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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025

Rainha das Rainha do Carnaval paraense de 2025 é Lohanne Lima, de Bragança.

 

Após um hiato de 37 anos, uma bragantina volta a ser Rainha das Rainhas do Carnaval paraense, no concurso promovido pelo Grupo Liberal e que também é Patrimônio Cultural e Artístico de natureza Imaterial do Estado do Pará. A jovem Lohanne Lima venceu o concurso do último sábado, representando o Clube do Remo, de Belém (PA). 

Ao dedicar seu título à cidade de Bragança, Lohanne Lima não somente agradeceu pela vitória do concurso como marcou este tempo, já que sua vitória movimentou as redes sociais em diversos registros, de pessoas orgulhosas pelo título que não era ostentado por uma bragantina desde que Simone Morgado foi eleita a primeira bragantina Rainha das Rainhas em 1988, com a fantasia Axé, pelo Clube de Engenharia, um título de beleza que entrou para a história de Bragança.

Lohanne tem 23 anos, é estudante do curso de Nutrição e venceu a 77ª edição do concurso com a fantasia Parvati: a energia indiana do amor, elaborada pelo estilista João Bosco Maia Neto e com a coreografia de Marcos Marciel, pelo Clube do Remo. 

A jovem também espera que este momento possa inspirar outras jovens e mulheres do interior do estado, que buscam e sonham com títulos de beleza, a alcançar seus objetivos. No mesmo concurso, a cidade de Bragança estava representada por mais duas jovens: Loren Christine, do Bragantino Clube do Pará e Pâmela Nascimento, do Pará Clube.

Parabéns Lohanne! Parabéns Clube do Remo! 

Foto 1: Waldemar Nascimento (O Liberal). Fotos 2 e 3: Thais Neves (G1).

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Homenagem a Fabiano Cardoso, o Fabico +15.01.2013



