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sábado, 31 de dezembro de 2022

Minha imagem de 2022 - o Doutorado


De tantas imagens que guardei registradas ou que recordarei na memória, escolhi uma para retratar as coisas que marcaram minha vida em 2022: a da defesa da minha tese de Doutorado em História. Eu estava anotando pontos da defesa e arguição, debruçado diante de tudo o que consegui. E minha querida Juliana fez esse registro.

Explico. A continuação de meus estudos seguiu na Universidade Federal do Pará, instituição onde cursei a Graduação e o Mestrado, e onde atuo como professor. Isso é motivo de enorme orgulho, de alegria e de confiança na universidade pública e nesta em especial, a maior e melhor do Norte do Brasil. O Programa de Pós-Graduação em História Social da Amazônia é um reflexo da excelência de nossa instituição.

Prossigo. A tese foi concluída no dia 22 de março, dia do aniversário de 4 anos de Elena Maria, minha sobrinha-neta. A finalização e o esforço da escrita da tese e o tempo até a sua defesa coincidiram com o adoecimento de meu irmão, quando vivemos e superamos momentos bem difíceis em família.

Essa imagem traduz um pouco do que vivi naquele 6 de junho e que nunca mais esquecerei. Na banca composta estava um pouco da minha trajetória e carreira profissional: meu orientador de doutoramento, Prof. Fernando Arthur Neves (o querido Lobinho), amigo tão especial foi também o patrono de minha turma de Graduação, a História 1997 (então todos os meus amigos estavam de certa forma comigo); meu orientador de Graduação, Prof. Aldrin Figueiredo, um amigo querido e grande exemplo de profissional da História; minha orientadora de Mestrado, Prof.ª Edilza Fontes, amiga querida e grande colaboradora do profissional que me tornei; minha ex-professora e hoje colega de trabalho na Faculdade de História, Prof.ª Roseane Pinto, que divide comigo muitas lutas na/pela História; e o Prof. Douglas Conceição, da UEPA, uma grande conquista, um presente e um enorme privilégio de ter sido por ele avaliado (ah… ele nasceu num 26 de dezembro, dia de São Benedito em Bragança).

Foi um percurso cumprido com esforço, com luta, com resiliência e com disciplina. E deu certo, apesar de tudo. E o neto de dona Joana Dolores (para quem dediquei toda a tese) agora é seu neto Doutor, não pelo título, mas pelo presente a dar a ela em vida, pois foi impedida de estudar quando jovem, por uma tal madrinha “professora”.

Sou grato a Deus, à minha mãe Socorro Rodrigues, a meus familiares e a meus amigos por compartilharem desse caminho junto comigo, cada um de seu jeito e com sua colaboração (seus nomes estão nos agradecimentos da tese). E ao Glorioso São Benedito, tão querido diante de Deus, por sua intercessão valiosa em todos os momentos.

E debruço-me então diante da História, na posição de aprendiz. E que venham novas histórias a construir e viver.

Prof. Dário Benedito Rodrigues, historiador

sábado, 24 de agosto de 2019

Curso regular de História da UFPA Campus de Bragança: 10 anos (2009–2019)

Hoje recordo com muito orgulho dos 10 anos de funcionamento regular do Curso de História do Campus Universitário de Bragança.

Sua implantação se deve ao Programa REUNI – Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais, criado pelo Decreto Presidencial n.º 6.096, de 24 de abril de 2007, que integrou a plataforma de ações do Governo Federal, através do Ministério da Educação, com o objetivo de dar condições às instituições federais para a expansão e acesso à Educação Superior.


Com a ampliação do acesso da população às universidades, houve melhor aproveitamento da estrutura física e construção de novos espaços, aumento do contingente de servidores (docentes e técnicos) além da preocupação com a garantia de permanência da demanda discente nos cursos de graduação.

As instituições federais que aderiram ao programa receberam recursos do Ministério da Educação para cumprirem seus planos de reestruturação e expansão. Só no primeiro ano foram investidos 415 milhões de reais, para a construção de prédios, melhoria da infraestrutura física, aquisição de bens e para despesas de custeio e pessoal que constavam nos planos de cada instituição.

Com a aprovação do curso regular de História, através do Projeto REUNI, foram liberadas 10 vagas para a contratação de docentes efetivos e início efetivo da oferta do curso, visando sua consolidação e expansão.

