domingo, 31 de janeiro de 2010

Carnaval do passado, com meu pai...

Não posso deixar de homenagear o meu pai, Jocelino Nonato da Silva (*10.02.1937/+26.09.1984), que foi Rei Momo do Carnaval de 1978, de maneira especial, com fotos e imagens que me seguem na vida, na memória e nos instantes em que me deparo com a saudade, que chega tamanha que escorre pelos olhos como lágrimas. Tempos bons aqueles, onde o Carnaval de Bragança respirava um ar diferente do de hoje. Não é saudosismo, é a valorização do sentido real desse evento social.
Foto 1: Papai Jocelino Nonato, de Rei Momo, com a rainha do Carnaval Angélica Lima, em 1978.
Foto 2: Papai Jocelino Nonato, de Rei Momo, em desfile de carro aberto, na Praça da República.
Foto 3: Papai Jocelino Nonato, de Rei Momo, detalhe do desfile em carro aberto, na Praça da República (foto colorida).

Feliz Aniversário Pepeu!

Meu tio Pedro Aurélio de Aviz Rodrigues está aniversariando hoje e para ele, as minhas homenagens mais sinceras. Muita história para contar e tantas para construir. Obrigado pelo seu carinho nas horas de maior dificuldade e pelo cuidado e amor por nós, seus sobrinhos (filhos da Socorrinho, viu!) em nome dos quais eu te agradeço. Parabéns. Saúde. Paz. Felicidades. Do teu sobrinho, Dário Benedito Rodrigues.

Resultado da enquete: "Do que Bragança mais precisa em 2010?"

Na primeira enquete que fiz, pensei em tantas perguntas, mas me veio na cabeça a ideia de saber o que os/as amigos/as e leitores/as do blog queriam para a nossa cidade em 2010. Tivemos esse mês para votar e abaixo seguem as respostas em seus resultados percentuais. Postarei comentários em seguida.
Do que mais Bragança precisa em 2010?
Infraestrutura e melhoramentos urbanos: 56%
Saúde e Segurança: 18%
Educação e Cultura: 12%
A mesma coisa de 2009: 12%
Meus comentários:
É bastante lógico que os/as leitores/as que votaram na enquete pensem em Infraestrutura, já que nossa cidade cresceu nos últimos 20 (vinte) anos em ritmo desordenado e nada foi feito pelos poderes públicos constituídos para tal. Exemplos disso são adensamentos urbanos, as chamadas "invasões" (termo popular e às vezes pejorativo), que precisam de obras, saneamento básico, água potável, energia elétrica regularizada, moradia digna.
Um problema sério na infraestrutura está na baixa qualidade daquilo que foi feito em anos anteriores e até mesmo agora, como galerias, asfaltamento (se é que podemos chamar assim), iluminação pública e serviços como a limpeza pública e a condição de tratamento de esgoto (inexistente até o momento). Uma cidade que se quer precisa de espaços urbanos de melhor qualidade e descentralização de outros, com a criação de mercados nos bairros, ginásios poliesportivos, postos de saúde, etc.
Isso foi pensado pelos atuais gestores. Até que ponto será realizado? Vamos ver! E algumas obras estão sendo feitas, com o ritmo peculiar de obras públicas, como o Posto de Saúde do bairro do Taíra (desde 2008) e o asfalto nas ruas, que até deu uma cara nova à cidade. Temos que lutar e exigir que se cumpra o Plano Diretor Municipal Participativo em todas as suas nuances, já que prevê uma atuação maior e mais direcionada dos poderes públicos quanto às necessidades da cidade e de sua vida urbana.
Sobre o segundo lugar para Saúde e Segurança, fica claro a demanda quando pensamos na crescente violência, tráfico de drogas, prostituição de crianças e adolescentes, acidentes de trânsito, descumprimento das leis, consumo excessivo de bebidas alcóolicas e drogas, desrespeito aos direitos sociais (poluição de todos os tipos, especialmente a visual e sonora), desmandos, atendimento nos serviços de saúde, equipamentos e recursos humanos.
Fica aqui uma opinião a respeito do assunto, bastante contundente, eu diria, mas não descabida. Ainda é grande o número de pessoas que morrem em consequência de atendimento em equipamentos de saúde em Bragança que não sabem dar um diagnóstico mais preciso, ou seja, por não termos ainda profissionais aptos para as complexidades de saúde, como em traumatologia, cardiologia, neurologia, doenças infecto-contagiosas, entre outras. Ter unidades de tratamento intensivo, semi-intensivo, renal crônico é uma melhoria, mas deixar os hospitais à míngua no final de semana, não dá. Isso não é uma conjectura, aconteceu com a minha família num hospital de Bragança há poucos meses. Assim esses pacientes são encaminhados à capital do Estado quando seu estado já é praticamente irreversível. Setores cresceram, isso é inegável. E o atendimento melhorou? Eu pergunto...
A respeito do terceiro lugar para as duas outras sugestões da enquete, Educação e Cultura e A mesma coisa de 2009, não me assustei tanto, já que em nossa cidade ainda não existe uma cultura educacional, ou seja, mesmo se falando de Educação, Cultura, essas coisas, a ação dos poderes públicos e dos chamados Conselhos (muitos inexistentes, outros sem poder deliberativo, como os de Educação e Cultura) fica sendo abaixo do esperado. Outros ainda querem permanecer como estão, confortavelmente envolvidos numa aura de fisiologismos.
Vamos aos fatos. Educação não se faz em evento, mas com uma política, com gestão, com controle social. Concordo em maioria, com muitos trabalhos desenvolvidos pelos órgãos da Educação em Bragança (da rede pública e particular), mas o tratamento dado à política educacional ainda é o de manutenção de poderes, dinastias, vinganças, privilégios, predileções, anti-profissionalismo, patrimonialismo, indicações políticas, criação de mitos, e outros tantos.
Com relação à Cultura, me vem a súbita impressão de que foi traída pelos discursos sem propósitos, literalmente. Os discursos são uns, as práticas são outras. Quem tem olhos para ver, veja. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça. Quem quiser comprovar, fiscalize. Quem quiser ficar de "mal", que fique! Problema é seu!
Mas por outro lado, muitos de nossos estudantes de todos os níveis ainda não crescem com perspectiva de melhor qualidade de vida, na cultura do saber, do conhecer, do experimentar, de valorizar o aprender, pois estão sendo levados por necessidade histórica ao trabalho, ao subemprego, à desestruturação familiar a partir de uma gravidez fora de tempo (nada contra, em absoluto, às gestantes!), pouca insistência no valor da leitura, falta de autoestima de profissionais da Educação, dentre outras situações a olhos nus.
Em se tratando do tópico A mesma coisa de 2009, é preciso salientar que Bragança precisa de mais em 2010. Ano de eleições. Ano de campanhas eleitorais, que devem ser ferrenhas. Ano de desconfortos partidários. Ano de promessas. Ano de Copa do Mundo. Estamos tratando do futuro de Bragança, ou olhando para o nosso próprio umbigo simplesmente? Que Bragança queremos? Não estamos correndo "em busca/atrás do próprio rabo"?

