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sábado, 24 de junho de 2017

Convite - Lançamento do livro Estrada de Ferro de Bragança

No dia 24 de junho de 1883 foi iniciada a construção da Estrada de Ferro de Bragança e aproveito a data convidando todos para uma conversa sobre patrimônio ferroviário e lançamento do livro "Estrada de Ferro de Bragança: Memória Social e Patrimônio Cultural", organizado pelo arquiteto Giovanni Blanco Sarquis (IPHAN/PA) com artigos das áreas de História, Geografia, Literatura e Arquitetura. Participem!
Local: Sala de Videoconferência do Campus da UFPA Bragança.
Data: 07 de julho de 2017
Horário: 18h30min
Obs.: As inscrições são limitadas, gratuitas e serão realizadas com o envio de e-mail para dario@ufpa.br, fornecendo apenas nome completo.
Realização: IPHAN/PA, Ministério da Cultura
Apoio: Imprensa Oficial, Governo do Estado do Pará e Faculdade de História, UFPA Bragança

domingo, 3 de abril de 2011

A antiga Caixa D'água do trem de Bragança

Desde o início de seu povoamento, Bragança concentrou sua atividade econômica na agricultura, atividade intensificada, especialmente a partir da construção da Estrada de Ferro de Bragança iniciada em 1883, que proporcionou a integração dos municípios e localidades da então chamada Zona Bragantina à capital do Estado com o escoamento de suas produções agrícolas.

Iniciada em 1883, a construção da ferrovia foi gradativa, através da conclusão e inauguração de trechos em direção à Bragança. Somente em 03 de abril de 1908 a ferrovia foi completamente concluída e inaugurada e com isso efetivando o plano de colonização agrícola do Governo do Pará, fortalecendo o mercado consumidor de Belém, muito em função da exploração da borracha.

Com o pleno funcionamento da ferrovia, Bragança despontou no cenário econômico do Estado e passa a experimentar um desenvolvimento econômico, cultural e social. A produção e o comércio local cresceram ocasionando a possibilidade de acúmulo de capital por agricultores e comerciantes e proporcionando mudanças nos padrões socioculturais, inclusive, do modelo construtivo, que, assim como Belém, passa a adotar técnicas arquitetônicas de influências ecléticas refletidas na produção cultural europeia e na ideia de modernidade e progresso. Investimentos na melhorias da cidade com a construção de prédios públicos e equipamentos urbanos pelo poder público foram possibilitados pelo aumento da arrecadação local.

Porém, considerada deficitária, a ferrovia foi extinta em 1966, por ato do Governo Militar. A comunicação com a capital passou a utilizar o meio de transporte rodoviário e com isso contribuindo para um processo de declínio da economia das cidades contempladas pela ferrovia, principalmente Bragança. O município ainda conta com significativos referenciais históricos que integram sua identidade cultural, caracterizada tanto pela arquitetura quanto pela sua produção cultural.

A antiga ferrovia deixou alguns vestígios de sua existência, bem como vestígios da história do município espalhados ao longo do seu antigo percurso. Parte dos trilhos da ferrovia, anunciada a desativação, foi transformada em peças estruturais de lajes, de vigas nas casas de moradores, ginásio esportivo, galpões para instituições particulares e até mesmo artefato de recordação. Desta forma, pouco restou como referência desse período de apogeu do desenvolvimento da cidade, atendo-se apenas a elementos como a Antiga Caixa D’água de Ferro que abastecia o trem.

Construída a de dois quilômetros do centro, esse equipamento era responsável por dar suporte aos trens que compunham o trecho entre Capanema e Bragança. Junto a Caixa D’água, também foi edificada uma guarita onde ficava o responsável pela manutenção e o abastecimento. A edificação, atualmente, apresenta características arquitetônicas contemporâneas e se restringe externamente, em um simples depósito de água cilindro em concreto, amparado por uma estrutura em concreto armado. Em 1950 foi construído um cilindro em volta da estrutura original de ferro cuja parte existe até hoje no interior do cilindro.

