domingo, 2 de maio de 2010

Leonardo da Vinci (*15.04.1452, +02.05.1519)

“De tempos em tempos, o Céu nos envia alguém que não é apenas humano, mas também divino, de modo que, através de seu espírito e da superioridade de sua inteligência, possamos atingir o Céu”. Por Visari, no século XVI, referindo-se a Leonardo da Vinci.

Visite: http://pt.wikipedia.org/wiki/Leonardo_da_Vinci

sábado, 1 de maio de 2010

O 1º de maio: dia de luta

Origens do 1º de maio

As origens do 1° de maio se relacionam com a proposta dos trabalhadores organizados na Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT) de declarar um dia de luta pelas oito horas de trabalho. Também conhecida como Primeira Internacional, foi fundada em Londres, sob influência das idéias de Karl Marx.

Porém foram os acontecimentos de Chicago, de 1886, que vieram a dar-lhe o seu definitivo significado de dia internacional de luta dos trabalhadores. Nos Estados Unidos a classe operária era formada principalmente por imigrantes europeus, alemães, tchecos, irlandeses e de outras nacionalidades. A exploração do trabalho operário soma-se à exploração do imigrante, daquele que é considerado um não cidadão e, portanto, sem qualquer tipo de direitos. Foram essas condições que estimularam o desenvolvimento do movimento sindical no país. Grande parte dos operários era influenciada pelos ideais socialista ou anarquista.

As incipientes organizações operárias passaram a reivindicar dos patrões o respeito à lei, o fim do trabalho infantil e, principalmente, a redução da jornada para oito horas diárias e quatro horas aos domingos.

Na segunda metade do século XIX a organização sindical conheceu aumento expressivo e se processou de forma autônoma, independente do Estado e muitas vezes, contra o Estado. A proposta das 8 horas de jornada máxima, tornou-se um dos objetivos centrais das lutas operárias, e se tornou o eixo principal de reivindicação dos trabalhadores, tema de maior destaque na imprensa alternativa que se desenvolveu, formando a cultura operária durante décadas em que foi importante fator de mobilização. Ao mesmo tempo a luta pela redução da jornada de trabalho foi responsável por violenta repressão e marcada por prisões e morte de trabalhadores.

Apesar da pressão de governo e patrões, foi criada, nos Estados Unidos, em 1885, a Federação dos Grêmios e Sindicatos Operários, comandada por lideranças operárias inspiradas por idéias anarquistas ou socialistas. Sua primeira resolução foi convocar uma greve geral em todo o país para o dia 1º de maio de 1886, tendo como eixo a redução da jornada de trabalho. Em diversas cidades dos EUA a paralisação, principalmente na região nordeste, reuniu milhares de trabalhadores e foi acompanhada por comícios, sendo alvo da repressão policial.

Em Chicago a adesão à proposta da Federação foi massiva e cerca de 400 mil operários das fábricas cruzaram os braços. Aparentemente surpreendidos patrões e governo deixaram que o movimento transcorresse pacificamente. A repressão se iniciou no dia seguinte e a partir de então foi marcada por fortes conflitos envolvendo a polícia, capangas de empresas e a própria justiça de Estado.

No dia 2 de maio, domingo, a polícia entrou em choque com os grevistas numa pequena cidade vizinha de Chicago, deixando um saldo de nove mortos. No dia 3, os grevistas dirigiram-se à fábrica MacCormick, a única indústria da região que funcionava, pois os trabalhadores haviam sido demitidos e substituídos por desempregados fura-greves. Além disso, os empresários haviam contratado 300 agentes da Pinkerton para protegê-la. Os trabalhadores reagiram fazendo comícios do lado de fora dos portões, e mais uma vez houve confronto com a polícia, que disparou, provocando seis mortos e uma centena de feridos.

Ao mesmo tempo em que aumentava a repressão, aumentava o vigor da greve a o estado de ânimo dos trabalhadores. Um dos líderes da greve, o anarquista August Spies, convocou para o dia seguinte, dia 4 de maio, um ato público contra a repressão policial na Praça do Mercado de Feno, centro de Chicago, que reuniu cerca de 15 mil pessoas e foi cercada pela polícia, fortemente armada. Quando o último orador, Samuel Fielden, iniciava seu discurso, o chefe de polícia exigiu que ele descesse do palanque e enquanto discutiam, uma bomba explodiu entre os policiais, matando oito homens. A polícia revidou, abrindo fogo e provocando a tragédia: 80 operários foram assassinados e mais de uma centena ficou ferida no massacre de Chicago.

