quarta-feira, 7 de abril de 2010

Fatos de abril: surgimento do refrigerante Fanta

Em 1941, durante a Segunda Guerra Mundial, quando a fábrica alemã da Coca-Cola deixou de receber o xarope usado no preparo do refrigerante, os donos da fábrica tiveram de ir à procura de novos ingredientes e inventaram a Fanta.

O nome, escolhido pelos empregados da empresa, foi tirado da palavra fantástica, que é parecida em muitas línguas. Entre 1945 e 1955, a marca Fanta foi usada apenas para não perder o registro. Só foi ressuscitada de verdade para o lançamento de um refrigerante de laranja criado pela Coca-Cola italiana em abril de 1955.

Fez sucesso e foi conquistando o mundo, chegando aos Estados Unidos em 1959.

Leia mais em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Fanta

Manoel Paes Rodrigues: 12 anos de saudades

Meu avô materno, Manoel Paes Rodrigues (Manoel Baxeira, como era mais conhecido), faleceu há exatos 12 anos e deixou entre nós, seus familiares, uma grande saudade da sua onipresença, de sua austeridade, da palavra sempre firme e do sentimento de responsabilidade com a família.
Era o 3º filho (o filho do meio) do casal Raimundo da Costa Rodrigues e Ana Paes (Ramos) Rodrigues, nascido em 31 de julho de 1916. Casou-se duas vezes. Com Felícia de Oliveira Rodrigues, teve 6 filhos. Com Joana Dolores Rodrigues, minha avó, teve 8 filhos, a primeira desses é a minha mãe, Socorro Rodrigues. Faleceu no dia 07 de abril de 1998, pela manhã e seu corpo foi velado na Igreja de São Benedito, de lá partindo para o Cemitério Santa Rosa de Lima, onde repousa o seu corpo, entre os seus pais.
Mesmo aos 81 anos e alquebrado pelos problemas da idade, ele manteve o caráter patriarcal de nossa família, auxiliando-nos a entender a vida, a religiosidade, a devoção a São Benedito e muitos outros exemplos que deixou para todos nós. Guardei em minha memória muitos momentos com meu avô, que sempre levarei comigo para sempre. Hoje, com saudades, nos lembramos e firmamos o propósito de sempre nos recordarmos dele em momentos em que a vida exigir, erguendo a cabeça e seguir em frente. Na foto acima meus saudosos familiares, meu padrasto João Paes (1922-2010), meu avô Manoel Baxeira (1916-1998) e minha tia Maria Alice Rodrigues (1958-1987), no almoço da Juíza da Festividade de São Benedito, em 1978.
Saudades do teu neto, Dário Benedito Rodrigues, único neto que o senhor cortou o cabelo ao passar no Vestibular em 1997.

Parabéns à Escola Luiz Paulino Mártires

Parabéns à Comunidade da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Luiz Paulino Mártires, que completa hoje exatos 41 anos de fundação (1969-2010). Um grande abraço a Alunos/as, Pais, Mães de Alunos, Professores/as, Funcionários/as, Gestores/as e Conselheiros/as Escolares, com meus votos de êxito e realizações, por tudo o que a Escola representou e ainda representa em minha história de vida pessoal e profissional. Na foto acima, quadro do hall da escola, idealizado por mim e executado pelo ex-aluno Antônio Sousa, em julho de 2008.
Prof. Dário Benedito Rodrigues, Ex-Diretor (2007-2009)

terça-feira, 6 de abril de 2010

Parabéns Simone Morgado!

Felicidades para minha amiga pessoal e deputada estadual Simone Morgado (PMDB/PA), pelas conquistas pessoais, profissionais e políticas. Obrigado pela amizade, pelo companheirismo e pela ajuda à Bragança, nossa terra querida.
Conheço a Simone desde 1988, quando aos dez anos, soube que uma bragantina representaria o Clube de Engenharia no Concurso Rainha das Rainhas. Era o ano em que se comemorava o Centenário da Abolição da Escravidão no Brasil. Fiquei com minha mãe, Socorro Rodrigues, assistindo aquele desfile, numa televisão antiga Philips, em preto e branco, que consagrou pela única vez uma bragantina como Rainha das Rainhas do Carnaval paraense, com a fantasia "Axé". Guardei o jornal com Simone na capa. Lindíssima. Acompanhei de perto sua chegada à Bragança e seu desfile em carro aberto pelas ruas da cidade, com muita admiração. Nunca pensei que pudesse conhecê-la tão perto, anos mais tarde. mas o improvável aconteceu.
Como uma incentivadora de muitos talentos, em várias áreas, Simone me ligou numa tarde de 2005 para uma reunião em sua casa. Daí, nossa história ficou mais próxima e aconteceu, quando a vi enveredando pelos caminhos da política, em favor de Bragança. Elegeu-se a 4ª vereadora da história de Bragança com uma expressiva votação e carinho popular. Daí por diante, vivemos muitas coisas juntos. Choramos juntos. Sorrimos juntos. Viajamos juntos. Nos divertimos juntos. Vivemos juntos.
Ajudamos o Poder Público na construção de vários projetos, entre eles, o Plano Diretor Municipal Participativo, participando de conferências municipais, estaduais e até nacionais. Conhecemos muita gente, fomos a muitos lugares, trocamos muitas ideias, divergimos em alguns pontos, concordamos na maioria das vezes. Muitas coisas já fizemos juntos. E sou muito grato por toda a ajuda que me deu, pessoalmente e profissionalmente. E ainda, como incentivadora e como madrinha da banda musical da EEEFM Luiz Paulino Mártires, desde 2006.
O que não lhe falta é a ousadia de pensar grande, de querer o bom e o melhor para si e para os bragantinos. E isso é uma das muitas marcas de sua personalidade aguerrida e desafiadora. Nossos caminhos se afastaram um pouco, mas ela sabe (como eu sei!), que mesmo longe e sem nos falarmos constantemente, eu (e minha família) a guardei num lugar muito especial em meu coração, em minha história e em minha memória. E tenho certeza que ela fez o mesmo comigo, pela pessoa que é, pelos desafios que enfrentou e pela garra de ser bragantina.
Parabéns minha querida amiga! Saúde, força, sucesso e empenho por nossa Bragança. Queria te dar um abraço hoje pessoalmente, mas como não posso, deixo meu recado e meu carinho por você.
Teu amigo, Dário Benedito Rodrigues