Contudo, há muito foi saqueada, restando externamente, apenas uma tubulação metálica de alimentação e parte da escada. Quanto à tipologia da edificação original, tornou-se impraticável a sua identificação, haja vista, o alto nível de descaracterização.

Em péssimo estado de conservação, a edificação passou por profundas modificações, de tal forma que externamente, não possui características originais, tão pouco referências que possam remontar visualmente elementos como volumetria e estrutura. A presença ao lado, da guarita em ruínas, estabelece um conjunto relevante no que tange as referências espaciais de localização da antiga Estrada de Ferro bem como o posto de abastecimento.

Localizada em área afastada do Centro e pouco urbanizada, o equipamento em questão se configura como um marco histórico da cidade, cuja importância ultrapassa os limites da simples referência histórica, pois simboliza o crescimento e a autoestima de uma sociedade que a muito se tornou referência econômica e cultural e histórica do Estado do Pará.

Fonte: Sínteses de prédios históricos de Bragança. SECULT/PA e Projeto “Reminiscências da História Urbana de Bragança em fontes do século XX”

Imagem: Caixa D’água do trem da E. F. Bragança. Bairro do Taíra. Autor desconhecido.

Café das Almas: lenda da Estrada de Ferro de Bragança (1908-1966)

Café das Almas

A lenda do “Café das Almas” está registrada na “Bragança Ilustrada” (o texto se encontra entre os números 51 e 54, na sessão Janela de Bragança da Revista Bragança Ilustrada) escrita pelo professor Jorge Daniel de Sousa Ramos.

Ao lado do terminal, onde hoje está localizado o Comando de Polícia Militar, ali vinha uma cerca de jarana, “cerca de jarana brava” (Rodrigues Pinagé); e ali ao final tinham uns dois botecos. Neles se vendia café, tapioca, mingau etc., principalmente quando o pessoal que vinha da boemia, que era ali próximo, onde hoje está o Hotel Millenium, tinha uma casa noturna chamada clube “Iara” ou seja, o Iara Bar. O pessoal subia já altas horas da madrugada pra vir pra casa, e tinha que passar no boteco para tomar o seu café ou fazer qualquer tipo de parada, tomar uma espécie de merenda. E numa noite de segunda-feira, chovia bastante e o cidadão estava lá, já dorminhoco, pouca gente, sem movimento, noite chuvosa. E neste leve cochilo, chega um homem vestido de preto, chapéu, magro e alto. Ele vai e pede um café. O dono do estabelecimento serve-lhe o café.

Quando o homem termina o café, ele se dirige para o dono do boteco e diz: - Você sabia? Já é meia-noite!

E o dono responde: - É, eu acho que já vou até fechar porque não dá mais nada, não.

O homem tomou o café e colocou a xícara sobre a mesa e foi saindo. O dono do boteco viu que ele já estava com uma certa distância, chamou de lá, gritou: - Hei! O senhor não vai pagar a conta?

Aí o homem vem retornando.

E em algum momento, o dono do boteco baixou a cabeça, e quando levantou de novo estava diante dele uma caveira. Correu para a Estação do trem, porque naquela época à uma da madrugada já tinham passageiros esperando o “horário”. Correu dizendo a todos que tinha uma visagem em seu boteco.

As pessoas rapidamente o seguiram e ao chegar lá não viram nada a não ser a xícara em cima do balcão. Todo mundo ficou apavorado e por causa desse acontecimento, o homenzinho no dia seguinte colocou a placa, e o boteco passou a se chamar “Café das Almas”.