A (in) Justiça

Vários manifestantes, mas em especial os líderes da greve e organizadores do comício foram presos. O processo, reconhecido posteriormente como uma grande farsa pela própria justiça estadunidense, voltou-se contra os militantes anarquistas August Spies, Adolf Fischer, Luis Lingg, Albert Parsons, George Engel, Michael Schwab, Oscar Neebe e Samuel Fielden, sendo que três deles, Spies, Parsons e Fielden, estavam entre os oradores do encontro.

A sentença, ditada a 20 de agosto de 1886, condenou à morte os oito réus, embora posteriormente Schwab e Fielden vissem a pena comutada para prisão perpétua e Neebe para 15 anos de prisão. A execução dos condenados foi marcada para 11 de novembro de 1887. Na antevéspera, Lingg suicidou-se, numa última tentativa de salvar a vida dos companheiros. Mas as autoridades não recuaram, os quatro ativistas foram executados, enquanto a tropa se encarregava de conter a multidão nas ruas.

O crime do Estado americano, idêntico ao de muitos outros Estados, que continuaram durante muitas décadas a reprimir as lutas operárias, inclusive as manifestações de 1° de maio, era produto de sociedades onde os interesses dominantes não necessitavam sequer ser dissimulados. Na época, o Chicago Times afirmava: “A prisão e os trabalhos forçados são a única solução adequada para a questão social”, mas outros jornais eram ainda mais explícitos como o New York Tribune: “Estes brutos [os operários] só compreendem a força, uma força que possam recordar durante várias gerações...”

Seis anos mais tarde, em 1893, a condenação seria anulada e reconhecido o caráter político e persecutório do julgamento, sendo então libertados os réus ainda presos, numa manifestação comum do reconhecimento tardio do terror de Estado.
Fonte: Diversos sites da Internet.

Homenagem a Ayrton Senna da Silva (1960-1994)

sexta-feira, 30 de abril de 2010

quinta-feira, 29 de abril de 2010

11 anos como professor - Parte VII

Na Universidade Federal do Pará (UFPA, Campus Universitário de Bragança) são muitas as histórias, várias construídas e tantas a construir. Tornei-me professor substituto de História Geral da Educação em 2002, exercendo por dois anos essa tarefa. Passei no Mestrado em 2004 ainda como professor susbtituto, lotado na Faculdade de Pedagogia. Cresci e amadureci profissionalmente, aprendendo muito mais sobre a Educação e o caráter da função pública de professor.
Ministrei na Universidade Federal do Pará naquele período as seguintes disciplinas para muitas turmas: História Geral da Educação, Fundamentos Teórico-metodológicos do Ensino de História, História da Alfabetização de Jovens e Adultos, História Moderna I (Campus de Castanhal), Prática de Ensino de História (Campus de Castanhal).
Tive na Turma de Pedagogia 2000 três orientandas formidáveis, com Monografias excelentes: minha comadre Leila do Socorro Rotterdan Oleto (que escreveu sobre a personalidade educacional de Dom Eliseu Maria Coroli), Mirly Cleide de Brito Lucena (que escreveu sobre a extinta Escola em Regime de Convênio São Benedito) e Rita Cássia Silva Maciel (que escreveu sobre a Escola Manoel Lobato em Primavera/PA).
Depois dei minha contribuição para a instalação da Turma de História 2004 através de pedido junto ao Magnífico Reitor Prof. Dr. Alex Bolonha Fiúza de Melo, que destinou 40 vagas de Belém para Bragança. Passei novamente no concurso de professor subtituto m março de 2009 na Faculdade de Educação, para a mesma disciplina História da Educação. E em seguida, prestei concurso para a disciplina História Moderna e Contemporânea sendo aprovado em 1º lugar no dia 11 de junho de 2009. Fui convocado em outubro do mesmo ano e exerço atualmente a função de professor do Curso de História do Campus Universitário de Bragança. Muito aprendizado pela frente, vários projetos e planos em andamento.
Nesses 11 anos pude crescer profissionalmente graças a Deus, ao incentivo de familiares e de inúmeros amigos/as, ao meu sentimento de dever público, à minha identidade como historiador e a muito estudo, mesmo. Desde criança eu sabia que seria professor, só não sabia de que matéria. Dedico todos os trabalhos aos/às meus/minhas alunos/as de todos os tempos e de todos os lugares. Obrigado à vida, por 11 anos de história como professor! Abaixo algumas fotos da vida como professor universitário.