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Ditados populares na Era Digital (Blog NTE Bragança)

Texto recebido do Blog NTE/Bragança:

Como estamos na "Era Digital", foi necessário rever os velhos ditados existentes e adaptá-los à nova realidade. Vejam alguns:

01. A pressa é inimiga da conexão.

02. Amigos, amigos, senhas à parte.

03. Antes só, do que em chats aborrecidos.

04. A arquivo dado não se olha o formato.

05. Diga-me que chat frequentas e te direi quem és.

06. Para bom provedor uma senha basta.

07. Não adianta chorar sobre arquivo deletado.

08. Em briga de namorados virtuais não se mete o mouse.

09. Em terra off-line, quem tem um 486 é rei.

10. Hacker que ladra, não morde.

11. Mais vale um arquivo no HD do que dois baixando.

12. HD sujo se limpa em casa.

13. Melhor prevenir do que reformatar.

14. O barato sai caro. E lento.

15. Quando a esmola é demais, o santo desconfia que tem vírus anexado.

16. Quando um não quer, dois não teclam.

17. Quem ama um 486, Pentium 5 lhe parece.

18. Quem clica seus males multiplica.

19. Quem com vírus infecta, com vírus será infectado.

20. Quem envia o que quer, recebe o que não quer.

21. Quem não tem banda larga, caça com modem.

22. Quem nunca errou, que aperte a primeira tecla.

23. Quem semeia e-mails, colhe spams.

24. Quem tem dedo vai a Roma.com

25. Um é pouco, dois é bom, três é chat ou lista virtual.

26. Vão-se os arquivos, ficam os back-ups.

27. Diga-me que computador tens e direi quem és.

28. Há dois tipos de pessoas na informática.Os que perderam o HD e os que ainda vão perder.

29. Uma impressora disse para outra: Essa folha é sua ou é impressão minha.

30. Aluno de informática não cola, faz backup.

31. O problema do computador é o USB (Usuário Super Burro).

32. Na informática nada se perde nada se cria. Tudo se copia… e depois se cola.

33. O Natal das pessoas viciadas em computador é diferente. No dia 25 de Dezembro, o Papai Noel desce pelo cabo de rede, sai pela porta serial e diz: Feliz Natal, ROM, ROM, ROM. Valeu!

É o tempo dela... a chuva.

Veja só a chuva chegando em Bragança, na orla da cidade.
Deixa a chuva cair... É o tempo dela!

video

Mil caranguejos são devolvidos aos mangues em Bragança (Agência Pará)

Texto reproduzido na íntegra do Site da Agência Pará de Notícias (Governo do Estado), em 27.01.2010, 18h29 a partir de:

http://200.164.100.137/exibe_noticias_new.asp?id_ver=57503

Nos últimos dias do primeiro período do defeso do caranguejo no Pará, 20 e 21 de janeiro, cerca de 1000 caranguejos foram devolvidos aos mangues do município de Bragança, a 215 km da capital paraense. Moradores das comunidades de Bacuriteua e do Acarajó foram encontrados com várias "peras de caranguejo" (nome dado ao carregamento de 14 unidades de caranguejo amarrados para venda) na estrada de Ajuruteua.

Moradores de Bacuriteua e Acarajó, em Bragança, foram encontrados com várias "peras de caranguejo" por técnicos ambientais da Sema e policiais do BPA (Foto de Marinaldo Gonçalves / SEMA / 27.01.2010).

Os caranguejos estavam sendo transportados em bicicletas ao longo da estrada, que tem cerca de 40 km de extensão, quando os técnicos ambientais da Sema e policiais do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) surpreenderam os infratores. No primeiro caso, o morador de Bacuriteua que carregava cerca de 200 caranguejos, afirmou que os crustáceos seriam para consumo da família. No segundo, justificativa semelhante foi dada, mas em ambas as situações ficaram constatadas a intenção de venda.

A partir de 31 deste mês até 5 de fevereiro - a época de reprodução da espécie, chamada defeso - é proibida a captura de caranguejo em todo o Pará (Foto de Marinaldo Gonçalves / SEMA / 27.01.2010).

De acordo com a gerente de Fauna da Sema, Simone Linhares, nos três últimos dias de cada defeso, não é aceitável sequer o estoque do caranguejo. "Que se dirá do consumo ou venda, como era o caso dos extratores das duas comunidades. Por isso, apreendemos os caranguejos na hora, e como a equipe estava na estrada, que é toda rodeada de mangues, fizemos a devolução ali mesmo", afirmou.