Em Bragança, a UFPA já havia ofertado o curso de graduação em História nos anos de 1987, 1990, 1997 e 2004, em regime intensivo, flexibilizado a partir de Belém. Só em 2009 a demanda do regime extensivo e a primeira turma regular reuniu, além da demanda social, diversos discentes que já atuavam na Educação Pública das redes municipal e estadual de Bragança, Augusto Corrêa, Tracuateua e de outros municípios. As aulas iniciaram exatamente no dia 24 de agosto de 2009, uma segunda-fera, no Campus de Bragança.


A primeira turma regular do curso de História de 2009 era formada por 40 aprovados no Processo Seletivo Especial 2009-2 da UFPA. Dos aprovados, 36 discentes cursaram disciplinas e frequentaram as aulas. E destes 36 discentes, 27 concluíram o curso, 07 evadiram ou mudaram de campus e 02 discentes faleceram. Foram esses os alunos pioneiros do Curso de História regular:
Alessandra Brito Alves
Alessandra Patrícia Silva de Oliveira
Alex da Costa Ribeiro
Ana Clara do Rosário Ramos Favacho
Ana Lúcia Brito Costa Oliveira
Brenda Patrícia Palheta Ferreira
Bruno Rafael Andrade dos Reis (in memoriam)
Carlos Fernando Gonçalves
Célio Oliveira Garcia
Edilene Sousa da Conceição
Elielma Aviz da Luz
Elton Augusto Silva de Araújo
Emerson Luiz Tavares França
Ewerton Munis Barbosa
Francisco Dênis Souza Gomes
Gerfisom Sena da Silva
Gleyson Carlos Santiago Moraes
Jadailson Fernandes Monteiro
Johny Sales da Silva
Jorge Cleiton Santiago Tavares
José Claudemir Lima de Moura
Josiel da Luz Silva
Juliana de Kássia de Oliveira Angelim
Júlio di Paula Matos de Sousa
Klewersom Lima da Silva
Leiliane Tavares dos Santos
Lidenilson Sousa da Silva
Maíla do Socorro Ramos de Mescouto
Marcelle Barros Matos
Márcio Sousa da Silva
Maria Cláudia Sousa Araújo
Maria do Socorro Santana Ferreira
Mariano Rocha de Oliveira Neto
Raimunda Auxiliadora Santiago da Costa
Robson Ferreira Monteiro
Rosana Brito da Cruz
Tereza Cristina Evangelista Santos
Vera Lúcia Lobo da Costa
Wellington Araújo Oliveira (in memoriam)
Wladimir Macêdo Rodrigues



Os primeiros docentes do curso foram o Prof. Dário Benedito Rodrigues (egresso da turma de 1997), a Prof.ª Roseane Pinto e o Prof. Thiago Porto. A primeira disciplina do Curso de História foi História da Arte, com a Prof.ª Alessandra Conde (da Faculdade de Letras, da UFPA Bragança). As disciplinas foram distribuídas em dois períodos no 4º semestre letivo do ano de 2009, noturno. A primeira parte ficou de 24 de agosto a 03 de outubro e a segunda parte de 03 de novembro a 30 de dezembro de 2009.


As primeiras disciplinas, pela ordem de oferta foram História da Arte (optativa), Antropologia Cultural, Seminários de História e Educação (na primeira parte) e História Antiga e Teoria da História I (na segunda parte).


No início de 2010, foram contratados os docentes Prof. Adilson Brito (hoje em Ananindeua), Prof.ª Eliane Soares, Prof. Ipojucan Campos (hoje em Belém), Prof.ª Roberta Silva (hoje na Faculdade de Educação) e Prof. Luiz Cláudio Machado. Com os que ficaram, atualmente, o corpo docente é formado também pela Prof.ª Magda Costa, Prof.ª Vanderlúcia Ponte, Prof. Érico Muniz e Prof. Augusto Leal.

Como docentes substitutos já passaram pelo curso Prof. Bernard Arthur Silva, Prof. Klayton Campelo (egresso da turma de 1997), Prof. Helder Lima e Prof. Neles Maia (egresso da turma de 2011). Hoje, o curso conta com os docentes substitutos Prof. Filipe Soares, Prof.ª Marciléia Wanzeler e Prof. João Victor Furtado (egresso da turma de 2013), além de tantos outros docentes externos e docentes colaboradores das demais faculdades do Campus de Bragança.