Fonte: Projeto de Pesquisa “Reminiscência da História Urbana de Bragança, em fontes do século XX”

Imagem: Estação da Estrada de Ferro de Bragança. Acervo Particular

Os tipos e horários do trem de Bragança (1908-1966)

As viagens passaram a obedecer aos seguintes critérios:

Trem Misto: Composição com cinco ou seis vagões, mais a locomotiva, que priorizava o transporte. Os demais eram destinados aos passageiros. Suas viagens aconteciam com destino a Belém, às segundas, quartas e sextas-feiras, retornando às terças, quintas e sábados, com o horário de saída, às cinco horas da manhã. Devido à obrigatoriedade de parar em todas as estações e paradas dos trechos Bragança-Belém e Belém-Bragança, embarcando e desembarcando as cargas armazenadas e transportadas, não se podia precisar o seu horário de chegada.

Trem Horário ou Expresso: Com uma composição em numero semelhante ao misto, mas com propriedades diferentes, que incluía o transporte de passageiros, a diminuição de tempo parado nas estações, a supressão de paradas que não tivessem passageiros para o embarque (previamente avisado pelo telegrafista), tornavam-no um trem mais rápido. Possuía, também, dois vagões especiais, com poltronas confortáveis, forradas com tecido branco, destinados a passageiros com melhores condições financeiras e autoridades que se destinassem a Bragança em viagem oficial. Suas viagens aconteciam com destino a Belém, nos dias de terças, quintas e sábados. Retornando às segundas, quartas e sextas-feiras, com horário de saída às três horas da manhã, chegando entre quatorze e quinze horas.

Fonte: Projeto de Pesquisa “Reminiscência da História Urbana de Bragança, em fontes do século XX”

Imagem: Trem na Vila Alencar. Acervo Aviz de Castro

Em 03 de abril de 1908 era inaugurada a Estrada de Ferro de Bragança

Inauguração da Estrada de Ferro de Bragança

Às 23h do dia 2 de abril de 1908, o senhor Governador Augusto Montenegro partiu em comboio especial, de uma parada na Gentil Bittencourt com a 22 de junho, com destino a Bragança, acompanhado de sua comitiva (Srs. Desembargador Tomaz Ribeiro, Drs. Arthur Lemos, Lira Castro, Hernann Schindler, Virgilio Sampaio, Aminthas Lemos, Inocêncio Hollanda, Visconde de Monte Redondo, José Barbosa dos Santos Sobrinho, Dr. Joaquim Lalôr, Capitão Cassulo de Melo, Ajudante de Ordens do Governador e os jornalistas A. Miranda, de “O Jornal”, e Raimundo Tavares, de “A Provincia”).

Às 6 horas e 45 minutos, o trem se aproximou de Bragança. Antes mesmo de entrar na cidade, o povo se aglomerava às margens da Estrada, saudando o Governador que, postado na plataforma, agradecia com efusivos gestos.

O povoado do Taíra (hoje bairro), saudou a passagem do trem com uma grande queima de fogos.

O Governador Augusto Montenegro foi recebido pela menina Cesarina, filha do Sr. Pedro Serra, com um buquê de flores naturais, seguida dos Srs. Major Simpliciano Fernandes de Medeiros, Intendente Municipal; agrimensor Angelino Lima, diretor da Estrada de Ferro de Benjamin Constant; José Marques da Silva, Diretor do Grupo Escolar; José Paulino dos Santos Mártyres, Antônio Paixão, Miguel Nobre da Cunha, Rodolpho Penonte, Dr. Martins Miranda, Juiz Substituto; Dr. Luiz Guterrez, Juiz de Direito; Dr. Magno Pinheiro, Tenente Coronel Tomás de Paula Ribeiro, todos vogais do Conselho Municipal e membros da sociedade bragantina ali presentes.

A inauguração da Estação Ferroviária de Bragança aconteceu em 7 de setembro de 1908. Cerca de três mil pessoas aguardavam, com entusiasmo, na praça da estação ferroviária, o momento da inauguração da estação terminal da Estrada de Ferro de Bragança, e do busto em mármore do Governador do Estado, Augusto Montenegro.