11 anos como professor - Parte VI

Na escola pública resta-me mencionar os dias que passei na Escola Agrícola Municipal Edgar de Souza Cordeiro, pela Secretaria Municipal de Educação de Bragança (SEMED). Fui aprovado no Concurso Público da Prefeitura Municipal de Bragança e convocado para assumir a vaga de professor de História e recebi posse em 09 de fevereiro de 2006.
Permaneci na Escola Agrícola Municipal até o dia 15 de março de 2006, quando fui removido por portaria do prefeito atual para a Assessoria da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação Geral, me tornando o primeiro servidor efetivo na nova configuração desse órgão quando da posse de Edson Oliveira em 09 de março de 2006, ao lado da secretária Maria de Nazaré Lima de Freitas, amiga de longas datas. Fiquei como assessor até junho de 2007 quando assumi a função de diretor da Escola Estadual Luiz Paulino Mártires, não acumulando cargo público, mas permaneci na Equipe Técnica da SEPLAN de Bragança.
Mesmo sem exercer a função docente, mantive um diálogo permanente com os setores ligados à Educação, ofertando cursos e oficinas sobre o Ensino de História para os demais professores colegas da rede municipal de educação em várias oportunidades. Cito aqui a Jornada Pedagógica de 2009 como uma das mais produtivas e que renderam frutíferos debates em torno do ensino de História, reformulando e atualizando os currículos encontrados e possibilitando uma melhoria significativa no papel dessa disciplina na vida de milhares de estudantes.
Pedi meu afastamento e exoneração do cargo para assumir a vaga de professor efetivo de Hstória na UFPA.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

11 anos como professor - Parte V

Minha trajetória na Escola Pública iniciou em 2004, uma experiência de aprendizado e formação pessoal e profissional. Aprovado no Concurso Público C-72 da SEDUC/PA, fui convocado em setembro daquele ano. A princípio, fui lotado na Escola Estadual Augusto Corrêa, onde me apresentei em 19 de outubro de 2004, mas onde haviam algumas restrições à minha pessoa. Ministrei aulas em turmas de 1º Ensino Médio de Educação de Jovens e Adultos, a aula foi sobre Escravidão e relações de trabalho na Grécia e Roma Antigas. Com espírito de dedicação fiquei naquela Escola até o final do ano letivo de 2004 na recuperação, nada mais. Tudo bem, afinal ninguém é perfeito!
Minha complementação de carga Horária foi para a Escola Estadual Luiz Paulino Mártires, onde fui recebido por sua diretora à época, Prof.ª Natalina Brito, minha amiga e colega de trabalho no IST. Lá fui encaminhado numa terça-feira pela manhã à turma da 8ª Série B, a primeira em que dei aula com o tema Trabalhismo na Era Vargas, apenas introduções. Logo depois assumi turmas no 3º turno, no Ensino Médio. Aguardei até 2005 e fiquei lotado somente com 100 h/m na Escola Luiz Paulino. Deu certo.
Embora a Prof.ª Natalina tenha sido afastada, continuei meu trabalho. Sofri com ela. Lá desenvolvi muito de mim, como professor, pelo sentimento público e carência de professores da minha área. Em 2005, tive a melhor turma de toda a minha vida como professor dessa escola, o 3º EM C, à noite, onde estudaram excelentes alunos/as.
Com eles, elaborei e orientei o projeto Juventude Rebelde, que venceu a Feira das Ciências daquele ano. Fui à Brasília em dezembro de 2005 e lá adquiri um material que muito ajudou o projeto, uma coletânea em CD/DVD sobre cultura durante a ditadura militar, relacionado à música. E eis que no dia 6 de dezembro saimos vitoriosos na Feira. Um show. Fizemos uma viagem a Belém para comemorar.
Em 06 de junho de 2007 fui nomeado Diretor da Escola Luiz Paulino Mártires. Pude escolher dois profissionais, o Prof. Luciano Borges e a Prof.ª Valdelice Canindé como vice-diretores e que muito contribuíram com o meu trabalho. Recebi posse no dia 13 de junho na Escola. E depois em outubro dei posse aos dois.
Falar de tudo não cabe, mas registro com saudade todos, exatamente todos, os momentos que ali passei, vivenciando a realidade de gestão na Escola Pública, melhorando o que podia, aprendendo com os erros, avançando em vários setores e deixando uma escola diferente positivamente da que recebi, praticamente desacreditada, mas com uma tradição enorme no cenário educacional, por vários motivos que todos os bragantinos interessados conhecem bem. E tive a graça de Deus de ser o diretor qde seus 40 anos. Tudo o que pude fazer ficará nas páginas da história que nada e ninguém poderão apagar. Afinal fui professor e diretor da Escola. Pedi meu afastamento em dezembro/2009 para assumir a vaga de professor na UFPA.
Posto algumas poucas fotos de momentos marcantes que vivi com um misto de saudade e alegria.

