
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Obrigado a todos/as por 10.000 visitas

quarta-feira, 12 de maio de 2010
Superintendente do IPHAN (PA/AP) em visita a Bragança
Na foto: João Batista Pinheiro, o Careca (Presidente da Marujada), Dorotéa Lima (Superintendente IPHAN PA/AP), eu, Carlos Denizar Souza Machado (Historiador/SEPLAN), Vera Lúcia dos Santos (Tesoureira da Marujada), equipe do IPHAN e Benedita (funcionária do Museu), após a reunião no Teatro Museu da Marujada.domingo, 9 de maio de 2010
sábado, 8 de maio de 2010
Eleita nova Diretoria do LEO Clube de Bragança 2010-2011
quinta-feira, 6 de maio de 2010
I Seminário Bragantino de Pesquisa - UFPA Bragança

A Faculdade de Letras da UFPA Bragança convida toda a comunidade acadêmica para o I SEBRAPE (Seminário Bragantino de Pesquisa), que tem como tema “Linguagem, Educação e Diversidade”.
Objetivos:
1. Propor diretrizes para pesquisas, destacando prioridades quanto a temas, objetos e metodologias;
2. Fomentar pesquisas que estejam consorciadas com a extensão, a fim de oferecer maior e melhor retorno social;
3. Viabilizar a construção de uma prática interdisciplinar na realização de pesquisas em Letras e Humanidades;
4. Propor a constituição de um núcleo de pesquisa e extensão.
Público Alvo:
Docentes e discentes do Campus Universitário de Bragança (UFPA), Gestores Públicos do Estado e do Município, Professores do Ensino Básico, Pesquisadores de diferentes instituições e formação.
Programação:
Dia 14.05.2010, Sexta-feira:
- 16 às 18h – Credenciamento
- 18 às 18h30 – Abertura e composição da mesa.
- 18h30 às 19h30 – Conferência de abertura
Tema: “A pesquisa no Ensino Superior: histórico e perspectivas”, com Prof. Pedro Walfir Martins e Souza Filho (Diretoria de Pós-Graduação/PROPESP)
Dia 15.05.2010, Sábado:
- 08h30 às 10h – Mesa Redonda I
Tema: “Aproximações nos estudos da linguagem: Estudos Literários e Estudos Linguísticos”, com o Prof. Dr. José Guilherme Fernandes, Prof. M.Sc. Jair Cecim e Prof.ª Dr.ª Cristina Caldas.
- 10h às 10h30 – Intervalo
- 10h30 às 12h – Mesa Redonda II
Tema: “Linguagem e Interdisciplinaridade”, com o Prof. Dr. Andrea Ciacchi. Prof.ª M.Sc. Maria Roseane Pinto, Prof.ª M.Sc. Maria Gorete Cardoso.
- 12h às 14h – Almoço
- 14h às 16h30 – Grupos de Trabalho
- 17h às 18h – Conclusão dos GT’s
- 18h às 19h – Socialização das propostas em Plenária
- 19h às 20h – Conferência de Encerramento
Tema: “Memória, oralidade, danças e rituais em um povoado amazônico”, com a Prof.ª Dr.ª Benedita Celeste de Moraes Pinto.
- 20h às 21h - Programação cultural e lançamento de livro “Filhas das Matas: práticas e saberes de mulheres quilombolas na Amazônia”, da Prof.ª Dr.ª Benedita Celeste de Moraes Pinto.
Grupos de Trabalho e Temáticas:
1) Linguagem, Educação e Diversidade – Prof. M.Sc. Conceição Azevedo (Letras) e M.Sc. Gorete Cardoso (Pedagogia);
2) Linguagem e Cultura – Prof.ª Dr.ª Cristina Caldas (Letras) e Prof. M.Sc. Dário Benedito Rodrigues (História);
3) Linguagem e Interdisciplinaridade – Prof. M.Sc. Carlos Dias (Letras) e Prof. ª M.Sc. Roseane Pinto (História);
4) Linguagem e movimentos sociais – Prof. M.Sc. Álvaro Araújo (Letras) e Prof. M.Sc. Natalina Freitas (Pedagogia).
