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quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Palacete Augusto Corrêa em Bragança tem projeto aprovado e é aberta licitação para seu restauro


Foto: Palacete Augusto Corrêa, em 08.03.2011. Fonte: Acervo pessoal.

Passados exatos 549 dias desde a queda de sua estrutura frontal – o que ocasionou quase a perda total do prédio – foi aprovado pela Caixa Econômica Federal o projeto de restauro/revitalização e publicado na manhã de hoje o edital de licitação da obra do Palacete Augusto Corrêa no Diário Oficial da União.
A publicação feita no Diário Oficial da União, de hoje, 21 de novembro de 2019, está na Seção 3, página 184, onde se anuncia a tomada de preços para a obra do Palacete Augusto Corrêa. Atendendo a convite do Prefeito Municipal de Bragança, Sr. Raimundo Nonato de Oliveira, estive na sede administrativa da Prefeitura de Bragança para o anúncio da aprovação do projeto e publicação da licitação em entrevista coletiva concedida pelo gestor aos órgãos de imprensa local.

Foto: Edital de Licitação do Palacete Augusto Corrêa no Diário Oficial da União. Fonte: D.O.U., 21.11.2019, seção 3. p. 184.

E isso se deve em muito ao esforço coletivo de algumas pessoas e instituições. E aqui é necessário citar o trabalho da ex-Deputada Federal Simone Morgado (MDB/PA) que com o Senador Jader Barbalho (MDP/PA) destinaram recursos na ordem de 1 milhão e 740 mil reais de emenda parlamentar para a obra, indicados desde 25 de outubro de 2017 junto ao então Ministério da Cultura. Simone Morgado inclusive providenciou a audiência com titular e técnicos do então MiNC (hoje secretaria do Ministério da Cidadania) no dia 20 de junho de 2018, bem como com a Caixa Econômica Federal e outros órgãos.


Fotos: Em audiência com o então Ministro de Estado da Cultura, Sérgio Sá Leitão, com a então Deputada Federal Simone Morgado, Secretária de Planejamento Marcely Castanho e arquiteta Nazaré Freitas, no dia 20.06.2018. Fonte: Acervo pessoal.

Assim como a Sra. Marcely Regina de Oliveira Castanho, atual Secretária Municipal de Planejamento e Coordenação Geral (SEPLAN), que não mediu esforços para a consecução do projeto, a arquiteta Sra. Maria de Nazaré Lima de Freitas e toda a equipe da SEPLAN, responsáveis pelos ajustes e detalhamentos do projeto ora aprovado e à Administração Municipal pelo esforço no sentido de finalizar e aprovar o projeto.
Pela Faculdade de História de Bragança, através da Universidade Federal do Pará, pude colaborar como consultor destas ações, em viagem a Brasília, a Belém e em reuniões de trabalho que trataram do projeto e sempre acreditei que teríamos a aprovação do projeto que deverá reconstruir e readequar a estrutura perdida no desabamento do dia 21 de maio de 2018.


Fotos: Palacete Augusto Corrêa em dois momentos do dia 21.05.2018. A primeira foto foi feita às 11h27 e a segunda foto às 22h29 do mesmo dia. Fonte: Acervo pessoal.

E hoje, nesta quinta-feira, 21 de novembro de 2019, depois do sofrimento de ver este prédio ruir diante dos olhos de dezenas de pessoas, fui tomado de enorme alegria e orgulho por testemunhar esse fato que marca certamente o momento de termos em breve este prédio restaurado e em funcionamento.

Foto: Com a Primeira-Dama Eliena Ramalho, Prefeito Raimundo Oliveira, Secretária de Planejamento Marcely Castanho e Secretário de Cultura e Desportos Marco Antônio Oliveira. Fonte: Acervo pessoal.

Esperança foi a palavra e o sentimento que nutri no coração. E hoje compartilho com todos essa excelente notícia, que interessa à História e ao Patrimônio Cultural de Bragança e do Pará.
Valeu!