A secretaria do curso é exercida pelo Técnico-Admistrativo Bruno Silveira. No decorrer desse tempo, atuaram no curso a Técnica-Administrativa Layd Sodré e a servidora municipal Prof.ª Ana Maria Costa, além de alguns bolsistas como Klewerson Lima e Benedito Emílio Ribeiro. Alguns servidores lotados em outros cursos colaboraram de forma direta com os trabalhos do curso e da faculdade, sendo Prof. Rubenilson Brito (da Faculdade de Educação) e Prof. Paulo Oeiras (que atuou desde o início, sendo à época da Faculdade de Letras).

Exerceram a gestão do curso em 2009 os três primeiros docentes, Prof.ª Roseane Pinto, Prof. Dário Benedito Rodrigues e Prof. Thiago Porto. E desde quando foi criada a Faculdade em 2010 os seguintes professores exerceram a sua gestão, sendo Prof.ª Roberta Silva (em 2010), Prof. Thiago Porto (2011), Prof. Dário Benedito Rodrigues (2012-2015) e Prof.ª Roseane Pinto (2016-2019).

Nesses 10 anos, a Faculdade de História de Bragança ofertou turmas de graduação em História nos anos de 2010 (vespertino), 2011 (noturno), 2012 (intensivo) em Bragança e Capanema, 2013 (noturno), 2014 (vespertino), 2015 (noturno), 2017 em Bragança (vespertino) e em Capanema (intensivo), 2018 (noturno) e 2019 (vespertino).






Devo agradecer e homenagear a todos os discentes, pais de alunos, cônjuges, filhos e filhas, familiares, colegas de trabalhos, coordenadores e vice-coordenadores do Campus de Bragança e reitores da UFPA pela colaboração efetiva com a trajetória deste curso que é motivo de orgulho para tantos.

E apelo para que lutemos todos juntos pela Educação Pública, em todos os níveis e de todos os nossos lugares. Todos os sonhos são possíveis! E nosso curso é testemunha disso, por todo o impacto positivo na Educação proporcionado pela formação de professores e de pesquisadores, por tantos trabalhos já apresentados que ajudaram a reler e construir histórias de tantos lugares, sujeitos e fatos, pelas boas parcerias com várias instituições, pela contribuição a Bragança e pela luta constante na/pela/com a História.

Comemoro e compartilho esta postagem com todos os meus queridos amigos e amigas, para celebrar esta conquista pública de nossa Universidade e da nossa Faculdade e para marcar mais de 1 milhão de acessos ao meu blog.

Obrigado a todos que fazem parte desta História! Um grande abraço!

Prof. Dário Benedito Rodrigues
Fotos: Acervo da Turma de 2009 e Acervo pessoal.

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

LUTO, em memória do Prof. Horacio Schneider (*15.05.1948, +27.09.2018)

Horacio Schneider é uma pessoa do tempo, que hoje se imortalizou na memória por tudo o que fez e pelo legado que deixa à ciência e à humanidade. Na madrugada desta quinta-feira, dia 27 de setembro, em Fortaleza, o Prof. Horacio descansou após uma brava luta por sua saúde.

Prof. Horacio Schneider na UFPA. Fonte: Alexandre de Moraes

Neste dia de sua partida, retomo as muitas memórias vividas desde a Graduação em História na UFPA Bragança, quando naquela oportunidade travamos lutas pela Universidade e conquistamos, além da amizade, respeito e parceria com ele, as muitas vitórias ao Campus de Bragança, mesmo estando em lados diferentes pelos contextos da época. Imortal pela obra científica, o Prof. Horacio Schneider será inesquecível por tantas qualidades, méritos e pela fidelidade de sua amizade.
Boa parte da história do nosso Campus Universitário de Bragança (UFPA) em muito se confunde com a trajetória do grupo de pesquisa que ele consolidou na região. Ele esteve em Bragança quando da instalação do então Núcleo Universitário, em 1987, na função de Pró-Reitor de Planejamento na gestão do Reitor Prof. Seixas Lourenço. E em 1998, quando assumiu, em meio a uma crise institucional a Coordenação do Campus e em seguida a fundação do Instituto de Estudos Costeiros (IECOS) e o nascimento da Pós-Graduação no interior. E daí, a memória de tudo que foi construído teve uma marca de sua liderança, gestão e de tantos pormenores, vitórias, conquistas, zelo, carinho e presença em muitos momentos. Por tudo isso, recebeu o título de Cidadão Bragantino, da Câmara Municipal de Bragança.