domingo, 4 de abril de 2010

421 anos da morte de São Benedito, o Negro

São Benedito, OFM Cap (* Sicília, 31 de março de 1524 / + Palermo, 4 de abril de 1589): São Benedito, o Negro; São Benedito, o Africano ou São Benedito, o Mouro, santo da Igreja Católica Apostólica Romana.

Algumas versões dizem que ele nasceu na aldeia de São Filadelfo (hoje São Fratello), em Messina, na ilha da Sicília, sul da Itália, em 1524 (outras versões afirmam que nasceu em 1526), no seio de família pobre e era descendente de escravos oriundos da Etiópia, comprados pela família Manasseri, o casal Cristóvão Manasseri e Diana Larcari. Outras versões dizem que ele era um escravo capturado no norte da África, o que era muito comum no sul da Itália nesta época. Neste caso, ele seria de origem moura, e não etíope. De qualquer modo, todos contam que ele tinha o apelido de “mouro” pela cor de sua pele. Teve três irmãos: Marvos, Baldassara e Fradella.

Benedito tinha traços finos e cresceu sob a formação cristã de sua mãe, Diana, e sempre se mostrou educado, recolhido e humilde, mesmo sendo iletrado. Foi pastor de ovelhas e lavrador. Comprou com algumas economias uma junta de bois e um arado, com que fazia serviços extras e ajudava os pais. Aos 18 anos de idade já havia decidido consagrar-se ao serviço de Deus, entre os eremitas. Antes de fixar-se no convento de Santa Maria, Benedito levou vida eremítica Nazana, durante oito anos, e em Mancusa, na região de Palermo. Aos 21 anos, conheceu um monge dos irmãos eremitas, Frei Jenônimo Lanza, natural de San Marco, que havia se recolhido com alguns companheiros num Eremitério de Santa Dominica, na região de Caronia. Ele o convidou para ingressar na Ordem dos Frades Menores Capuchinhos (OFM Cap, Ordo Fratrum Minorum) baseada na filosofia e vida de São Francisco de Assis, obedecendo a uma ordem do Papa Júlio III, e ingressou posteriormente como irmão leigo na Ordem Franciscana.

Era o ano de 1562, Benedito foi viver entre os franciscanos. Tinha 38 anos. No convento de Santa Maria de Jesus foi recebido com festa pelo Guardião do convento (cargo chamado também de Superior), frei Arcângelo de Scieli, que já conhecia sua fama de santidade. Foi transferido para o convento de Sant'Ana di Giuliana, um dos mais fervorosos da ordem franciscana, onde viveu por quatro anos. Depois foi transferido para o de Santa Maria de Jesus, nas imediações de Palermo. Ali no convento exerceu as funções de cozinheiro e permaneceu até sua morte.

Caminhava descalço pelas ruas e dormia no chão sem cobertas. Era leigo e analfabeto, mas com sua sabedoria foi nomeado por seus superiores como mestre de noviços, e mais tarde superior daquele convento, fato nunca antes registrado.

Em 1578, reuniu-se o Capítulo Provincial dos Franciscanos no Convento de Santa Maria dos Anjos, em Palermo. Houve a separação da Reforma e da Observância da Regra, sendo que o convento onde Benedito morava passou à Ordem Reformada. Esse convento abaixo era onde São Benedito viveu.