Oi Fabico... amigo, filho, pai, esposo e grande homem.
Que coisa, não? De repente, alguém que nos fez e faz tão felizes, dá a todos um susto, um momento de torpor, um momento de ficar tristes... Falar do Fabiano, do Fabico, nesses seus 56 anos, não é algo fácil. E todos compreenderão o motivo, pelo fato de que Fabiano não era um, mas uns, diversos, inúmeros Fabiano.
O Fabiano, filho de Bibiano e Rosilda, fabricado, Fabiano... o Fabiano, irmão de José Maria, Bibiano Filho, Paulo, Ivete, Mirtes, Fátima, Rosa e Nadson... o Fabiano esposo de Iracema... o Fabiano pai de Fabiane... o Fabiano avô de Fabiano neto e Maria Helena... o Fabiano do Banco do Brasil...  o Fabiano da AABB... o Fabiano do Rex Bar... o Fabiano da Patokada... o Fabiano da CDL... o Fabiano dos festivais e dos carnavais... o Fabiano da Câmara Municipal... o Fabiano da APAE... o Fabiano das belas palavras e dos eloquentes discursos... o Fabiano da bragantinidade vivida e desejada... o Fabiano da Política... o Fabiano do ECC... o Fabiano do andar brejeiro, do olhar tranquilo, do volante... o Fabiano que nos preocupava às vezes, e que não queria que nos preocupássemos em muitas outras... como ontem.... o Fabiano que está aqui, aí, guardado agora na memória e que parte, deixando-nos uma enorme saudade...
Em parte, discordo do Neruda. Fabiano é e será uma saudade que existirá... e que de modo algum se apagará com a morte. A morte já é uma palavra que em si carrega um grande peso, entre eles, o de separar-se de alguém como o Fabiano... e ao abordarmos não a morte, mas a passagem a outro plano de existência, falamos inevitavelmente na saudade que sentimos de alguém que parte.
As horas parecerão dias, os dias parecerão semanas e, de repente, ao olharmos para o calendário, iremos verificar que já se passarão passaram longos anos. Algumas coisas, no entanto, se manterão inalteradas. A lembrança da voz, dos gestos, do sorriso e até do andar.
Fabico, o tempo não apagará a dor desses dias, mas a aconchegará, a sublimará, arranjando-lhe um cantinho ao fundo do peito. É justamente nesse cantinho, que a recordação permanecerá viva, iluminada, e até feliz deste dia até o nosso partir, quando não pelo consolo da religião, mas pelo privilégio da fé, nos encontraremos todos, e aquele abraço será simplesmente um dos muitos que nos daremos.
Olha, de vez em quando, precisaremos arranjar um espaço a mais para que conseguir acomodar outras dores, de tantas pessoas queridas que nos deixarão. E você, nos ajudará nessa tarefa. E talvez, mexeremos em tudo, em todo o passado que está escondido na recordação de um dia de dor vivido como esse, como o de ontem e como o de hoje. Mas, você, a quem respeitamos pela trajetória e amamos por tudo, permanecerá juntinho no lugar especial da memória e da saudade.
Fabiano, mais uma vez você nos dá testemunho de como a sua vida foi... Hoje, uma de suas características se sobressai... a da unidade, a da família... E até aqui, hoje, sofrendo, você nos une diante de algo quase incompreensível... a sua partida... A morte nos unifica. E você, nos uniu de novo... e aqui estamos, com você, a ultrapassar no conforto da misericórdia de Deus e na companhia de São Benedito, nosso glorioso intercessor, esse momento.
Diante do milagre da vida e da morte, nos sentimos infinitamente pequenos e tudo se relativiza. Que interessam os problemas profissionais? Que importa se não pudermos ir a algum lugar? Que importa o mundo lá fora? Aliás, que importa a morte?
Nada... a morte não importa... só importa o amor... e hoje choramos o amor partido...
O que separa a vida da morte não passa de uma frágil e tênue linha que a todo o momento ameaça se romper e, por mais que queiramos arranjar confortos emocionais, face à partida, o único caminho é viver, às vezes, nos entristecer, outras tantas chorar... por vezes ainda, achar que a vida perdeu todo o sentido. Mas viver... Cada um de nós sente e vive a morte à sua maneira, sendo que a dor não tem, na sua essência, grandes diferenças. A manifestação dessa dor é que difere.
Fabiano, por todo o amor e por toda a vida, de uma coisa, porém, fique certo... um dia a ferida transforma-se em cicatriz. E iremos, todos, aprender a conviver não com a dor, mas com o fato de que você nos ajudará a sublimá-la, a refiná-la, a transformá-la em memória, em história e em saudade.
Voltaremos a sorrir e, com frequência, passaremos a dar mais valor a pequenas coisas, tal qual você, simples, humilde, gentil, carinhoso, atencioso e um pouco senhor de nós quando argumentavas o que precisávamos ouvir e fazer, por onde estivesse. Pensaremos com carinho naqueles que nos ajudaram a ultrapassar os momentos difíceis e você, uma dessas pessoas, estará presente... Assim, não morrestes, fostes colhido, estás aqui, nos teus a quem amastes, e em todos, a quem demonstrastes o amor.... e as nossas memórias permanecerão e o peito apertará em cada lembrança, mas o tempo mesmo acalmará o coração…
E só fica o amor... Nós ainda esperaremos você chegar naquela hora de costume, sem que ninguém bata à porta… Nós ainda aguardaremos o horário do telefonema, sem que ele simplesmente toque… Nós ouviremos ainda o “bom-dia”, ou a voz falando qualquer coisa… mesmo sem o recurso do som... Nós ainda choraremos com as fotos e pensaremos que poderíamos ter feito tanta coisa a mais, pensaremos que poderíamos ter falado tanto mais, pensaremos que poderíamos ter feito diferente, mesmo que nada disso esteja errado… É o amor, Fabico, que nos fará enfrentar esses momentos.
E a vida, que deve ser entendida como o calor do sangue correndo nas veias de tanto amor, ela nos ajudará... mesmo que os dias sigam um rumo tão impiedoso. E o resto de nossas vidas, pensaremos em todo o amor que nos destes e o tempo em que você passou por aqui, ainda que precisemos dar um tempo de tudo...
Uma lição de amor, só de amor, nos deste aqui, Fabiano, e queremos aproveitar essa lição, esse momento em que podemos estar ao lado de quem amamos... e nós, ah, nós todos nos ajudaremos a chorar a partida, sem sofrimento, mas fazendo brilhar no nosso rosto, a paz acalentadora de que é possível unir e compartilhar da Vida, com amor. E te agradecemos por tudo e por isso também... por cada gesto e lição, cada palavra e olhar, cada toque e carinho, cada sorriso e atitude... exatamente tudo.
Descanse em paz, Fabico. Nós todos amamos e amaremos você, para sempre, o nosso Fabiano, o nosso FabiAMO Cardoso...