Metodologia:
1º) Sensibilização: apresentação de realidade-problema a partir de música, estudo de caso, textos diversos e/ou imagem/vídeo.
2º) Problematização: discussão em torno de problemas sugeridos na fase anterior, atentando-se para as seguintes prioridades no debate universidade/sociedade: demandas sociais e escolares; formação de público crítico (leitores e espectadores “comuns” e especializados); interculturalidade e interdisciplinaridade; e trabalho e sustentabilidade.
3º) Proposição: construção de propostas, mediantes frases/pensamentos curtos, que atendam às seguintes perguntas: a) o que fazer?; b) com quem/com o quê fazer?; c) para quem fazer; e d) como fazer?
Inscrições:
As inscrições são gratuitas e devem ser solicitadas enviando um e-mail para falebraufpa@gmail.com, com os seguintes dados: Nome; Instituição ao qual é vinculado; Opção por um dos Grupos de Trabalho.
Maiores informações em: http://letrasbraganca.blogspot.com
terça-feira, 4 de maio de 2010
Leia a entrevista do Blog da Prof.ª Edilza Fontes com a Deputada Estadual Simone Morgado, do PMDB/PA
http://edilzafontes.blogspot.com/2010/05/entrevista-da-deputada-simone-morgado.html
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Selo do Prêmio DARDOS reconhece trabalho do blog
Por indicação da Prof.ª Daniela de Nazaré Torres de Barros, simplesmente Lela Torres ou Lela Orca, através de seu reconhecido blog http://lelaorca.blogspot.com, o meu blog recebeu o selo do Prêmio DARDOS, cujas indicações e premiações são feitas de blogueiros para blogueiros.
Com o Prêmio DARDOS se reconhecem os valores que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras.
Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre blogueiros, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web.
Sinto-me surpreso, honrado e humildemente agradecido à amiga e ex-colega de trabalho Prof.ª Daniela Torres pelo prêmio, oferecido com todo o carinho que sempre lhe foi peculiar no tratamento e reconhecimento dos valores de amizade, cordialidade, respeito e partilha do conhecimento.
O Prêmio DARDOS tem três regras.
1. Exibir a imagem do selo DARDOS no blog;
2. Exibir o link do blog que você recebeu a indicação;
3. Escolher 10, 15 ou 30 blog’s para dar a indicação e avisá-los.
Então, como parte desse prêmio, indico e ofereço com carinho e reconhecimento pelo trabalho o Prêmio DARDOS aos amigos e companheiros que representam estilos diferentes, mas que contribuem decisivamente para fazer da Web um lugar mais agradável para estar. A eles dedico o selo. Eis os blog’s em ordem alfabética:
http://anajuliacarepa13.blogspot.com/
http://bbordallo.wordpress.com/
http://blog.cancaonova.com/felipeaquino
http://blogelaphar.blogspot.com/
http://edilzafontes.blogspot.com/
http://letrasbraganca.blogspot.com/
http://literante.blogspot.com/
http://lucianapersi.blogspot.com/
http://paesloureiro.wordpress.com/
http://projaudiovisual.blogspot.com/
http://simonemorgado.blogspot.com/
http://ummilhodeamigos-acuma.blogspot.com/
http://urbanoemodernista.blogspot.com/
http://viahistoriae.blogspot.com/
Parabéns a todos/as. Prof. Dário Benedito Rodrigues, historiador
Armando Bordallo da Silva (*03.05.1906, +04.04.1991)
Uma visão de construção historiográfica e folclorista que militou na segunda metade do século XX destacaria, como referência obrigatória, dois nomes que bem representaram o momento vivido na década de 30: Armando Bordallo da Silva e Bolívar Bordallo da Silva. Talvez não os mais criativos de todos os renomes bragantinos, mas que produziram em seu tempo ensaios, cartas, livros e deixaram um legado de sua impressão e preocupação com o desenvolvimento da Região Bragantina e que defendiam o “país dos Caetés” com forte bairrismo e inteligência. Mas hoje cabe aqui um registro especial sobre o Dr. Armando Bordallo da Silva, ilustre bragantino que tive o imenso prazer de conhecer em 1987, em companhia de seus netos, amigos contemporâneos de infância.