Frei Benedito foi eleito Superior, por sua santidade e servidão. Enquanto todos se alegravam, ele se entristeceu e procurou o Padre Superior, rogando que o liberasse desse cargo, pois era analfabeto e ignorante. Seu Superior não o liberou e ao frei Benedito coube somente obedecer. Mais tarde, no convento de Santa Maria de Jesus, serviu como cozinheiro até o fim de sua vida, ganhando fama de santidade por seus milagres.

Em 1589, frei Benedito adoece por duas vezes. Da primeira, contra todas as expectativas e a convicção do médico, cura-se. Na segunda, um mês depois, sofre por 29 dias seguidos. Frei Benedito foi assistido por um famoso médico na região, recebeu os Sacramentos e o Viático. Era 19 horas de 4 de abril de 1589, terça-feira de Páscoa, e Frei Benedito chamou por frei Guilherme e pediu-lhe que acendesse uma vela e a pusesse em suas mãos. Faleceu santamente aos 65 anos de idade, dos quais passara 21 anos no mundo, 17 no Eremitério e 27 na Ordem Franciscana. A profecia de que era preciso enterrar logo o seu corpo cumpriu-se após o velório. Uma multidão invadiu o convento querendo relíquias ou lembranças do grande santo.

Quando, após as comemorações do Divino Espírito Santo, o povo ficou sabendo que Benedito havia falecido e já estava sepultado, todos se dirigiram para Santa Maria de Jesus. O túmulo estava em local de difícil acesso, e o grande afluxo de peregrinos perturbava a vida dos frades. E o seu número crescia a cada dia, na proporção em que se difundia a notícia dos milagres operados junto à sepultura.

Começaram a implorar relíquias do Santo. Suas vestes e as roupas da cama onde faleceu foram transformadas em tiras. Até mesmo sua cama e colchão foram reduzidos a pedacinhos, avidamente disputados pelos visitantes. Abaixo, se observa a foto com as vestes franciscanas de São Benedito.

A 7 de maio de 1592, três anos após sua morte, seu corpo, incorrupto e exalando suave perfume, foi colocado numa urna instalada em cavidade aberta na parede da sacristia da igreja de Santa Maria de Jesus. Entretanto, a sacristia logo transformou-se em capela, com o povo cantando, rezando, pagando promessas, fato que repetiu-se por exatos dezenove anos.

No dia 3 de outubro de 1611, com a presença do Cardeal Dória, o corpo de São Benedito foi transladado novamente para magnífica urna de cristal numa capela lateral da própria igreja de Santa Maria de Jesus, no antigo convento franciscano, a três quilômetros de Palermo, cidade que, antes mesmo do reconhecimento oficial da Igreja, tomou-o por padroeiro, em 1652.

A devoção à intercessão a São Benedito espalhou-se e formou-se de tal modo que em 1743 o Papa Bento XIV autorizou seu culto público, fato extraordinário entre os eclesiásticos já que a Igreja Católica não permite essa prática sem as provas santificadoras.

São Benedito foi declarado bem-aventurado em 1763, por Clemente XIII, e duzentos e dezoito anos depois de sua morte, foi canonizado pelo Papa Pio VII em 25 de maio de 1807, depois de o povo tê-lo feito santo.

Sua vida e milagres tão excepcionais e admiráveis mais pareciam alegorias e atributos de devoção e da superstição popular. O culto a São Benedito chegou às margens e cercanias do Caeté através de colonizadores leigos portugueses.

Hoje é cultuado em Bragança no dia 26 de dezembro e desde 1798, quando os escravos negros organizaram a Irmandade do Glorioso São Benedito de Bragança, sua festa é realizada com pompa e celebração. É padroeiro dos cozinheiros, dos humildes, dos profissionais de nutrição e das pessoas que almejam a liberdade.

Por uma feliz e curiosa coincidência, em 04 de abril de 1868, 279 anos depois de sua morte e 61 anos depois de sua canonização, os irmãos negros da Irmandade do Glorioso São Benedito de Bragança (IGSBB, extinta em 1988) solicitaram a Dom Antônio de Macêdo Costa, então Bispo do Pará, a construção em Bragança de um templo específico para a irmandade e para o culto a São Benedito. Esse templo é a atual Igreja Catedral de Nossa Senhora do Rosário, erguida até o ano de 1876, sendo que o pedido de delimitação do espaço e autorização para construção feito à Câmara Municipal data de 1854. Mesmo sem as obras conclusas, os templos de Nossa Senhora do Rosário e de São Benedito foram trocados entre os irmãos dessas duas irmandades religiosas, em 18 de novembro de 1872 (alguns outros dados afirmam que a data precisa é o dia 27 de setembro de 1875).

O corpo de São Benedito continua conservado, praticamente incorrupto e exposto em uma urna mortuária de cristal para a visitação pública numa capela lateral da Igreja de Santa Maria, em Palermo, Itália, como na foto abaixo.

É Páscoa! Jesus ressuscitou!

Ele não está aqui, mas ressuscitou!

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Quinta-feira Santa

Tomai e comei! Este é o meu Corpo que é dado por vós. Tomai e bebei! Este é o meu Sangue que é dado por vós.