terça-feira, 8 de março de 2011

Uma homenagem ao bom Carnaval de Bragança

Carnaval da juventude de meu pai, Jocelino Nonato da Silva, o primeiro à esquerda.

Angélica Lima, Rainha do Carnaval de Bragança 1978 e Jocelino Nonato da Silva, de Rei Momo do Carnaval de Bragança, em 1978.

Antônio Carlos Scerni, em desfile na Sede dos Nove Balões, em 1979.

Meu tio, Rei Nonato, no Bloco Vai-quem-quer-e-como-pode, no Carnaval de Bragança, na década de 80.

Chateaubriand Braun, desfilando em 1988, na Sede dos Nove Balões.

Simone Morgado, a nossa querida amiga e eterna Rainha das Rainhas do Carnaval de 1988, com a fantasia Axé, na sede da AABB em Bragança.

Manoel Barros, Arlindo Lima, Rei Nonato, um amigo, Socorro Oliveira, Pedro Aurélio (tio Pepeu) e Fabiano Cardoso, déc. 90.

Banda Furiosa sendo homenageada no Carnaval pela Escola de Samba A Patokada, década de 90.

Fernando Cavalcante, Marcelli Santa Brígida, Ângela Oliveira, eu, Sâmea Melo e Hamilton (Namoro) na Festa do Ridículo, no Carnaval de 1999 na Bacu’s Pizzaria.

Bloco Urubu Cheiroso no Carnaval de 2008.

Meus tios Paulo Roberto, Socorro de Jesus (com meu primo, João Paulo no colo), João Paes e Nonato Rodrigues com o amigo Luizão à esquerda.

domingo, 6 de março de 2011

Bloco Urubu Cheiroso 2011: Carnaval com alegria só se faz com fantasia!

Divulgação:

O Bloco Urubu Cheiroso surgiu na década de 90 idealizado por um grupo de alunos da Universidade Federal do Pará, Campus de Bragança, que em forma de protesto contra os odores insuportáveis que vinha do “Curre”, o antigo Matadouro que funcionava onde hoje é a Biblioteca Armando Bordallo da Silva na UFPA. Desta forma, com irreverência e muita alegria o Bloco denominado Urubu Cheiroso foi às ruas do bairro da Aldeia e da cidade desde então.

Nos últimos anos o Bloco Urubu Cheiroso vem fazendo um carnaval diferenciado, resgatando os antigos carnavais, com banda fanfarra (charanga), fantasias e isso com muita irreverência e responsabilidade, com a participação de crianças, idosos e uma excelente aceitação da comunidade em particular do bairro Aldeia.

Novamente puxados pela Banda Cantídio GouveiaA Furiosa”, nós, os foliões do Bloco Urubu Cheiroso, vamos sair nas ruas da cidade na Segunda-feira Gorda, dia 07 de março.

A concentração será na Praça Rosa Blanco, na Aldeia, iniciando às 15h.

Carnaval com alegria só se faz com fantasia! Pegue a sua e corra pra cá!

sábado, 5 de março de 2011

Enredo do bloco Os Normais de 2011 presta homenagem a Chateaubriand Braun e Antônio Carlos Scerni