Prof. Dário Benedito Rodrigues, historiador

domingo, 30 de dezembro de 2018

Minha imagem de 2018 - As ruínas do Palacete Augusto Corrêa em Bragança

Foto: Pedro de Almeida Tobias, para O Liberal (2018).

Certamente o dia 21 de maio de 2018 entrou para a história de Bragança, por todos os motivos que fatos se eternizam na vida de uma cidade e na memória de seu povo. Recordo exatamente de onde estava, como a notícia me chegou e o que vi, perplexo. A muitas pessoas de meu convívio eu disse: “Meus olhos estão vendo isso, minha mente registra tudo, mas meu coração não aceita”.
E assim, às 21h19 daquela fatídica segunda-feira, a parte da frente e do telhado do Palacete Augusto Corrêa veio abaixo, deixando uma pequena parte do piso superior colado ao restante do que restou da estrutura. Eram por volta de 9 metros e meio de altura e 22 metros de frente, em alvenaria.
Naquela parte do prédio funcionava a sala da Secretaria de Planejamento da Prefeitura de Bragança, onde trabalhei por cerca de três anos. E às 1h20, já na terça-feira, dia 22, esta pequena parte de uma sala ruiu por completo. E eu assisti isso tudo de frente. E testemunhei certa apreensão quando parte da energia elétrica da parte urbana de Bragança se perdeu com a derrubada dos cabos de transmissão em frente ao prédio.
Pelo restante da noite e madrugada, entre 21 e 22 de maio, muita aglomeração de pessoas atônitas, espantadas, com medo e com a sensação de perda inestimável. Muitas delas sem acreditar – assim como eu – no que se via e esperançosos que as chuvas de maio não tivessem feito estragos tão grandes na estrutura do prédio, que na manhã daquela segunda-feira já apresentava sinais e ruídos de que poderia vir abaixo.
Daí, órgãos da imprensa de todos os cantos estiveram por aqui, registrando o episódio. De veículos de comunicação de grande circulação até blogs e redes sociais reverberaram a queda de parte do palacete. Essa foto, escolhida para marcar o que vivi em 2018 foi feita pelo fotógrafo Pedro de Almeida Tobias após a reportagem feita comigo pelo jornalista Filipe Sanches, para o jornal O Liberal.
Na imagem, feita na Rua Dr. Justo Chermont na manhã de 22 de maio, eu estava sem dormir e com um cansaço que não era menor que a perplexidade e o espanto. Ao fundo, escombros do Palacete Augusto Corrêa. E tivemos, todos nós bragantinos, que conviver até o momento presente com esta ausência e tentar compreender – se é que se pode usar o verbo – o tamanho do descaso para com o Patrimônio Cultural de Bragança, algo que vem se tornando corriqueiro quando se vê a cidade atualmente.
Esperança é a única palavra do sentimento que esta imagem me traz, para que tenhamos em breve a reconstrução da fachada do Palacete Augusto Corrêa e a construção de uma Política Cultural séria bem como uma Educação Patrimonial em todas as escolas, que possa ser consolidada com os esforços e as energias da comunidade como um todo, de representantes políticos e governantes, de técnicos e de interessados na História e Cultura de Bragança.
Até 2019.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Patrimônio Histórico bragantino abandonado... parte 1