11 anos como professor - Parte IV

O Instituto Santa Teresinha foi meu primeiro emprego formal. O lugar que me abriu as portas, sempre, desde os tempos ainda como aluno desse colégio. E olha que foram muitas experiências como estudante. Em 2003, fui convocado por sua diretora Ir. Vilma de Araújo Pinheiro, mst (Missionária de Santa Teresinha) a compor o quadro docente. Aceitei com muita felicidade. Não posso descrever todos os momentos felizes e as dificuldades que enfrentei, mas sei que aprendi com isso tudo.
A primeira turma em que ministrei aulas foi a da 5ª Série A, Sala que ficava no corredor do piso superior, na manhã do dia 09 de fevereiro daquele ano, na 1ª e 2ª horas de aulas. O tema da aula foi Introdução à História e aos períodos históricos. Quantos desafios! Quantas alegrias! Lá encontrei vários/as dos/as alunos/as que acompanhei até o Ensino Médio, na 3ª Série. Trabalhei com ex-professores/as e fiz muita amizade. Projetei e ampliei o meu lado profissional com afinco e com esmero.
Não cabe nesta postagem as inúmeras experiências e fatos que me ocorreram como professor do IST em Bragança. Mas cabe meu profundo agradecimento e minha honra em vivenciar mais de 20 anos a experiência teresiana em minha vida, seja como aluno, ex-aluno, professor e agora ex-professor e minha gratidão às Irmãs Missionárias de Santa Teresinha por todos os momentos em que com um convívio cordial e respeitoso me acolheram como pessoa e profissional. Me afastei em outubro de 2009 para assumir a vaga de professor na UFPA.
Posto algumas fotos de alguns poucos momentos inesquecíveis, entre os quais pude experimentar o sentimento teresiano presente, o carinho de alunos/as, colegas e gestores/as. Guardarei e lembrarei com muitas saudades desses acontecimentos ainda tão presentes em minha vida. Obrigado IST.

11 anos como professor - Parte III

Uma das maiores experiências que tive como professor nesses 11 anos de caminhada foi certamente a do IST Vestibulares, onde trabalhei entre os anos de 2000 e 2004. Fui convidado pelo seu ex-coordenador Prof. Jânio Azevedo dos Santos, por sinal meu ex-professor no Instituto Santa Teresinha. Lá aprendi a ministrar aulas com maior e melhor dinâmica, não somente pelo incentivo, mas por minha vontade própria de adequar o conteúdo de História do Brasil que eu dominava a uma linguagem mais próxima do aluno vestibulando.
E foram muitas as vezes em que recebi o "muito obrigado" de vários/as alunos/as, muitos dos quais tive inclusive o privilégio de também serem meus/minhas alunos/as na Universidade. Esses/as alunos/as, aprovados/as em vários processos seletivos (ou vestibulares) e concursos de diversos segmentos, até hoje se constituem para mim como um patrimônio acumulado de experiência, zelo pelo meu ofício de professor e amizade fraterna. E o que falar dos encontros com colegas professores/as, os cafezinhos de Sala de Professores, as divergências, as reuniões de planejamento, a preparação de apostilas, as idas e vindas nos corredores. Isso levarei para sempre comigo.
Com essa lembrança e não podendo nomear os centenas de aprovados/as nos vestibulares da vida, desde lá, posto a foto (sem lembrar da data correta) com colegas professores/as do IST Vestibulares, que nomeio da esquerda para a direita: eu, Prof. Luciano Borges, Prof.ª Natalina Brito, Prof. Mateus Rodrigues, Prof.ª Helane Santos, Prof.ª Diana Ramos, Prof. Cap. Rui Miranda, Prof. Jânio Santos e Prof. Newton dos Santos.