Próximo defeso - Os técnicos da Gerência de Fauna e Recursos Pesqueiros (Gefau) da Sema irão fazer novas fiscalizações a partir de 31 deste mês, que se estenderão até o dia 5 de fevereiro. Nesse período, é proibida a captura dos crustáceos, porque é a época de reprodução da espécie.

Técnicos devolvem os caranguejos à natureza, em seu período de defeso (Foto de Marinaldo Gonçalves / SEMA / 27.01.2010)

Os vendedores podem adquirir caranguejos e declarar seu estoque até o dia 30 de janeiro, que devem ser transportados, estocados, vendidos e consumidos até o dia 2, sob pena de terem seus produtos apreendidos e ainda serem autuados pelo crime ambiental.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Dia 27 de janeiro - Dia de Recordação das Vítimas do Holocausto (II Guerra Mundial)

Memorial do Holocausto em Jerusalém Baseado na Wikipédia a partir do texto de: http://pt.wikipedia.org/wiki/Holocausto
A palavra Holocausto (no grego antigo todo queimado) tem origens remotas em sacrifícios e rituais religiosos da Antiguidade, em que plantas e animais (até mesmo seres humanos), eram oferecidos às divindades, sendo completamente queimados durante o ritual. Neste caso, holocausto quer dizer cremação dos corpos (não necessariamente animais). Este tipo de imolação corpórea também foi usado por tribos judaicas, como se evidencia no Livro do Êxodo: "Então, Jetro, sogro de Moisés, trouxe holocausto e sacrifícios para Deus; (…)". Também encontrada referência na bíblia católica, onde a palavra holocausto é citada no Livro do Êxodo, capítulo 40, versículo 6: "E porás o altar do holocausto diante da porta do tabernáculo da tenda da revelação".
A partir do século XIX, a palavra holocausto passou a designar grandes catástrofes e massacres até que após a Segunda Guerra Mundial o termo Holocausto (com inicial maiúscula) foi utilizado especificamente para se referir ao extermínio de milhões de pessoas que faziam parte de grupos politicamente indesejados pelo então regime nazista fundado por Adolf Hitler. Havia judeus, militantes comunistas, homossexuais, ciganos, eslavos, deficientes motores, deficientes mentais, prisioneiros de guerra soviéticos, membros da elite intelectual polaca, russa e de outros países do Leste Europeu, além de ativistas políticos, membros da Igreja das Testemunhas de Jeová, alguns sacerdotes católicos, alguns membros da Igreja dos Mórmons e sindicalistas, pacientes psiquiátricos e criminosos de delito comum.
Mais tarde, no correr do julgamento desses criminosos, o termo foi sendo aos poucos adotado somente para se referir aos judeus mortos. Todos estes grupos pereceram lado a lado nos campos de concentração e de extermínio, de acordo com textos e fotografias e testemunhos de sobreviventes acompanhado por uma extensa documentação deixada pelos próprios nazistas, perpetradores e de espectadores, e com o saldo de registros estatísticos de vários países sob ocupação. Hoje, já se sabe aproximadamente o número de mortes. Morreram 17 milhões de soviéticos (sendo que 9,5 milhões de civis); 6 milhões de judeus; 5,5 milhões de alemães (3 milhões de civis); 4 milhões de poloneses (3 milhões de civis); 2 milhões de chineses; 1,6 milhão de iugoslavos; 1,5 milhão de japoneses; 535.000 (330.000 civis) de franceses; 450.000 (150.000 civis) de italianos; 396.000 de ingleses, e 292.000 soldados norte-americanos.

Memorial do Holocausto em Berlim

Atualmente, o Holocausto foi novamente utilizado para descrever as grandes tragédias, sejam elas antes ou depois da Segunda Guerra Mundial. Muitas vezes a palavra holocausto tem sido usada para qualquer extermínio de vidas humanas executado de forma deliberada e maciça, como na que resultaria de uma guerra nuclear, falando-se por vezes de holocausto nuclear. Shoá (השואה), também escrito da forma Shoah, Sho'ah e Shoa, que em língua iídiche (um dialeto do alemão falado por judeus ocidentais ou asquenazitas) significa calamidade, é o termo deste idioma para o "holocausto". É usado por muitos judeus e por um número crescente de cristãos, devido ao desconforto teológico com o significado literal da palavra Holocausto, que tem origem do grego e conotação com a prática de higienização por incineração; estes grupos acreditam que é teologicamente ofensivo sugerir que os judeus da Europa foram um sacrifício a Deus. É no entanto reconhecido que a maioria das pessoas que usam o termo holocausto, não o fazem com essa intenção. Similarmente, muitas pessoas ciganas usam a palavra porajmos ("poráimos"), significando devorar, para descrever a tentativa nazista do extermínio do grupo.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Projeto de Lei que tramita no Senado sobre a profissão de Historiador

É bom ver isso no Senado Federal. Trata-se do Projeto de Lei n.º 368/2009, que regulariza a profissão de Historiador, de autoria do Senador Paulo Paim (PT). É um sinal de reconhecimento e valorização do serviço e do ofício de Historiador, que é um "guardião da memória coletiva". Viva aos historiadores. Todos.

Procurando te esquecer

Por Gilson Dean, 22 anos, acadêmico de Letras UFPA Bragança

Em: http://gilsondean.com

Já ouvi todas as músicas românticas;

Já parei na multidão procurando quem exala seu perfume;

Já tive déjà vu ao ver alguém com uma roupa idêntica a sua;

Já beijei mil bocas, desejando beijar a sua;

Já transei com você, mesmo sendo com outra pessoa;

Já perdi as contas dos sonhos;

Tento as mesmas aventuras;

Tento os mesmos lugares;

Nas mesmas datas...

No mesmo cyber espaço...

Nos mesmos pecados...

Revivo as brigas...

Revivo os reencontros...

Revivo a recaída...

Infindáveis vezes revivo a Saudade...

Remonto as noites agarrados...

Procurando te esquecer...

Eu descubro que não quero te esquecer.

