração parou junto com a sua respiração. Tentamos reanimá-lo, mas sem sucesso. Estava ao lado dele o tempo todo e sua veterinária também.
Agradeço imensamente o trabalho da médica veterinária Marcielly Reis, além dos amigos meus e do Adam, em especial à minha mãe Socorro Rodrigues, meus amigos Neto Pereira, Rosalinda, Keyla Alessandra, Ryan Afonso, Alef Brito, Thiago Oliveira, Ítalo Costa, Higo Tadeu e Rafael, que de alguma forma se envolveram com todo esse processo prestando seu valoroso apoio e pesar durante esses anos todos. Agradeço também aos proprietários de pet shops que sempre cuidaram do meu cão, banhando-o, consultando-o e lhe dando todo carinho com responsabilidade e muita presteza.


A tristeza que fica se deve à saudade que sentirei e à memória que guardarei a partir de hoje, por isso faço esse agradecimento a quem ajudou meu Adam. Seu corpo foi enterrado às 22h49 quintal, em local marcado. Fica em meu coração essa enorme saudade, junto à mensagem do escritor mineiro Guimarães Rosa para reflexão: "Se todo animal inspira ternura, o que houve, então, com os homens?"
Assim, agradeço a todos que amaram Adam Smith durante essa vida. Muito obrigado e que Deus sempre os favoreça.

Origem da raça

Sabe-se que a raça origina-se da Roma antiga onde desempenhava a função de boiadeiro de tribos indígenas. Os cães foram usados para conduzir o gado, que serviria de alimento aos soldados, durante a expedição de conquista do exército romano a um local chamado “Araé Flaviae”, que corresponde a uma região do sul da Alemanha, aproximadamente em 74 d.C.
Nesta ocasião também se teria descoberto as qualidades de guarda, pois a eles era acumulada a tarefa de vigiar os suprimentos durante a noite. Cerca de 260 d.C., os swabianos desalojaram os romanos da cidade, tomando conhecimento da raça e mantendo a utilização dos cães boiadeiros. Descobriu-se também, antecessores do rottweiler nos séculos III e IV como companheiro e protetor do homem. Em torno de 700 d.C. o duque local construiu uma igreja cristã no local de uma antiga instância termal romana. Em escavações recentes foram encontradas telhas, em terracota vermelha, típicas das antigas vilas Romanas. Para diferenciar de outras cidades, os arqueólogos denominaram o local de “Das Rote Wil” (A Telha Vermelha), denominação essa que é conhecida como sendo a origem da atual rottweil.
A cidade de Rottweil, no estado de Wurttemberg, ao sul da Alemanha, era o local onde Metzgerhund (cão de açougueiro), como era conhecido, aparecia com maior frequência. A hegemonia de Rottweil como um centro de cultura e comércio consolidou-se em meados do século XII. Os descendentes dos cães pastores romanos trabalharam no auxílio do comércio de gado até meados do século XIX, quando a utilização de cães para conduzir gado tornou-se fora da lei. Nessa época, as tarefas do Metzgerhund mudaram para cão de tração, tendo sido utilizado como tal até ser substituído pelo jumento quando surgiram as rodovias.
Era conhecido, então, como cão de açougueiro de Rottweil, mais tarde, abreviando, foi chamado “o cão de Rottweil” como é conhecido até hoje. Em alemão: rottweiler. Esses cães pertenciam a classes trabalhadoras que tinham grande dificuldades para alimentá-los. Como sua função havia sido severamente reduzida e ele era grande demais para ser usado como cão de companhia, a raça começou a passar por grandes dificuldades. O número de rottweilers declinou tão radicalmente que em 1892 a exposição de Heilbronn, na Alemanha, registrou somente um pobre exemplar da criação presente. Os anais da Cinologia não fazem referência da criação até 1901 quando foi formado o Leonberger Klub que teve vida curta, porém notável, pois pela primeira vez foi descrito o rottweiler em forma de padrão de raça. Nessa época foram iniciados os primeiros movimentos para sua utilização no serviço policial.
Graças a sua prodigiosa inteligência, caráter firme, temperamento forte e coragem frente ao perigo, além das qualidades físicas, se tornou um dos cães ideais para tal serviço. Em 14 de agosto de 1921 foi fundado o Algemelner Deutscher Rottweiler Klub e.V. (ADRK). Finalmente, em 1924, o ADRK publicou o primeiro Zuchtbuch (Stud Book) da raça.

Informações adicionais: por Daniella Freire, do canil Berg Donner. http://www.saudeanimal.com.br/artigo85.htm