Prof. Horacio Schneider na instalação da UFPA em Bragança. Fonte: Acervo pessoal

Pessoalmente, devo muito ao Prof. Horacio pela ajuda administrativa inconteste à gestão da Faculdade de História (2012-2016) e pelo apoio aos nossos projetos dos mais variados tipos e alcances, sempre atencioso, solícito e ajudando a compreender contextos e lutar pelo melhor. Sua carreira acadêmica é um exemplo para muitos de nós, professores e todas as homenagens e reconhecimentos por ele recebidas são partes desse legado. Sua luta em defesa da democracia no Brasil e pela pesquisa científica também serão marcas e lições que nos deixa Horacio Schneider.

Com Prof. Horacio Schneider e Prof.ª Iracilda Sampaio em evento na UFPA. Fonte: Acervo pessoal

As saudades serão sentidas por essa passagem brilhante pela vida, por seu carinho aos amigos, por sua responsabilidade e até mesmo por seu afastamento que permitiu que outros líderes acadêmico-científicos pudessem ser formados. Em todos os momentos, ele esteve presente! E Bragança será sempre muito agradecida a tudo o que ele desenvolveu. A Prefeitura Municipal de Bragança, em reconhecimento à sua inconteste contribuição à Ciência e à Educação em nossa cidade, decretou luto oficial em memória do Prof. Horacio Schneider.

Prof. Horacio Schneider no Campus de Bragança. Fonte: Horacio Schneider/Iracilda Sampaio

Em nome do Campus de Bragança, prestei uma humilde homenagem pública na cerimônia em que ele assumiu interinamente a Reitoria da Universidade Federal do Pará, em 2016, no Centro de Eventos Benedito Nunes, quando ao som da rabeca de Bragança executada por nosso discente Gênesis Santos, declamei Canção de Amor Puro a Bragança (de Jorge Ramos, maio/1952). Prof. Horacio será, como diz o poema, uma árvore desta terra para sempre, pois como disse a ele

“Ser árvore desta terra é o meu maior destino
ficar nela sentindo que dela tudo virá:
a seiva clorofiliana que me circula nas veias
o Amor, que constrói e dignifica,
a União, que eleva e anima
e a Paz, que consola e faz sonhar”.

Hoje, rezo por ele com minha mãe Socorro Rodrigues, agradecido por tanto que fez e muito consternados externamos sinceras condolências à sua família enlutada (esposa Iracilda Sampaio, filhos e netos) e à comunidade acadêmica que perde um grande pesquisador, educador e cidadão.

Com o Prof. Horacio Schneider na Vice-Reitoria da UFPA. Fonte: Alexandre de Moraes

Ele fará agora parte da nossa memória, onde já estão muitos dos nossos queridos. Obrigado por tudo, meu querido amigo Prof. Horacio Schneider.
Descanse em paz!