Obrigado ao Tiro de Guerra 08/002 de Bragança/PA

Gostaria de agradecer, publicamente, ao Tiro de Guerra 08/002 de Bragança/PA, em nome do 1º Sgt. Mário Luiz Guerra Amarilho, seu comandante, e de todos os seus atiradores e funcionários, pelo recebimento do título de Amigo do Tiro de Guerra, a mim concedido em 09 de dezembro de 2009. Não pude estar pessoalmente no evento, que também encerrava o semestre de instrução dos atiradores daquele órgão militar.
Que nossa missão, seja onde for e estivermos, sempre se constitua num compromisso social e cidadão e em qualquer instância. Me coloco à disposição do Tiro de Guerra 08/002 de Bragança/PA para parcerias, palestras, seminários e trabalhos em prol da formação histórica de tantos atiradores, familiares e cidadãos no porvir. Agradecerei pessoalmente na primeira oportunidade que tiver, dentro desse tempo corrido de início de ano letivo acadêmico. Me sinto extremamente lisonjeado e orgulhoso pela honraria, que foi emitida no Diploma a mim encaminhado, anexado abaixo.

A Função do Historiador

Fatos
"O passado é uma construção e uma reinterpretação constante e tem um futuro que é parte integrante e significativa da História". (Jacques Le Goff, 1990. p. 24)
Há algum tempo venho me indignando com a forma com que se vem trabalhando a História de Bragança, por algumas pessoas que, num passe mágica, a toque de caixa e nas coxas, se autointitularam como historiadores ou até mesmo historiadores por um trabalho de pesquisa de qualquer natureza. Estou embuído aqui, apenas do desejo de contribuir para o pensamento acerca de um melhor pensamento e de uma melhor construção da História de nossa cidade.

E então, qual seria a função do historiador? Não se trata de uma questão nova, mas válida e ainda pouco debatida. mas continua válida e pouco discutida. A partir de que teorias, recursos, metodologias os historiadores selecionam suas pesquisas e fontes do passado? Que passado? De quem? Para quem? Qual a motivação? Dos "vencedores" ou dos "vencidos"? Qual figura, fato, poder, segmento, personalidades míticas e imaginárias serão construídos à imagem e pensamento europocêntrico? Me valho de algumas considerações captadas na rede de computadores para essa resposta.

Analisando...

"Homem de poder ao lado do poder, o historiador tece as continuidades do espaço político que organiza a nova sociedade. Essa função do historiador, a reprodução do poder, vai perdurar durante muito tempo, até o começo do século XX, adaptando-se aos diversos regimes políticos." (François Dosse, 1994. p.254)

Um modelo tradicional é recorrentemente ensinado, como se apenas os povos arianos e indo-europeus teriam "construído" a civilização grega. Esse modelo de explicação estaria, segundo Martin Bernal (2003), em sintonia com o chamado modelo ariano, cujos pré-conceitos (até mesmo imperialistas!) estiveram relacionados às teorias científicas do século XIX, a partir do ponto de vista da elite culta ocidental, o chamado "berço" da civilização europeia.

Esses conceitos estão, há muito, enraizados na cultura em geral. Questionamos o porquê dessa investida no campo da História por parte de alguns "literatos" ou "memorialistas", assim como a visão positivista e que não dá conta de apreender plenamente as complexidades do passado. Em vez de procurar uma aproximação analisada e técnica com a historiografia produzida e com o passado, esses "profissionais" se preocupam com suas próprias verdades.

Muitas vezes, como nos casos em que me proponho a analisar aqui, essas pessoas chegam a se preocupar com a vida de "grandes homens" (muitos deles infames), em homenagens, em recortes temporais nada convencionais e não utilizam ou sequer compreendem a produção historiográfica atual e abalizada. Nisso, os textos de Michel Foucault e Jacques Le Goff são bastante interessantes. Em nosso métier, a História pode e deve ser repensada com ousadia, tanto por professores e pesquisadores quanto pelos alunos desde seus primeiros anos de formação.

Um dos fatos relacionados é uma "crescente" e "inédita" onda de exageros acerca de obras publicadas em Bragança, em círculos dos auto-intitulados "imortais" (discuto abaixo essa "confraria" de pensadores sobre Bragança), como se nada estivesse em capacidade de produzir História, e História de qualidade. Um obsessão real, atraente e bastante controversa.

Essa obsessão é uma forte herança do século XIX, quando se entendia que "o documento falava por si”. Esses autores não consideram a História sem uma documentação escrita. Exagero ou não, considero essas pessoas falhas em suas tentativas de expor suas pesquisas com técnica historiográfica e seus esforços acabam se passando por um discuros sem propósito. Não posso desconsiderar os esforços e até mesmo as impressões de algumas coisas, porém, é minha (nossa) função considerar tais profissionais esquecidos das possibilidades do discurso teórico, abdicando assim dos outros "documentos" da História, como a vida das pessoas, a oralidade, os sentidos e as entrelinhas dos documentos escritos.

Como vários outros historiadores, a questão de se analisar a prática e a teoria está relacionada em dois pontos principais: a teoria e a prática. Na teoria, ocorreriam ainda três divisões: a epistemologia, a metodologia e a ideologia. A epistemolõgia se ligaria ao conhecimento que, segundo Jenkins, está presente em nossa sociedade atual e não em tempos pretéritos. Esse vínculo com o presente, contudo, não permitiria interpretações consensuais acerca do passado; ao contrário, a interpretação do passado é múltipla (um só passado, mas vários historiadores).

Já no campo da metodologia, a História seria um padrão em meio a uma série de discursos a respeito do mundo, e o conjunto de suas metodologias, algo mais prático, particular e de livre escolha do historiador, que o inseriria em uma historiografia cujas fronteiras seriam dadas, por sua vez, por sua escrita e seu modelo de interpretação.