Foto: Armando Bordallo da Silva / Fonte: Arquivo Bordallo
Armando Bordallo da Silva era bragantino, nascido em 03 de maio de 1906, filho de Sebastião José da Silva e Maria do Céu Bordallo da Silva. Teve dois irmãos, Bolívar e Almira Bordallo da Silva. Estudou o Curso Primário no Grupo Escolar Monsenhor Mâncio Ribeiro e posteriormente no Colégio Progresso Paraense, do Dr. Arthur Porto, em Belém, para onde se transferiu para estudar, o quinto e o sexto ano, respectivamente. O Curso Secundário foi concluído no Colégio Progresso Paraense, tendo feito seus exames de preparatórios no Ginásio Paes de Carvalho.
Desde criança já percorria o município de Bragança, convivendo com a população, demonstrando ser um grande observador e ao mesmo investigador de tudo a seu alcance. Esquadrinhou desde jovem o que estava relacionado com os hábitos, costumes, superstições e crenças de seus conterrâneos bragantinos, a quem não escapava comentários e elogios, como “gente simples, boa e hospitaleira”.
Foto: Armando e Bolívar Bordallo ainda crianças / Fonte: Arquivo Bordallo
Entre 1918 e 1924 consolidou sua vocação literária e poética, dedicada àquela a quem chamou de “Bela Jovem”, dedicando parte do seu tempo estudantil a incentivar a premiação dos se destacavam em atividades culturais nos colégios por onde estudou, por meio dos grêmios estudantis que fundou e atuou. Tornou-se médico sanitarista e por esta área doutorou-se em 1931, ocupando vários cargos e assumindo diversas funções pertinentes à disciplina que abraçou.
Em 1927 formou-se em farmacêutico pela Faculdade de Farmácia do Pará, sendo orador oficial da turma. Em 1930 formou-se em médico pela Faculdade de Medicina e Cirurgia do Pará e doutorou-se em Medicina, defendendo a tese "Das Vitaminas e das Avitaminoses", aprovado com distinção, sendo nesta ocasião o orador oficial da turma. Em abril de 1931 foi nomeado Inspetor Médico Sanitário de Bragança.
Em 29 de dezembro de 1937, casou-se com Marilda Medeiros de Athayde, tendo o casal seis filhos que são Luiz Fernando, Alberto José, Benedito Sebastião, Maria Rosa, Paulo Emílio e Mariana Tereza.
Foto: Armando e Marilda Bordallo e seus filhos / Fonte: Arquivo Bordallo
Em 1940 fez um curso de especialização na Escola de Educação Física e Desportos, da Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro. De
Com um grupo de amigos, entre eles seu irmão e historiador Bolívar Bordallo da Silva e Luiz Paulino dos Santos Mártires, que viria a se tornar prefeito em Bragança, fundam o Grêmio Estudantino. Nas diversas atividades que realizaram, uma delas se refere à carta enviada pelo grêmio ao Presidente da República solicitando a implantação de uma escola para filhos de agricultores, o que foi atendido anos mais tarde.
Foto: Franco Mártires, Armando, Bolívar e Luiz Paulino Mártires, fundadores do Grêmio Estudantino / Fonte: Arquivo Bordallo
A atuação desse grupo ao qual Armando Bordallo fazia parte rendeu-lhes, inclusive a presidência da Campanha Nacional de Educação em Belém, exercida pelo companheiro Luiz Paulino Mártires. Em seus trabalhos, um especial chama atenção pela atualidade: uma campanha em defesa do meio ambiente, com a distribuição de panfletos educativos sobre a preservação e conservação das áreas de manguezal
Em fins de 1954 promoveu, junto ao Governo do Estado e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, a realização de um convênio para que o Museu fosse administrado por aquele Instituto, o que finalmente foi conseguido, sendo assinado esse acordo em 07 de dezembro de 1954. Em 1955 foi empossado Catedrático de Antropologia da Faculdade de Filosofia do Pará e posteriormente da Universidade Federal do Pará, até 1976, quando foi aposentado. Aposentou-se em 1967, como pesquisador
Na década de 1970 conheceu Portugal, onde estagiou no Instituto de Alta Cultura daquele país, com bolsa de estudos, logo depois sendo agraciado com várias comendas. Deveu parte das influências no campo do folclore a extrema amizade ao irmão, Bolívar Bordallo da Silva, advogado e historiador, inclinando-se ao estudo do folclore e antropologia.