Prof. Dário Benedito Rodrigues e Socorro Rodrigues

Resumo da trajetória acadêmica de Horacio Schneider: Prof. Horacio Schneider nasceu em 15 de maio de 1948 na cidade de São Paulo (SP). Graduou-se em Licenciatura em Ciências Biológicas pela UFPA em 1974. Em 1976 concluiu o Mestrado e Doutorado na UFRGS sob orientação do Dr. Francisco Mauro Salzano. Em 1990 realizou estágio de pós-doutoramento na Universidade de Stanford sob orientação do Dr. L. Cavalli-Sforza. Coordenou convênio de cooperação internacional CNPq-Fundação Nacional de Ciências (NSF-USA) com Dr. Morris Goodman da Universidade Estadual de Wayne (WSU-Detroit, Mi, USA). Realizou três visitas a WSU de três, cinco e seis meses, durante o biênio 1992-1993.
Foi bolsista do CNPq durante a Iniciação Científica, Mestrado e Doutorado. Realizou estágio sênior com bolsa do CNPQ no período de janeiro-julho de 2005 na Universidade de Nebraska (Lincoln, NE, USA). Foi chefe do Departamento de Genética em vários períodos; foi pró-reitor de Planejamento e Desenvolvimento da UFPA no biênio 1985-1987; vice-coordenador do Núcleo de Meio Ambiente da UFPA 1992-1993; coordenador do Campus de Bragança de 1998 a 2000; primeiro Diretor do Instituto de Estudos Costeiros do Campos de Braganca-UFPA (2008-2009).
Foi Bolsista Pesquisador nível 1B do CNPq. Professor Associado nível IV do Instituto de Estudos Costeiros do Campus de Bragança da UFPA. Vice-Reitor da UFPA (2009-2017). Foi também coordenador do Programa Instituto do Milênio do MCT/PADCT/CNPq Núcleo de Estudos Costeiros, sediado em Bragança (PA) de 2002 a 2005 e coordenador do convênio de cooperação internacional Brasil x Alemanha, chamado MADAM (2000-2005).
Foi membro do conselho da SBPC de 1982 a 1989, tesoureiro da Sociedade Brasileira de Genética de 1988 a 1990, presidente da Sociedade Brasileira de Primatologia (1991-94. presidente da Sociedade Brasileira de Genética (2000-2002; 2006-2008), vice-presidente da Sociedade Brasileira de Genética (2002-2004). Foi sócio titular de várias sociedades científicas brasileiras: Sociedade Brasileira de Genética, SBPC, Sociedade Brasileira de Primatologia, Sociedade Internacional de Primatologia (IPS), Sociedade Latina Americana de Primatologia e Sociedade Americana para o Avanço da Ciência.
Foi membro da CORPAM, na qualidade de representante dos pesquisadores com notório saber sobre a Amazônia, e representante da comunidade científica Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA). Foi membro titular do conselho do PRONABIO e suplente do conselho da BIOAMAZÔNIA. Foi membro do comitê assessor do CNPq da área de Genética no período 2003-2006. Foi indicado pelo Ministro de Ciência e Tecnologia para a vice-presidência da CTNBio em dezembro de 2005. Foi indicado pelo MCTI membro do Comitê Gestor do Programa PROSUL em 2012.
Em 2002 foi eleito membro titular da Academia Brasileira De Ciências, tendo sido no mesmo ano agraciado com a Comenda da Ordem do Mérito Científico Nacional. Em 2010 foi promovido a classe de Grã-Cruz da Ordem do Mérito Científico Nacional. Foi orientador dos cursos de Pós-Graduação em Genética e Biologia Molecular e Biologia Ambiental da Universidade Federal do Pará (UFPA), e do de Zoologia do Museu Paraense Emilio Goeldi (MPEG), tendo orientado dezenas de dissertações de Mestrado e teses de Doutorado.
Atualmente era orientador de quatro teses de Doutorado e três dissertações de Mestrado. Publicou cerca de 120 artigos científicos em revistas de circulação nacional e internacional, oito capítulos de livros e três livros sobre Métodos de Análise Filogenética. Publicou mais de 150 resumos em encontros nacionais, vários em encontros internacionais, participou de quase uma dezena de simpósios nacionais e internacionais, proferiu conferências como convidado na Wayne State University (Detroit, Michigan, EUA); Smithsonian Institute (Washington, EUA), Regional Primate Center da Wisconsin University, (Madison, Wi, EUA), University of Texas (Houston), NYCEP (NY) Nebraska, Lincoln. ZMT-Alemanha, entre outros. Sua área de pesquisa principal está ligada à Evolução de Vertebrados em Geral e dos Primatas e Genética de populações animais.
Seu mais recente trabalho foi a publicação da nova edição do livro “Métodos de Análise Filogenética”, deste ano, pela Chiado Editora.

Prof. Horacio Schneider na posse da Direção do IECOS Bragança, em 2018. Fonte: Acervo pessoal

Nota da Reitoria da Universidade Federal do Pará: A Reitoria da Universidade Federal do Pará comunica, com enorme tristeza, o falecimento do Professor Horacio Schneider, ocorrido hoje, 27/09, em Fortaleza. O velório será realizado a partir das 9h de amanhã, sexta-feira, 28/09, no Memorial Max Domini (Av. José Bonifácio, 1550). Uma das mais expressivas lideranças acadêmicas e científicas da Amazônia e do país, o Professor Horacio Schneider exerceu diversas funções na UFPA, incluindo as de Reitor em exercício, Vice-Reitor, Pró-Reitor de Planejamento e Diretor do Instituto de Estudos Costeiros do Campus de Bragança, sempre acumulando o respeito e o carinho de toda a comunidade. Na atual gestão, exerceu a função de Pró-Reitor de Relações Internacionais e colaborou com diversos projetos estruturantes para a UFPA. Formou várias gerações de pesquisadores e contribuiu para a nucleação de novos grupos de pesquisa em instituições da Amazônia. Foi laureado com a Comenda Grã-Cruz da Ordem do Mérito Científico nacional. Presidiu a Sociedade Brasileira de Genética e a Sociedade Brasileira de Primatologia. Integrou o Comitê Assessor da Área de Ciências Biológicas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Bolsista de Produticidade 1B do CNPq e Professor Titular do Instituto de Estudos Costeiros do Campus de Bragança da UFPA, o Prof. Horacio Schneider deixa um legado ético e intelectual de valor inestimável, que certamente inspirará as gerações futuras de pesquisadores amazônidas. A Reitoria da UFPA manifesta profundo pesar e a sua solidariedade aos familiares e aos amigos do Prof. Horacio Schneider. Determina, ainda, o luto oficial de três dias na instituição.