A metodologia seria uma ferramenta empregada para a análise das fontes selecionadas pelo pesquisador, que utilizaria, para analisar e identificar um determinado período histórico, meios expostos e encontrados pelo uso de determinada/s metodologia/a e pela compilação de fontes.

Por fim, há a ideologia, da qual se apropriam para conferir sentidos e dar significados ao mundo a seu redor e alhures. De acordo com outros autores, a História sempre servirá a um propósito político, seja colaborar com mais substância para as ideologias, seja legitimar atores e/ou instituições, funcionando assim como uma espécie de força legitimadora de um poder público ou uma doutrina social. Não é menos verdade que os primeiros impérios e seus líderes se preocuparam com os arquivos oficiais, narraram passagens de seu governo e conferiram sentido a sua existência e a da coletividade, a exemplo de Hamurábi, Ramsés II, Augusto, Constantino, Carlos Magno, Luís XIV, Napoleão – personagens históricas que se preocuparam com os fatos de seus períodos de governo e/ou de atuação.

Algumas outras respostas cabem aqui. Uma delas trata da "verdade", cuja construção passaria mais pela criação do que pela descoberta. Nesse sentido, Le Goff já defendia uma teoria que apontava para a inexistência de verdade absoluta na História. Tudo passaria, segundo o historiador francês, por uma tradição cultural dominante, influenciada pelo platonismo, cristianismo, razão e/ou ciências (palavras-chaves da cultura no Ocidente).

Em sua análise do poder, Michel Foucault (1979) identifica não a fonte dele, mas sim sua origem genealógica. Segundo o filósofo, essa origem determinaria os chamados micropoderes presentes nas sociedades modernas, os quais não se caracterizariam pelo conceito de classe nem se situariam unicamente nos assuntos da economia ou da política, estabelecendo-se antes em uma complexa rede de forças, presente em todos os aspectos da vida social.

Roger Chartier (1990) situou essa discussão em termos de signos do poder, uma série de monumentos, emblemas, medalhas, moedas, que identificariam o Estado com o objetivo de representar simbolicamente seu poder em vários campos.

Busca pela verdade na História

Nenhum relato recupera inteiramente o passado, em parte porque o conteúdo dos acontecimentos pode ser ilimitado e a capacidade do historiador se resume sempre ao relato de pequenas frações do acontecido. Na visão de Keith Jenkins, a História não consistiria unicamente num estudo do passado, mas sim num estudo da historiografia do passado, pois o pesquisador analisa e interpreta uma obra escrita em um determinado período histórico, e não o passado histórico de maneira geral.

Chamo a atenção para o papel de outros tipos de documentação – não apenas os textuais – como fontes possíveis para a compreensão histórica. Os historiadores contemporâneos, de maneira geral, utilizam diversas documentações para construir, ou reconstruir – como dizia Georges Duby – esse passado. Estão disponíveis, atualmente, documentos iconográficos e arqueológicos que podem confirmar ou não a interpretação do historiador.

O uso dessas outras fontes estão defendidas suficientemente por Lucien Febvre em Combates pela História (1985) e pelo historiador Carlo Ginzburg em Mitos, Emblemas e Sinais: Morfologia e História (1989), ambos com uma especial fundamentação para a interpretação do passado.

E a resposta aos "literartos imortais" vivos de Bragança é a de que não se deve mesmo escrever acerca do passado a partir de uma posição e visão ideológica pré-definida (como fizeram os povos europeus, ou mais recentemente, os nazistas alemães e os fascistas italianos da década de 1930). O discurso histórico, bem como outros, pode ser usado (mesmo involuntariamente) com fins políticos, legitimando ideologias ou poderes (ou a se constituir) num determinado grupos social. Existem, portanto, implicações éticas e políticas no escrever da História.

Isso conclui que os historiadores devam ser capazes de, entre o domínio de diferentes metodologias de seu campo e das ciências sociais e afins, de tornar-se suficientemente reflexivo a respeito da maneira de se fazer História no mundo atual.

Não se pode negar as contribuições valiosas da Escola dos Annales (de Marc Bloch e Lucien Febvre). De lá para cá, se questionou mais a produção historiográfica, como Jacques Le Goff, Georges Duby, Le Roy Laudurie, Paul Vayne. A maior transformação, entretanto, talvez tenha sido provocada fora da história, como sugere alguns autores, ao apontar a obra do filósofo Michel Foucault como um momento de inflexão na historiografia.

Sobre as transformações ocorridas na História nos últimos anos, sugerimos ainda as discussões de Hayden White, Geoffrey Elton e Edward Carr em What is history?, outro trabalho relevante que pode nos ajudar, como leitura obrigatória nos recentes debates acerca do campo da teoria e da filosofia da História.

Prof.ª Silvana, pesquisadora e professora de Gastronomia visitou Bragança e conheceu a culinária e a história

Ontem, 25 de janeiro, recebi a Prof.ª Silvana, professora e pesquisadora de Gastronomia, que veio de Santa Catarina para pesquisar sobre a culinária bragantina, especialmente no que se refere aos usos da farinha de mandioca, principal produto da roça bragantina, além de conhecer os métodos de sua fabricação e verificar in loco a realidade dos pequenos produtores. Acompanhei a Prof.ª Silvana primeiramente para conhecer uma parte da localidade de Vila-que-era, comunidade a 7 km do centro de Bragança, que corresponde ao lugar que primeiro recebeu um núcleo de colonização portuguesa em nossas terras. Logicamente, visitamos o Mirante de São Benedito, onde ela deu uma olhada na cidade lá de cima.
Passamos à farinha propriamente dita. Fomos até a casa das famílias de Marilza e Maria do Carmo (esta última minha ex-aluna, assim como seus filhos, na EEEFM Luiz Paulino Mártires) e para a nossa surpresa, conhecemos mais do que fomos buscar. Conversamos, nos divertimos e visitamos as casas dessas famílias. Pudemos ver de tudo um pouco. No estudo, muitas fotografias e filmagens. Silvana ficou impressionada com a quantidade de árvores frutíferas nos pomares e quintais das casas onde passamos e pela forma tradicional com que é fabricada a nossa farinha, especialmente conhecida e considerada a melhor farinha do Brasil, sem falsa modéstia.
Provamos de muitas frutas e ganhamos outras, gentilmente oferecidas por minha querida amiga Maria do Carmo e família. Comemos peixe assado com farinha, siri com farinha e pimenta. Foi realmente um dia inesquecível. Retornamos a Bragança por volta das 15h e nos dirigimos à Câmara de Dirigentes Lojistas de Bragança, para que Silvana continuasse suas pesquisas. Fica registrado a construção de uma grande parceria futura, quem sabe para a escrita e publicação de um artigo sobre a culinária e a história, envolvendo a tradicional e famosa farinha de Bragança.