Figura de largo conceito na classe médica paraense e centros culturais de Belém, Armando foi empossado em 31 de maio de 1969 como sócio efetivo e perpétuo na Academia Paraense de Letras, na cadeira de nº. 23, que tem como patrono João Marques de Carvalho. Integrou uma geração que vai se extinguindo, na qual a decência sempre foi uma exigência íntima de cada um, no contexto de uma sociedade de princípios rígidos, na edificação de monumentos eternos de moral ou pelo menos duráveis.
Na vida associativa, integrou o Instituto Histórico e Geográfico do Pará, o Instituto de Antropologia e Etnologia do Pará, a Sociedade Médico-cirúrgica do Pará, o Instituto Brasileiro de Educação, Ciência e Cultura, a Fundação Cultural de Bragança e a Comissão Paraense de Folclore, onde ficou como presidente de honra até sua morte.
Foto: Capa do livro Contribuições de Armando Bordallo da Silva / Fonte: Acervo pessoal
Sua obra Contribuição ao Estudo do Folclore Amazônico na Zona Bragantina encontra-se publicada em duas edições. A primeira, pelo Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi, na edição nº. 05, Série Antropologia, pela Falangola Editora, em
Foto: Armando sendo reverenciado pela última vez pela Marujada de Bragança / Fonte: Arquivo Bordallo
É Armando Bordallo um desses autores que se tornou referência constante para os estudos que sucederam o seu, dentre esses os destinados a monografias de conclusão de curso em vários âmbitos das Humanidades, deixando evidente sua notoriedade. Em Contribuições sua intenção era a criar uma ligação íntima entre as manifestações culturais e a exaltação do sentimento de pertença ao adjetivo bragantino. Bordallo da Silva identificou positivamente a cidade de Bragança e suas tradições como festas, populares e católicas, locais de construção do povo caboclo e ainda mais o “povo” do Caeté, tendo como marco cultural os festejos beneditinos, mas ampliando o olhar a outros folguedos bragantinos, como o Carnaval, Festa de Reis, Festa do Divino Espírito Santo entre outros.
Contudo, é singular em Bordallo a descrição da Marujada. Como um de seus grandes admiradores, ele apreciava a dança, os rituais, a reza, a indumentária, os instrumentos e até a tradição da hierarquia nos quadros de seus dirigentes (especificamente as capitoas, mulheres que comandam o ritual). Mesmo que essas especificidades digam respeito ao passado descrito pelo autor, elas estavam bem vivas e presentes na época em que o seu livro foi escrito e publicado, o que orgulhava Bordallo pela recuperação de relíquias desse passado bragantino.
Foto: Eu, Simone Morgado, Diana Ramos, Marilda Bordallo e Rosa helena Oliveira, na solenidade de 100 anos de Armando Bordallo da Silva, na Academia Paraense de Letras, em 2006 / Fonte: Acervo pessoal
Ao morrer em Belém, no dia 04 de abril de 1991, deixou órfã uma imagem de cultura bragantina frutífera, recheada de produtos culturais, jornalísticos, estilísticos, sem tantos contrastes e a perpetuação de suas palavras, escritos e testemunhos sobre cultura, folclore e sociedade
Suas obras, seus textos e seus livros são patrimônios bem guardados, com muito zelo no Arquivo Bordallo, trabalhado pela Prof.ª Mariana Thereza Athayde Bordallo da Silva. Desta maneira, na linguagem da história, o fato se torna uma marca da impressão do tempo, manifestando-se e convivendo com o presente. Já seus autores permanecem ancorados no passado preenchido exatamente pelo que nos legaram, sua vida e sua obra.
Revista Ver-o-Pará sobre os 200 anos Marujada de Bragança foi lançada em maio de 1998
domingo, 2 de maio de 2010
02 de maio: Dia Nacional do Ex-combatente
Foto: Medalhas do Jubileu da II Guerra Mundial aos ex-combatentes
Foto: Medalha de Serviços Relevantes à Marinha do Brasil