Notícia no site da UFPA sobre Horacio Schneider

Última selfie com Prof. Horacio Schneider e docentes da UFPA Bragança, em 2018. Fonte: Acervo pessoal

Portaria do Campus Universitário de Bragança em luto por Horacio Schneider

Portaria do Campus de Bragança em luto pelo Prof. Horacio Schneider. Fonte: Campus de Bragança

Entrevista do Prof. Horacio Schneider ao Projeto Universidade Multicampi, pelos 25 anos de Interiorização da UFPA, coordenado pela Prof.ª Edilza Fontes, em 2011.

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Parte 7

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quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Sessão Especial da Câmara de Bragança (PA) homenageou os 60 anos da UFPA e 30 anos do Campus de Bragança

A Câmara Municipal de Bragança reuniu-se na manhã de hoje em Sessão Especial para homenagear o 60 anos da UFPA e os 30 anos do Campus de Bragança, em requerimento proposto pelo Vereador Elder Silva, também servidor da UFPA.

A Comunidade Acadêmica esteve presente, representada por docentes, discentes, técnicos e convidados que participaram deste momento solene. Presentes ainda estavam a Prof.ª Rosa Helena Oliveira, ex-Coordenadora do Campus de Bragança, a Prof.ª Iracilda Sampaio, Diretora de Pós-Graduação da UFPA e dirigentes de diversas faculdades.

Abriu os pronunciamentos o vereador Elder Silva, que destacou o papel institucional da UFPA e do Campus de Bragança. Em seguida, o Prof. Dário Benedito Rodrigues (da Faculdade de História) fez uma apresentação contando parte da memória da instituição, da Interiorização da universidade e da constituição do Campus de Bragança, destacando os agentes responsáveis por essa iniciativa e homenageando diversas personalidades que fizeram parte da UFPA Bragança em seus 30 anos.

Imagem 1: Mesa da Sessão Especial de Homenagem à UFPA e ao Campus de Bragança

Usou da palavra o Sr. João Nazareno Mota, filho do ex-prefeito João Mota (in memoriam), grande incentivador do programa de Interiorização que levou à instalação do Campus na cidade, agradecendo o destaque ao trabalho político de seu pai na implantação do Campus de Bragança.

Representando os discentes, falou a aluna Luana Caroline Gomes (Curso de História) que destacou a responsabilidade dos alunos no zelo pelo ensino superior e pela qualidade das ações acadêmicas na UFPA em Bragança. Neste momento, os discentes Paulo Nilber Ribeiro, Julianna Vieira e Árila Costa apresentaram aos presentes uma maquete réplica do Campus de Bragança demonstrando o crescimento da unidade nessas três décadas e fruto de um trabalho acadêmico de extensão.

Pelos servidores técnico-administrativos, falou o técnico Eraldo Melo, que abordou a trajetória de tantos ex-alunos, atuais servidores nas lutas pelo ensino superior no interior do Estado.

Usou da palavra ainda o Prof. Pedro Chira (IECOS Bragança) que fez referência ao processo de consolidação da instituição em Bragança e na região, enfatizando todos os que ajudaram na consolidação do Campus de Bragança.

O Prof. Sebastião Rodrigues, Coordenador do Campus de Bragança fez um discurso emocionado, abordando a sua trajetória e a de tantos estudantes do interior em busca de qualidade de vida a partir da Educação, ressaltando os momentos históricos do Campus em 30 anos de atividades na região.