sábado, 23 de janeiro de 2010

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Entrevista sobre Patrimônio Histórico concedida ao repórter Messias Monteiro Júnior (in memoriam)

Reproduzo o texto, copiado na íntegra da gravação original, da entrevista que concedi ao meu querido amigo Manoel Messias da Cruz Monteiro Júnior (+22.12.2009), no Programa Realidade 106, da Fundação Educadora de Comunicação (Educadora FM), que foi ao ar em 1º de agosto de 2009. Messias Monteiro Júnior era repórter do Programa Realidade 106, fazia trabalhos para o SBT Bragança,além de ser meu companheiro no LEO Clube de Bragança e meu aluno na EEEFM Luiz Paulino Mártires. Nos deixou uma grande saudade. E como hoje completa um mês do seu falecimento, coloco o texto aqui como minha homenagem a um jovem talento bragantino que se foi, mas que deixou marcas positivas de sua breve trajetória entre nós.
Entrevistado: Prof. Dário Benedito Rodrigues, historiador

Repórter: Manoel Messias da Cruz Monteiro Júnior

Emissora: Fundação Educadora de Comunicação (Educadora FM)

Programa: Realidade 106

Data em que foi ao ar: 1º de agosto de 2009

Parte 1

Messias: Estou de volta no Programa Realidade 106 abordando os assuntos de interesse da comunidade em geral. Nos últimos anos a população bragantina tem assistido a perda de um pouco de sua memória. Essa perda se dá pelas condições em que se encontram diversos casarões históricos que estão simplesmente “caindo aos pedaços”, sem algum reparo e sofrendo as ações da natureza e a urbanização de Bragança. Os casarões mais conhecidos, como a Escola Monsenhor Mâncio, a antiga Casa da Cultura e até mesmo o Palacete Augusto Corrêa, onde costumava a funcionar a Prefeitura Municipal até que o teto ameaçou desabar. Esses são alguns dos casarões históricos que se encontram interditado ou em situação de abandono. Com essa situação, a cidade de Bragança não perde só um patrimônio material, mas também um patrimônio cultural. E pra debater sobre esse assunto, aqui no Programa Realidade 106, está conosco o Professor Dário Benedito, historiador bragantino, mestre em História Social. Boa tarde, professor Dário, conta aqui pra nós ouvintes qual a perda que Bragança está tendo com a dilapidação do patrimônio histórico e cultural? Boa tarde.

Prof. Dário: Boa tarde Messias. Boa tarde a todos os ouvintes da Fundação Educadora. É uma grande satisfação sempre poder participar. Primeiramente, o patrimônio histórico, arquitetônico e cultural, em geral, constitui uma face, uma medida do passado. É um fator de determinância para que a gente possa ter na nossa sociedade hoje as reminiscências do passado, as lembranças. O acesso ao passado, à memória coletiva, é dado através de várias fontes. O patrimônio é uma fonte. É evidente que de alguns anos para cá, a própria consciência da urbanidade foi começando a modificar isso daí. Parece que aquilo que é antigo tinha que ser destruído e Bragança passou por uma dilapidação muito grande, muito mais anteriormente, desde a década de 40 a 60 foram começando a destruir pra modificar muita coisa. O estilo arquitetônico modificou-se. E agora nós estamos assistindo assim a um abandono de certos patrimônios históricos. Nós podemos citar vários, mas eu queria fazer referências a alguns prédios que observo pessoalmente. Primeiro a Escola Mâncio Ribeiro. A Escola Mâncio Ribeiro é um palacete, a única escola dentro de um palacete. Feita pra ser o Grupo Escolar Eurico Freitas Vale, Dr. Eurico Freitas Vale, em 1929, é palacete muito bonito que está sendo todo dilapidado. A propriedade do prédio é da SEDUC. E a reforma do prédio ficava a critério da SECULT. Até agora não apareceu. Objetivo, planejamento, arquitetura, todo mês vem fazer um levantamento aí. Ninguém tomou a frente desse processo. Está desde 2006 o prédio em total estado de calamidade. Pra mim, o prédio já devia ter sido, é, reformado, bem iniciada sua reforma. Teve todo o madeirame retirado de acapú e pau-amarelo que não existe na natureza. Eu estabeleci a denúncia junto ao Ministério Público e às Polícias, né. Uma referência especial à Polícia Militar que sempre nos ajuda nessa questão patrimonial, o Major Vieira sabe bem disso. E a outra casa que eu queria fazer referência, dentre outras, é a casa da Residência Raymundo Nazeazendo Ferreira. Fica bem em frente ao Mâncio. É uma residência de um dos prefeitos e proprietários locais da passagem do século XIX pro XX com maior preponderância em Bragança, de muita importância. Uma empresa adquiriu esse imóvel já sabendo do processo de tombamento do imóvel e permitiu que ela, está sendo toda dilapidada, está sendo permitido a dilapidação do prédio, né. A Polícia já esteve lá. Foi também retirado por ordem do atual proprietário, foi retirado todo o madeirame, que segundo ele, segundo porque ninguém viu, segundo a versão dele, o madeirame está guardado. O prédio, é, foi também retirado todo o ajardinamento, que era próprio de um local como aquele, era um terreno bosque ali, com algumas árvores frutíferas, etc., foi todo tirado e a casa está passando por um processo de dilapidação externa porque vândalos e outras pessoas vão lá e tiram o madeirame, etc., e nós já temos poucos resquícios de prédios daquela imponência. O terceiro prédio que tá com problemas sérios e aqui a Administração Municipal deve olhar com mais cuidado e com mais cautela e com um sentimento de recuperação, é a Casa da Cultura, que era propriedade do José Paulino dos Santos Mártires. Aquela casa dali foi transformada em sede de vários eventos culturais, tinha um salão nobre ali, ela serviu como Biblioteca Pública “De Castro e Souza”, tem o Salão de Música “Vitaliano Vari”. Então, aquele prédio no centro da cidade assusta o visitante. É um prédio que está mal assombrado, também fazendo parte do patrimônio público, que está sendo digamos assim esquecido. Nós temos algumas outras referências pra fazer e acho que a maior parte do patrimônio de Bragança se não for, se não for vista com carinho, eu acho que primeiramente, primeiramente pela própria população que acha que o que é antigo não serve, o que eu falei logo no início, e depois por quem tem a obrigação de salvaguardá-los, os proprietários.