O que deveria ser um orgulho e identidade do povo bragantino e daqueles que adotaram a cidade como seu lugar se transforma numa grande mágoa e mancha na história recente de Bragança. Nada se fala acerca da possibilidade de restauro ou qualquer projeto de recuperação deste estado de abandono.
Os prédios públicos do Palacete Augusto Corrêa e da Casa da Cultura encontram-se literalmente abandonados, em claro processo de depredação, senão pela falta de lembrança dos que precisam lutar para a sua conservação, mas pela ação do tempo, que não tarda em destruir o que outrora era elegância e garbo.
Apelo a todos aqueles que puderem que nos ajudem a recuperar esses belos exemplares da arquitetura do início do século XX para a posteridade e para a memória do povo bragantino. A imprensa em geral não divulga isso. Alguns representantes dos poderes constituídos sequer pautam essa discussão.
Não existe mobilização de nenhum ente neste sentido. Só conversas, discursos e muito “blá-blá-blá”, como os que vão aparecer depois dessa postagem. Então, o meio acadêmico faz seu papel estudando o patrimônio histórico e dando a conhecer parte de seu passado e da sua importância no tempo.
Precisamos de ajuda dos interessados no Patrimônio Histórico e Cultural bragantino, para discuti-lo, conhecê-lo, conservá-lo e a partir dele deixar um legado bom para o futuro.

Prof. Dário Benedito Rodrigues, historiador

Abaixo, um resumo simples com a descrição do prédio. As fotos são de julho de 2015. Notem os detalhes.

Palacete Augusto Corrêa
O Palacete Augusto Corrêa é um prédio em alvenaria, localizada à frente da Praça Antônio Pereira. Seus alicerces, em pedra, foram feitos em estilo português e neoclássico, obedecendo a um padrão da assim chamada Belle-Époque amazônica. Foi inaugurado entre os anos de 1902 ou 1903 e funcionou como sede do Poder Executivo municipal.



Fotos: Dário Benedito Rodrigues, Acervo pessoal (2015)

Casa da Cultura
A Casa da Cultura foi adquirida pela família de José Paulino dos Santos Mártyres em 03 de novembro de 1900, comprada do casal Simpliciano Fernandes de Medeiros e Mariana Mártyres de Medeiros. Funcionou muitos anos como sede da Fundação Cultural de Bragança, da Associação Cultural e Recreativa de Estudantes de Bragança – ACREB, do Auditório e Salão Padre Vitaliano Vari e da Biblioteca Pública De Castro e Souza.


Fotos: Dário Benedito Rodrigues, Acervo pessoal (2015)

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Centro Educacional João Paulo II inicia atividades educativas em seu projeto Bragança 400 anos

Atendendo ao convite do Centro Educacional João Paulo II estive na última quarta-feira (06 de junho) em atividade de extensão do projeto que coordeno (Reminiscências da História Urbana de Bragança, em fontes do século XX – UFPA, Faculdade de História) ministrando um pequeno city tour histórico com alunos do 5º ano (manhã), pelo Centro Histórico de Bragança.
O percurso se deu na Travessa Senador José Pinheiro, Avenida Visconde do Rio Branco, Largo de São Benedito, Praça Antônio Pereira, Travessa Cônego Miguel, Avenida Marechal Floriano Peixoto e passando por diversos prédios símbolos do patrimônio histórico e arquitetônico de Bragança, como a Casa Madrid, a Residência de João Paes Ramos, a Orla do rio Caeté, a Igreja de São Benedito, o Coreto Pavilhão Antônio Lemos, o Palacete Augusto Corrêa e a Escola Monsenhor Mâncio Ribeiro.
A atividade foi marcada pelo despertar do interesse dessas crianças e adolescentes às questões relacionadas ao reconhecimento do Patrimônio Histórico material e imaterial do qual Bragança é possuidora, não somente através de iniciativas como ir até os locais considerados históricos, mas também de produzir material didático e trabalhos avaliativos com a sua consideração sobre o Patrimônio.
Como um interlocutor, pude apresentar esses pontos, contando com o apoio das professoras do CEJP II que foram atenciosas e prestimosas, sempre incentivando seus alunos à atenção e ao reconhecimento dos significados e valores que o passado pode dar ao presente.
Obrigado às Professoras Yolete Lima, Selma Lima e Syane Garcia pelo convite. Estarei à disposição sempre para colaborar. Abraços aos alunos do 5º ano. Um exemplo a ser seguido por todas as Escolas de Bragança.
Curta as fotos da atividade com alunos do Centro Educacional João Paulo II.