Fonte: Projeto de Pesquisa “Reminiscência da História Urbana de Bragança, em fontes do século XX”

Imagem: Mapa da Estrada de Ferro de Bragança

sábado, 13 de novembro de 2010

Fala Maria, Mãe do Salvador / Mensagem do Círio 2010

FALA MARIA, MÃE DO SALVADOR

Meus queridos filhos e filhas, eu sou a Mãe do Salvador, portanto Mãe de todos os devotos. Apresento-me com o título de Virgem de Nazaré. Como Padroeira da Amazônia e do povo paraense, tenho muitos devotos nas terras de Bragança.

Para este ano, queremos enfatizar a bragantinidade deste povo misto e de tantas culturas.

Nossa Bragança do Pará está se preparando para celebrar os 400 anos de evangelização e neste tempo fez história: povoou as margens do rio Caeté, construiu casarios, casebres, palácios e palacetes, arborizou e embelezou numerosas praças, criou associações, irmandades, clubes como os Irmãos do Santíssimo, a Marujada de São Benedito, o Círculo Operário Bragantino, o Lions Clube, o Rotary Club, a Guarda de Nazaré (minha guarda), as comitivas de Esmolação de São Benedito e tantos outros.

O passado, caros filhos e filhas, precisa ser preservado e conservado nos seus casarios, memórias, movimentos, associações e organismos vivos da sociedade.

Caso não aja empenho, amor e dedicação tudo irá desaparecer como aconteceu com a famosa Estrada de Ferro (trem). Os nossos prédios antigos estão ruindo. Daqui a pouco Bragança vai se tornar uma metrópole e ficará apenas na História, nas lembranças, nos livros e nos museus.

Vamos conhecer nestes encontros os temas necessários para melhor amarmos a nossa cidade, e assim celebraremos com amor confiando em Deus, que por minha intercessão vos ajudará a amar a cidade de Bragança. Enquanto isso, vamos nos aprofundando em nossa função de missionários pelo Batismo e em 2011 faremos Missão nesta terra de Caeté.

Com Minha Benção, pelas mãos do Pároco.

domingo, 25 de julho de 2010

Divulgação na Folha do Atlântico, nº 50, julho/2010

Saiu no jornal Folha do Atlântico, na edição de nº 50, da 1ª quinzena de julho de 2010. Agradecimentos a seu jornalista responsável, Clemente Schwartz. Veja a matéria.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

24 de junho de 1883: assentados os primeiros trilhos da Estrada de Ferro de Bragança

No dia 24 de junho de 1883 foi sentado o primeiro trilho da Estrada de Ferro de Bragança (EFB). Iniciava-se assim, a fartura que se prenunciava, “através das organizações agrícolas que iam ser fundadas e trabalhadas com ajuda dos colonos estrangeiros” (no caso da Zona Bragantina, a ocupação de povos portugueses e espanhóis contribuiu para agilizar a colonização agrícola, como há também a regulação para sua presença).

A correspondência em tela esclarecia que a empresa estava disposta a iniciar os trabalhos da ferrovia, conforme contrato estabelecido anteriormente e que a nova empresa desejava assumir nos novos termos. Entretanto, o Presidente provincial discordava da idéia alegando que o referido contrato já havia caducado e que o Império não manifestou fianças à garantia de juros. Certificado da importância da ferrovia para a região, o visconde de Maracaju se manifestou disposto em firmar contrato adicional, caso a empresa aceitasse as condições orçamentárias aprovadas pelo dirigente da Província, o que não deveria exceder a 30 contos de réis por quilômetro construído.

Aceita a proposta pela empresa, que também tinha seus interesses, o contrato foi assinado em 16 de junho do mesmo ano. Para dar início a obra, a referida empresa fez uso de 10% (dez por cento) do capital disponível, para fazer frente às despesas iniciais dos trabalhos de construção. Para começar a obra tornava-se indispensável, entre outros, os seguintes fatores: preparação do terreno e do leito da estrada, aterros, colocação dos trilhos sobre os dormentes, canalização da água, construção de pontes, drenagem de pântanos, além dos problemas relativos à segurança, como cercas, telegrafias, etc.