Messias: Ok, professor Dário, daqui a pouco a gente volta no Programa Realidade 106 conversando ainda sobre as condições que se encontram muitos casarões históricos aqui na cidade de Bragança. Segue Luciana, segue Padre Nelson com a programação do Programa Realidade 106. Daqui a pouquinho eu volto com o Professor Dário Benedito, historiador bragantino, falando sobre os casarões históricos da cidade.

Parte 2

Messias: Estou de volta no Programa Realidade 106 ainda conversando com professor Dário Benedito, historiador bragantino, sobre esse assunto de extrema importância, aqui na cidade de Bragança, que são as condições dos casarões históricos. Professor Dário, nos últimos anos, temos assistido uma reforma desses casarões históricos aqui na cidade de Bragança e o senhor como historiador, qual a sua opinião sobre esses reformas que foram feitas e não tiveram o objetivo atingido pois hoje alguns casarões ainda encontram-se em estado de calamidade?

Prof. Dário: Primeiro eu queria me reportar a essa administração. Nós fizemos dois tombamentos. Um em outubro de 2006. Nunca teve nenhum tombamento. Nós tombamos treze imóveis em dois decretos de outubro de 2006 e janeiro de 2008. Estudamos os prédios, temos uma cópia de estudos sobre os prédios, sobre estilos, mas, vamos fazer por exemplo, alguns exemplos. A Casa das Treze Janelas foi reformada, era uma residência oficial de prefeitos, e as paredes foram divididas com forro de PVC, na gestão retrasada, né, a gestão desenvolvimentista. A Prefeitura Municipal de Bragança que é um prédio, assim, talvez um dos mais imponentes foi reformada, foi dada uma maquiagem na Prefeitura. Teve também as suas divisórias todas feitas com forro de PVC. Tá lá pra todo mundo ver, não tô exagerando. A gestão que era "da bragantinidade". Depois nós tivemos um problema muito grave na Casa da Cultura, foi só feita uma maquiagem. O teto ele, ele veio a desabar. A estrutura toda que suporta o telhado, ela já está embaixo. A Prefeitura teve um alerta do Corpo de Bombeiros pra que acontecesse a retirada de tudo o que era da Prefeitura. Nós fizemos tudo o que foi possível. Mas, de estudar, pelo menos. Eu não tenho poder, nem é minha função executar obras, mas eu tenho apenas a questão de estudo e de definição. O alerta sobre isso foi feito.Messias: Um estudo adequado para a reforma dos casarões foi feito, agora na obra, não tivemos lá uma realização completa?

Prof. Dário: Não. Não tivemos. A necessidade de ter na Prefeitura uma Equipe Técnica já tinha sido alertado os gestores anteriores. Há muito tempo eu mesmo, pessoalmente o fiz, aos gestores passados e ao atual gestor, que tem uma Equipe Técnica uma pouco mais eclética. Nós temos dois historiadores na SEPLAN, temos arquitetos formados em Patrimônio Histórico. Mas nós precisamos de políticos que deixem de fazer obras patrimonialistas. Nós precisamos de pessoas que deixem de ficar pensando em mudar nome das coisas de Bragança, de ficar pensando em mudar em os símbolos históricos de Bragança. E cuidar do que é realmente um símbolo histórico. Tirar a História de Bragança do submundo. Ou seja, tirar a História de Bragança do esquecimento e deixá-la falar. Porque a gente não pode deixar pros nossos sucessores, pros nossos predecessores uma cidade sem memória, uma cidade sem passado. Então, tem tanta coisa pra se preocupar do que ficar se preocupando se o nome do lugar é “x” ou “y”, de ter que mudar data do símbolo de Bragança, se preocupando com a questão patrimonialista, a questão “homenagear pessoas”. Essa questão pra mim é extremamente falha. Então tem que se preocupar com aquilo que tem que realmente olhar com cuidado. Olhar o patrimônio histórico, arquitetônico, material é também fazer um grande movimento. Eu me disponho sempre a ajudar. Estou disposto sempre a ajudar, mas eu não posso me resguardar de fazer essas observações. Nós temos um grupo de historiadores que pensam sobre isso, pessoas gradas, pessoas que se preocupam um pouco com a memória. Nós temos leis tão avançadas, como o Plano Diretor. É só colocar em prática isso aí. Então, eu acho que tá faltando cuidado, um trabalho efetivo. Estão fazendo muita festa em Bragança e tão cuidando muito pouco da questão imobiliária, patrimonial. Todo mundo sabe o que eu penso sobre isso. Os gestores sabem o que eu penso sobre isso. Eu já disse pessoalmente isso. Eu também sei que há algumas impossibilidades, mas também acho que há muito esforço em coisas que tem todo ano e pouco esforço em coisas que tem para sempre. Então acho que nós temos que ver o que é que de Bragança é melhor. E tirar disso uma lição pra todos nós. Especialmente pra mim. Pra aprendermos a trabalhar em conjunto, pensar as coisas em conjunto e pensar um pouco a memória de Bragança. O nosso objetivo com isso é alertar. Não é criticar, não é falar mal, ninguém tá fazendo isso. Alertar sobre um problema que todo mundo tá vendo e está a olhos nus a dilapidação dos nossos prédios históricos. É isso aí. Eu agradeço à Educadora e também ao Padre Nelson por estar colocando essa questão aí em tela, em debate. Eu espero que muitas outras pessoas possam contribuir, né, não somente a minha pessoa, mas outros profissionais grados contribuírem com a questão. É tão fácil cuidar da memória e do passado. Vamos procurar olhar com bons olhos isso aí.