Em seguida, o Prof. Horacio Schneider, Pró-Reitor de Relações Internacionais e docente do Campus de Bragança, falou da importância da trajetória da unidade no desenvolvimento de tantas ações importantes que fizeram a diferença na região, em pesquisa e na formação de professores, destacando a memória do Campus desde 1987 quando foi instalado na gestão do reitor Seixas Lourenço.

O Magnífico Reitor, Prof. Emmanuel Tourinho, encerrou os pronunciamentos dos membros da mesa, abordando a valorização do conhecimento nos tempos atuais, o papel transformador do ensino superior na sociedade e a perspectiva promissora da Educação quando se valoriza o papel do conhecimento como fator de mudança social. O Reitor entregou uma placa de honra ao mérito aos filhos do ex-prefeito João Mota, João Nazareno e Paulo Jorge da Mota.

Imagem 2: Pronunciamento do Reitor, Prof. Emmanuel Tourinho

Usaram ainda da palavra os vereadores Gleidson Miranda (ex-aluno da UFPA Bragança), Rivaldo Miranda e Renato Oliveira, que prestaram homenagem à UFPA e ao Campus de Bragança. E encerrando os trabalhos, a vereadora Irene Farias destacou a importância do Campus na cidade de Bragaça, agradecendo a oportunidade de celebrar junto esta data tão importante para a comunidade acadêmica.

No hall do prédio da Câmara, os discentes formandos do Curso de História apresentaram parte da exposição UFPA em Bragança 30 anos: Histórias e Memórias, com fotos, notícias e fontes da história institucional.

Imagem 3: Reitor e Dirigentes do Campus de Bragança

Imagem 4: Selfie com os participantes da Sessão Especial

Imagem 5: Com minha mãe Socorro Rodrigues, Prof. Emmanuel Tourinho e Prof. Horacio Schneider

Texto e Fotos: Campus UFPA Bragança

quinta-feira, 8 de junho de 2017

I Semana Nacional de Arquivos - Bragança, 07 e 08 de junho de 2017

 
A Faculdade de História do Campus Universitário de Bragança (UFPA) promoveu nos dias 7 e 8 de junho de 2017 um concorrido evento acadêmico relacionado à I Semana Nacional de Arquivos, abordando o Arquivo do Poder Judiciário (Fórum de Bragança) e o Arquivo da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), com o lançamento do documentário “Les Tembé, citoyens brésiliens de la forêt”. A programação aconteceu no Salão do Júri do Fórum de Bragança e contou com a participação de diversas autoridades.



Fotos: Público presente e mesa de abertura da I Semana Nacional de Arquivos, no Salão do Júri do Fórum de Bragança. Fonte: Acervo pessoal (2017)
  
O evento fez parte de uma ampla programação promovida pelo Arquivo Nacional e Fundação Casa Rui Barbosa e em Bragança buscou dar visibilidade às atividades desenvolvidas pelo Projeto de Extensão “Preservação documental e organização do acervo do Fórum de Bragança”, bem como das demais atividades do recém-fundado Grupo de Estudos Interculturais Pará-Maranhão (GEIPAM), no que se refere ao trato da documentação do acervo do Museu do Índio (da FUNAI) relativo ao período de existência do Serviço de Proteção ao Índio (SPI) – a primeira agência estatal a tratar da questão indígena no país – e que hoje compõe o conjunto de documentos do Laboratório de História da faculdade em Bragança.
Durante a programação foram assinados dois termos de cooperação técnica: o primeiro entre Universidade Federal do Pará (Campus de Bragança) e o Tribunal de Justiça do Estado do Pará, que oficializou os trabalhos de preservação e salvaguarda da documentação judiciária do arquivo do Fórum de Bragança pela Fculdade de História; o segundo entre Universidade Federal do Pará (Campus de Bragança) e a Fundação Nacional do Índio, que oficializou o trabalho desenvolvido pelo GEIPAM em relação à documentação do Museu do Índio, já em andamento no Laboratório de História de Bragança.