Em Bragança, na área urbana foi adquirido um terreno medindo 1.960 m² (c Conforme Escritura Pública lavrada com nota do Tabelião Antônio Diniz sob o n.º 1.850, de 11 de abril de 1935). O adquirente do referido terreno foi a Estrada de Ferro de Bragança. Quanto ao uso não se tem conhecimento em que foi empregado, sabe-se, entretanto, que o mesmo foi adquirido com todas as suas benfeitorias, servidões e acessos dentro da zona urbana, e que as suas medidas eram bastante extensivas.

O material utilizado na construção era de fabricação internacional, já que os equipamentos empregados eram de alta tecnologia e por essa razão deveriam ser importados, visto não existir no Brasil produtos similares. Aqui chegaram desde o mais simples grampo, parafuso com porca, arruelas até as complicadas locomotivas.

E assim a ferrovia bragantina, uma das primeiras estradas de penetração construída no Brasil e no Pará, foi responsável pelo desmatamento de grande parte dessa área amazônica, contribuindo tanto para o progresso da região como para a transformação do espaço geográfico. Isso teve início a 24 de junho de 1883 com a colocação dos primeiros trilhos.

Conforme relato de historiadores paraenses acima citados como Ernesto Cruz, o visconde de Maracaju e outras autoridades provinciais presenciaram a cerimônia de fixação dos primeiros trilhos, realizada pelos engenheiros Batista, Weower, Moura e Campos. Os trilhos foram colocados sobre dois dormentes de mármore, nos quais estavam registrados os seguintes dizeres:

“Estrada de Ferro de Bragança, primeira estrada de ferro construída na Província do Pará, inaugurada em 24 de junho de 1883, sendo presidente o Ex.mo. Sr. General visconde de Maracaju – Estrada de Ferro de Belém Bragança – Organizada e construída por B. Caymari, sendo engenheiro chefe M. B. Batista; 1º engenheiro H. E. Weower; engenheiro Ignácio B. de Moura, A.O.R. da Costa, F. Martins; auxiliar H. Sholl; contador Elkin Hime Júnior; diretores Barão de Mamoré, Otto Simon e Michel Calogeras”.

Os primeiros trilhos foram firmados com oito pregos de bronze prateados, sendo este gesto realizado pelas autoridades que se fizeram presentes ao evento, entres eles encontravam-se Dom Antônio de Macêdo Costa, Bispo Diocesano do Pará, o General Tibúrcio, Comandante das Armas, o Chefe de Polícia Tenente-coronel João Diogo, o Presidente da Câmara Municipal de Belém, Conselheiro Tito Franco, Joaquim Cabral e o jornalista Joaquim Lúcio.

Dentro do panorama capitalista o caminho de ferro traria para a região benefícios inigualáveis, visto ser essencial para a implantação da indústria e da agricultura. Aos poucos iam se instalando os trilhos por onde passariam os trens com a idéia de levar prosperidade e desenvolvimento.

A escassez de produtos de primeira necessidade levou o governo da Província a pensar na colonização da região, assentando ao longo da ferrovia colonos oriundos de diversos países do mundo. Porém, com a chegada desses colonos, foram surgindo os problemas de adaptação motivados por vários fatores, desde a vida árdua até as doenças que contraíam. Poucos foram os que se alimentaram e permaneceram na zona rural. Entre os imigrantes haviam os provenientes de alguns estados brasileiros, em especial, nordestinos, que se dirigiram para Bragança, aliciados pelas propagandas que eram feitas dos seringais e o que provocou a escassez dos gêneros de primeira necessidade.

Referência do texto: NONATO DA SILVA, Dário Benedito Rodrigues. Ao apito do trem: uma história social e política da Estrada de Ferro de Bragança. (Inédito). Bragança: 2006. Artigo apresentado ao Programa de Pós-Graduação em História Social da Amazônia, da UFPA Belém, alusivo ao centenário de inauguração da Estrada de Ferro de Bragança (1908-2008).

Imagem: Estação da Estrada de Ferro de Bragança. Fonte: Acervo particular de Manoel Aviz de Castro.