No Brilho de Chatô e Antônio Carlos
Compositor: Dino Nogueira / Intérprete: Salgadinho Cavaquinho: Tica / Produtor: Silva Júnior
Chatô Brian / Antônio Carlos
Mensageiros da folia
Os Normais vem lá do Morro
Pra exaltá-los neste dia
Com alegria vou mostrar na avenida / muita emoção
Chatô Brian e Antônio Carlos
São grandes mitos / Que abrilhantam este chão
Hoje Bragança agradece
Os Normais lhes enaltecem
E veste suas fantasias
No carnaval do amor
Eu driblando a dor
Nesta folia tem pierrô e colombina
Vem vem Bragança
Estou aqui pra levantar o seu astral
Com plumas e paetês
Trazendo luxo e colorido visual
Vem vem Bragança
Esta folia alegrou meu coração
os Normais vem lá do Morro
Pra sacudir e balançar a multidão
40 ano de avenida / Veja só como é legal
Vem Chatô e Antônio Carlos / pra brilhar no Carnaval

Imagem: Chateaubriand Braun, Simone Morgado (Rainha das Rainhas do Carnaval 1988) e Antônio Carlos Scerni, na Sede da AABB de Bragança, em 1988. Fonte: Acervo Chateaubriand Braun

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Carnaval de Bragança já registra significativo número de mortos e feridos

Passei boa parte desta segunda-feira recebendo notícias e queixas sobre falecimentos, assassinatos e violência em Bragança no período das festas do Carnaval deste ano de 2011. A maioria envolve pessoas que de forma brutal tiveram as suas vidas ceifadas pelos confrontos entre facções criminosas - as famigeradas gangues - que "ressurgiram" com a mesma força com que foram debeladas há alguns anos. Não estou nem me referindo ao consumo público, venda e tráfico de drogas de todos os tipos em todos esses lugares.
Outros crimes se relacionam a estupros (um, inclusive, envolve menor de 02 anos de idade) que continuam a assustar e revoltar nossa comunidade, além dos abusos de volume de som por toda a cidade e comportamentos desrespeitosos com a vida dos que, como eu, pagam impostos e não gostariam de ser importunados. Não podemos ser reféns e/ou obrigados em nossas casas ou onde estivermos de ouvir o que não queremos. Ou somos?!
Repito o que disse no twitter numa conversa com ex-alunos ontem à noite: "Não sou contra o Carnaval, sou contra o mau gosto, a falta de bom senso, a falta de educação e a violência". Enquanto isso, famílias inteiras sofrem com a perda de seus entes queridos pela cidade afora. Ainda há pouco fui me solidarizar com várias pessoas, infelizmente. Sei que a Segurança Pública faz o que pode, pelo que lhes homenageio. Mas é preciso rever certos padrões do que chamam festas carnavalescas públicas ou particulares para garantir a cultura da vida e não de morte. Sofremos todos por conta disso. Certo?
Dá pra acreditar que as músicas da época momesca foram trocadas (e são tocadas) absurdamente por outros ritmos que não se encaixam nas tradições musicais carnavalescas?! E as antigas fantasias de Carnaval, viraram somente os abadás? Aguardo o Bloco um Milhão de Amigos e Urubu Cheiroso, além de outros, para recuperar essas tradições.
Dá pra acreditar que na ocasião das festas que deveriam servir para a alegria e o regozijo públicos (ou seja, de toda a comunidade) até mesmo com a maizena, com o mela-mela e com confete e serpentina proliferem-se as atitudes de violência, como o porte de armas brancas como facas, peixeiras, punhais e canivetes?! Vejam as letras das músicas de axé que estão sendo veiculadas em canal aberto como "hinos" do Carnaval baiano?! Já perceberam o apelo ao sexo sem controle e irresponsabilidade no consumo excessivo de bebida alcóolica?! Não tenho nada contra ninguém, de nenhum lugar. É o meu ponto de vista, equivocado ou não.
Dá pra acreditar que esse comportamento e cultura de violência desordenada e impune (é o que parece!) agora está sendo visto como coisa normal por boa parte das pessoas que torcem pelo sentimento de "quanto pior, melhor"?! Lanço meu apelo aos que, como eu e na minha pequenez, amam essa cidade. Vamos fazer um Carnaval de PAZ, de RESPONSABILIDADE, de BOM GOSTO e de BOM SENSO, ALEGRIA, FESTA e FELICIDADES e não de MORTE, como o que está em transcurso.
Dá pra acreditar que tem gente que comemora isso tudo?! Responda quem puder... Que Deus nos abençoe e nos garanta chegar com vida à Quarta-feira de Cinzas.