Fotos: Dr.ª Danielly Abreu, Juíza Diretora do Fórum de Bragança e o líder Piná Tembé assinando os convênios com a UFPA, representada pelo  Prof. Nelson Júnior, Pró-Reitor de Extensão. Fonte: Acervo pessoal (2017)

Durante o evento, foi lançado o documentário “Les Tembé”, produzido pela Rataf Association (França) em parceria com a UFPA, Campus de Bragança e Faculdade de História, que aborda aspectos do cotidiano dos Tembé, povo indígena que habita a região do Guamá e Gurupi, no Nordeste do Pará.
Estiveram no evento diversas autoridades, entre elas o Prof. Nelson Souza Júnior, Pró-Reitor de Extensão da UFPA que representou o Reitor da instituição, Prof. Emmanuel Tourinho; o Prof. Edmar Tavares, Pró-Reitor de Ensino de Graduação; a Dr.ª Danielly de Lima Abreu, Juíza Diretora do Fórum de Bragança, a Sra. Pollyna Pires, Diretora do Departamento de Documentação e Informação do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, representando a instituição; o Prof. Sérgio Moraes, Diretor do Núcleo de Meio Ambiente da UFPA; o Prof. Sebastião Rodrigues, Coordenador do Campus Universitário de Bragança; o Prof. Luís Augusto Soares, Secretário Municipal de Educação, a Prof.ª Janice Muriel Cunha, Assessora da PROEG/UFPA; a Prof.ª Edileuza Piletti, representando o Instituto Federal de Educação (IFPA) Bragança; o Prof. Phillipe Plas, representando a Universidade de Paris XIII (França), o Sr. Piná Tembé, liderança do Povo Tembé e o vereador Cláudio Soares Cruz.




Fotos: Autoridades presentes ao evento e Prof. Nelson Júnior, Pró-Reitor de Extensão (representando o Reitor da UFPA), Prof. Edmar Tavares, Pró-Reitor de Ensino de Graduação e Prof.ª Janice Cunha, Assessora da PROEG/UFPA com indígena Tembé. Fonte: Acervo pessoal (2017)

Coordenando o evento, a Prof.ª Maria Roseane Pinto, Diretora da Faculdade de História e as coordenadoras dos projetos apresentados Prof.ª Magda Costa e Prof.ª Vanderlúcia Ponte. Participaram ainda os docentes da FAHIST, Prof. Dário Benedito Rodrigues, Vice-Diretor da faculdade, Prof. Érico Muniz, Prof. Bruno Pinheiro, Prof.ª Roberta Alexandrina Silva, Técnico Bruno Silveira, Secretário da faculdade, discentes do Curso de História de Bragança além de um grande número de indígenas do Povo Tembé.
O Prof. Nelson Souza Júnior, que representou o Reitor da UFPA, destacou a importância do evento e do trabalho desenvolvido pela Faculdade de História de Bragança, como um marco histórico da presença da universidade na região. A Prof.ª Roseane Pinto, Diretora da Faculdade de História, destacou a relevância da Semana Nacional de Arquivos, através do evento local, pela visibilidade dos projetos em desenvolvimento na faculdade, pelo papel institucional da UFPA, do Tribunal de Justiça do Pará e da FUNAI na salvaguarda da memória local e dos povos indígenas, em especial o Povo Tembé. O líder indígena Piná Tembé, que participou do evento, ressaltou a importância do evento, que demarca a necessidade cada vez maior de se conhecer, divulgar e respeitar a cultura e os saberes dos povos indígenas brasileiros nos dias atuais.
Pela tarde do dia 7, foi apresentado o documentário "Les Tembé", com a mesa-redonda que contou com a Prof.ª Vanderlúcia Ponte (da Faculdade de História), do Sr. Jean-François Matteudi (da Rataf Association), do Prof. Philippe Plas (da Universidade de Paris XIII) e do líder Piná Tembé, que representou os indígenas participantes do evento e do documentário. Em seguida, os indígenas realizaram uma apresentação especial na Praça dos Eventos em Bragança.
Na manhã do dia 8 de junho, no Campus de Bragança, foram realizadas a mesa-redonda “A importância da preservação dos arquivos do Poder Judiciário e da FUNAI”, com a participação da Sra. Leiliane Rabelo (do Tribunal de Justiça do Estado do Pará) e apresentados alguns resultados preliminares do trabalho de pesquisa e extensão no acervo do Fórum de Bragança e no acervo do Museu do Índio da FUNAI.
A I Semana Nacional de Arquivos em Bragança contou com o apoio da Pró-Reitoria de Extensão da UFPA, da Secretaria Municipal de Educação, do IFPA Bragança, da FUNAI, da equipe do Fórum de Bragança, do vereador Cláudio Cruz e dos membros do Grupo de Estudos Pará-Maranhão.








Fotos: Mesa-redonda e apresentação trabalhos. Fonte: Acervo pessoal (2017)