Messias: Ok Prof. Dário. Muito obrigado pela sua participação no Programa Realidade 106. Professor Dário Benedito, historiador bragantino, falando um pouco aqui sobre a situação em que se encontram os casarões históricos da cidade de Bragança. Daqui a pouco eu volto no Programa Realidade 106, o programa que escuta você.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Vídeo de Matéria do Programa "Expedição Fala Pará" sobre o Município de Bragança

Para quem assistiu e para quem não teve a oportunidade, adicionei o vídeo do Programa "Expedição Fala Pará", exibido em fevereiro de 2009, na Rede Record de Televisão e na Record News sobre aspectos históricos de Bragança. Uma importante contribuição para a nossa cultura e para o aprendizado das coisas mais importantes de memória dessa cidade.

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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Vídeo com mensagem da cantora Ana Carolina

Esse vídeo é parte de um show da cantora Ana Carolina. Chama-se "Só de sacanagem" e nos serve para a reflexão nesses tempos de escândalos políticos e num ano de eleição. Pense! Reflita! Escolha direito e fique em paz com a sua consciência e com a sua comunidade. Eu pensei... E você?

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12 Conselhos para ter um infarto feliz: um alerta!

Recebi esse texto por e-mail, de minha amiga e ex-Professora Maria Celanira Lacerda e vale a pena que todos vocês, amigos/as e leitores/as possam ler e observar em suas vidas o que pode ser feito para combater um infarto. Lembrei de alguns/as amigos/as e colegas de trabalho que levam a vida dessa maneira e achei interessante alertá-los. Isso serviu muito para mim, enquanto professor e ser humano. Espero que sirva também para você! Leia e reflita!
12 Conselhos para ter um infarto feliz
(pelo Dr. Ernesto Artur, cardiologista)
Quando publiquei estes conselhos "amigos-da-onça" em meu site, recebi uma enxurrada de e-mails, até mesmo do exterior, dizendo que isto lhes serviu de alerta, pois muitos estavam adotando esse tipo de vida inconscientemente.
1. Cuide de seu trabalho antes de tudo. As necessidades pessoais e familiares são secundárias.
2. Trabalhe aos sábados o dia inteiro e, se puder também aos domingos.
3. Se não puder permanecer no escritório à noite, leve trabalho para casa e trabalhe até tarde.
4. Ao invés de dizer não, diga sempre sim a tudo que lhe solicitarem.
5. Procure fazer parte de todas as comissões, comitês, diretorias, conselhos e aceite todos os convites para conferências, seminários, encontros, reuniões, simpósios, etc.
6. Não se dê ao luxo de um café da manhã ou uma refeição tranquila. Pelo contrário, não perca tempo e aproveite o horário das refeições para fechar negócios ou fazer reuniões importantes...
7. Não perca tempo fazendo ginástica, nadando, pescando, jogando bola ou tênis. Afinal, tempo é dinheiro.
8. Nunca tire férias, você não precisa disso. Lembre-se que você é de ferro.
9. Centralize todo o trabalho em você, controle e examine tudo para ver se nada está errado. Delegar é pura bobagem; é tudo com você mesmo.
10. Se sentir que está perdendo o ritmo, o fôlego e pintar aquela dor de estômago, tome logo estimulantes, energéticos e anti-ácidos. Eles vão te deixar tinindo.
11. Se tiver dificuldades em dormir não perca tempo: tome calmantes e sedativos de todos os tipos. Agem rápido e são baratos.
12. E por último, o mais importante: não se permita ter momentos de oração, meditação, audição de uma boa música e reflexão sobre sua vida. Isto é para crédulos e tolos sensíveis. Repita para si: Eu não perco tempo com bobagens.
Os ataques do coração
Uma nota importante sobre os ataques cardíacos.
Há outros sintomas de ataques cardíacos, além da dor no braço esquerdo(direito). Há também, como sintomas vulgares, uma dor intensa no queixo, assim como náuseas e suores abundantes.
Pode-se não sentir nunca uma primeira dor no peito, durante um ataque cardíaco. 60% das pessoas que tiveram um ataque cardíaco enquanto dormiam, não se levantaram. Mas a dor no peito, pode acordá-lo dum sono profundo.
Se assim for, dissolva imediatamente duas aspirinas na boca e engula-as com um bocadinho de água. Ligue para Emergência (193 ou 190) e diga ''ataque cardíaco'' e que tomou duas aspirinas. Sente-se numa cadeira ou sofá e force uma tosse, sim forçar a tosse pois ela fará o coração pegar no tranco; tussa de dois em dois segundos, até chegar o socorro.. Não se deite!

Um cardiologista disse que, se cada pessoa que receber esta mensagem, a enviar a 10 pessoas, pode ter a certeza de que se salvará pelo menos uma vida!